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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Governo quer prova de entrega de plano de emergência por mineradoras

Empresas terão 15 dias para responder Estado sob ameaça de interdição

O Departamento Nacional de Produção Mineral, do Ministério de Minas e Energia, determinou que as empresas operadoras de barragens de mineração apresentem em 15 dias o comprovante de entrega do Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração para as prefeituras e Defesa Civil de estados e municípios.

Se a regra não for observada, ou se a empresa não apresentar a Declaração de Condição de Estabilidade da Barragem, poderá ter interditadas as atividades de acumulação de água ou de disposição final ou temporária de rejeitos de mineração.

A desinterdição será feita se a empresa comprovar a entrega do plano de ação de emergência. A portaria, com a determinação, é assinada pelo diretor do departamento, Telton Eber Corrêa, e foi publicada nesta segunda-feira (18) no Diário Oficial da União.

Mariana

Após descumprir duas vezes o prazo de entrega dos planos de emergência das barragens de Santarém e do Germano, a Mineradora Samarco, responsável pelo rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana (MG), entregou no último dia 13 os documentos à Justiça mineira.

As barragens, também localizadas na região de Mariana, sofreram danos na estrutura após o rompimento da Barragem de Fundão, em 5 de novembro do ano passado, que derramou 32 milhões de metros cúbicos

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

de lama de rejeitos de mineração no Rio Doce. O episódio causou a morte de 17 pessoas, destruiu municípios e continua causando impactos ambientais graves no rio e no oceano.

Agência Brasil

 

Foto: Saneago

Saneago terá financiamento para recuperar Meia Ponte. Valor pode chegar a R$ 3 mi

Foto: Saneago
Foto: Saneago

Projeto vai investir entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões para recuperar nascentes. Mais de 200 foram mapeadas pela empresa

Deivid Souza

A Saneago foi a única empresa de 18 estados a ter projeto selecionado pelo edital 01/2015 do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para a Recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP’s) para produção de Água. Em setembro, quando iniciou o processo, a previsão inicial de investimentos era de R$ 45 milhões para todo edital.

O edital refere-se arealização de ações de recuperação florestal em áreas de preservação permanente localizadas em bacias hidrográficas cujos mananciais de superfície contribuem direta ou indiretamente para o abastecimento de reservatórios de regiões metropolitanas com alto índice de criticidade hídrica. A Saneago elaborou minuta com 250 nascentes da Bacia do Rio Meia Ponte que será atendida pelo FNMA.

Segundo o levantamento do órgão, 2.047.665 habitantes da Região Metropolitana de Goiânia(RMG) estão em municípios com baixa garantia hídrica.

Concorrência

Ao todo, 18 propostas foram aprovadas pelo FNMA em todo o País. A Região Sudeste foi a que mais concentrou projetos, 9, e São Paulo o maior beneficiário com 5 programas que serão financiados.

O governo do Estado de Goiás prometeupara o final do primeiro semestre deste ano,  o início da operação do Sistema Produtor Mauro Borges, que deve garantir o abastecimento público da (RMG) até 2040.

Banco mundial

Quatro bilhões não têm internet, diz Banco Mundial

Expansão desigual da tecnologia contribui para abismo social

Aproximadamente 60% da população mundial não tem acesso à internet, segundo o Banco

Mundial. O número percentual equivale a 4 bilhões de pessoas. Nos últimos 15 anos, o número

de usuários da internet passou de 400 milhões para 3,2 bilhões. De acordo com o organismo

financeiro, a recente e acelerada expansão das tecnologias digitais favoreceu os setores mais

ricos, qualificados e influentes das sociedades, mas ainda não gerou o crescimento e os

empregos esperados.

O economista chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu, alertou para o risco de se criar uma

nova subclasse social, que não conseguiria se inserir nessa revolução digital. “Dado que quase

20% da população mundial não sabe ler, nem escrever, é improvável que a expansão das

tecnologias digitais, por si só, signifique o fim da brecha de conhecimentos que existe no

mundo”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Banco, Jim Yong Kim, é fundamental continuar conectando as

pessoas para que todos possam se beneficiar dos “dividendos digitais”, que envolvem novas

oportunidades de trabalho e a melhoria dos serviços públicos. Segundo o dirigente, países

devem estimular atividades econômicas e investir em educação.

Para que as promessas de desenvolvimento associadas à internet e às novas tecnologias

sejam cumpridas, o organismo financeiro recomendou a universalização do acesso aberto e

seguro à rede. O Banco Mundial ressaltou ainda a necessidade de adaptar as habilidades dos

trabalhadores às exigências da nova economia. Também será preciso fortalecer as regulações

que garantem a competição justa entre empresas.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

ONU discute financiamento para economia verde

Enquanto estudos são realizados, países como a China já desenvolvem projetos

Um dos pontos mais delicados do acordo climático celebrado na COP21, em Paris, começa a

andar. Trata-se do financiamento das iniciativas que vão contribuir a transição para a economia

de baixo carbono.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), 2016 será o “Ano do Financiamento Verde”.

Neste momento, as discussões se voltam para estudos que visam levantar quais as reais

necessidades de capital para medidas de mudança.

A China estabeleceu um grupo de estudos de Financiamento Verde no G20 para ser

copresidido pelo Banco Popular da China e pelo Banco da Inglaterra, com o PNUMA atuando

como Secretariado. Muitos outros países estão se direcionando para progressos em escala

nacional e global.

A Pesquisa do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) relativa ao Plano de um

Sistema Financeiro Sustentável (UNEP Inquiry), está realizando dois eventos em Londres e

Washington D.C. para discutir as suas descobertas e as oportunidades históricas que se

apresentam.

Foi lançado nesta (14) em Londres, no Reino Unido, o relatório do PNUMA chamado ‘O

Sistema Financeiro que Necessitamos – Harmonização do Sistema Financeiro com o

Desenvolvimento Sustentável’.

O assunto também foi discutido nesta sexta-feira (15) em Washington D.C. nos Estados

Unidos.

Deivid Souza, com agência ONU