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Maria Lívia, Carla Marinho, Amanda Letícia, usam internet para fazer o bem. Foto: Acervo Pessoal

Jovens lançam projeto para facilitar vida de estudantes de comunidade Kalunga

Trio espera arrecadar 120 bicicletas por meio do projeto “De Bike pra Escola”

Deivid Souza

Três estudantes de curso pré-universitário, que moram no Estado de São Paulo, se sensibilizaram com a situação de crianças de uma comunidade Kalunga em Vão das Almas, na Região Norte de Goiás, e decidiram criar um projeto para que o acesso à escola fosse facilitado.

Uma reportagem de TV mostrou a realidade de meninos e meninas da comunidade caminham até seis quilômetros para chegarem ao local de estudo. Como a região é muito montanhosa, o ônibus escolar não consegue chegar a todas as localidades. Alguns dos estudantes têm que sair de casa às 4h da manhã e às vezes sem tomar café da manhã.

“Na Região as estradas são muito ruins, é uma região muito montanhosa, e apesar de haver transporte escolar, os veículos não conseguem chegar até algumas localidades”, explicou ao Canal Sustentável  Carla Marinho que é de Goiânia e já visitou a comunidade várias vezes.

Diante da situação, mesmo sem recursos financeiros, Carla Marinho, 23; Maria Lívia, 20 e Amanda Letícia, 23 resolveram lançar o “Projeto De Bike pra Escola”. Por meio da iniciativa, elas esperam conseguir 120 bicicletas para que as crianças possam chegar ao local de ensino com menos dificuldades. Elas lançaram um site  e uma página no Facebook para mobilizar interessados em ajudar. Já conseguiram 25 bicicletas e R$ 5 mil em dinheiro, mas ainda estão distante da meta de R$ 35 mil. Amigos mobilizados pela internet, também estão recebendo os donativos nas cidades de São Paulo, Brasília e Goiânia.

Doação no site: www.vakinha.com.br/de-bike-pra-escola

Informações:

 www.debikepraescola.com.br/

www.facebook.com/debikepraescola

 

Maria Lívia, Carla Marinho, Amanda Letícia, usam internet para fazer o bem. Foto: Acervo Pessoal
Maria Lívia, Carla Marinho, Amanda Letícia, usam internet para fazer o bem. Foto: Acervo Pessoal

 

 

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Governo quer prova de entrega de plano de emergência por mineradoras

Empresas terão 15 dias para responder Estado sob ameaça de interdição

O Departamento Nacional de Produção Mineral, do Ministério de Minas e Energia, determinou que as empresas operadoras de barragens de mineração apresentem em 15 dias o comprovante de entrega do Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração para as prefeituras e Defesa Civil de estados e municípios.

Se a regra não for observada, ou se a empresa não apresentar a Declaração de Condição de Estabilidade da Barragem, poderá ter interditadas as atividades de acumulação de água ou de disposição final ou temporária de rejeitos de mineração.

A desinterdição será feita se a empresa comprovar a entrega do plano de ação de emergência. A portaria, com a determinação, é assinada pelo diretor do departamento, Telton Eber Corrêa, e foi publicada nesta segunda-feira (18) no Diário Oficial da União.

Mariana

Após descumprir duas vezes o prazo de entrega dos planos de emergência das barragens de Santarém e do Germano, a Mineradora Samarco, responsável pelo rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana (MG), entregou no último dia 13 os documentos à Justiça mineira.

As barragens, também localizadas na região de Mariana, sofreram danos na estrutura após o rompimento da Barragem de Fundão, em 5 de novembro do ano passado, que derramou 32 milhões de metros cúbicos

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

de lama de rejeitos de mineração no Rio Doce. O episódio causou a morte de 17 pessoas, destruiu municípios e continua causando impactos ambientais graves no rio e no oceano.

Agência Brasil

 

Foto: Saneago

Saneago terá financiamento para recuperar Meia Ponte. Valor pode chegar a R$ 3 mi

Foto: Saneago
Foto: Saneago

Projeto vai investir entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões para recuperar nascentes. Mais de 200 foram mapeadas pela empresa

Deivid Souza

A Saneago foi a única empresa de 18 estados a ter projeto selecionado pelo edital 01/2015 do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para a Recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP’s) para produção de Água. Em setembro, quando iniciou o processo, a previsão inicial de investimentos era de R$ 45 milhões para todo edital.

O edital refere-se arealização de ações de recuperação florestal em áreas de preservação permanente localizadas em bacias hidrográficas cujos mananciais de superfície contribuem direta ou indiretamente para o abastecimento de reservatórios de regiões metropolitanas com alto índice de criticidade hídrica. A Saneago elaborou minuta com 250 nascentes da Bacia do Rio Meia Ponte que será atendida pelo FNMA.

Segundo o levantamento do órgão, 2.047.665 habitantes da Região Metropolitana de Goiânia(RMG) estão em municípios com baixa garantia hídrica.

Concorrência

Ao todo, 18 propostas foram aprovadas pelo FNMA em todo o País. A Região Sudeste foi a que mais concentrou projetos, 9, e São Paulo o maior beneficiário com 5 programas que serão financiados.

O governo do Estado de Goiás prometeupara o final do primeiro semestre deste ano,  o início da operação do Sistema Produtor Mauro Borges, que deve garantir o abastecimento público da (RMG) até 2040.

Banco mundial

Quatro bilhões não têm internet, diz Banco Mundial

Expansão desigual da tecnologia contribui para abismo social

Aproximadamente 60% da população mundial não tem acesso à internet, segundo o Banco

Mundial. O número percentual equivale a 4 bilhões de pessoas. Nos últimos 15 anos, o número

de usuários da internet passou de 400 milhões para 3,2 bilhões. De acordo com o organismo

financeiro, a recente e acelerada expansão das tecnologias digitais favoreceu os setores mais

ricos, qualificados e influentes das sociedades, mas ainda não gerou o crescimento e os

empregos esperados.

O economista chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu, alertou para o risco de se criar uma

nova subclasse social, que não conseguiria se inserir nessa revolução digital. “Dado que quase

20% da população mundial não sabe ler, nem escrever, é improvável que a expansão das

tecnologias digitais, por si só, signifique o fim da brecha de conhecimentos que existe no

mundo”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Banco, Jim Yong Kim, é fundamental continuar conectando as

pessoas para que todos possam se beneficiar dos “dividendos digitais”, que envolvem novas

oportunidades de trabalho e a melhoria dos serviços públicos. Segundo o dirigente, países

devem estimular atividades econômicas e investir em educação.

Para que as promessas de desenvolvimento associadas à internet e às novas tecnologias

sejam cumpridas, o organismo financeiro recomendou a universalização do acesso aberto e

seguro à rede. O Banco Mundial ressaltou ainda a necessidade de adaptar as habilidades dos

trabalhadores às exigências da nova economia. Também será preciso fortalecer as regulações

que garantem a competição justa entre empresas.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

ONU discute financiamento para economia verde

Enquanto estudos são realizados, países como a China já desenvolvem projetos

Um dos pontos mais delicados do acordo climático celebrado na COP21, em Paris, começa a

andar. Trata-se do financiamento das iniciativas que vão contribuir a transição para a economia

de baixo carbono.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), 2016 será o “Ano do Financiamento Verde”.

Neste momento, as discussões se voltam para estudos que visam levantar quais as reais

necessidades de capital para medidas de mudança.

A China estabeleceu um grupo de estudos de Financiamento Verde no G20 para ser

copresidido pelo Banco Popular da China e pelo Banco da Inglaterra, com o PNUMA atuando

como Secretariado. Muitos outros países estão se direcionando para progressos em escala

nacional e global.

A Pesquisa do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) relativa ao Plano de um

Sistema Financeiro Sustentável (UNEP Inquiry), está realizando dois eventos em Londres e

Washington D.C. para discutir as suas descobertas e as oportunidades históricas que se

apresentam.

Foi lançado nesta (14) em Londres, no Reino Unido, o relatório do PNUMA chamado ‘O

Sistema Financeiro que Necessitamos – Harmonização do Sistema Financeiro com o

Desenvolvimento Sustentável’.

O assunto também foi discutido nesta sexta-feira (15) em Washington D.C. nos Estados

Unidos.

Deivid Souza, com agência ONU