Bambu é solução para tratamento de esgoto

tratamento de esgoto

Pesquisa da UFG aponta que custo é menor do que o serviço convencional

Deivid Souza

Os bambus que enfeitam paisagens também podem ser aproveitados no tratamento de esgoto. A Universidade Federal de Goiás (UFG) tem estudado a aplicação da planta para este fim, e os resultados, dizem os pesquisadores, são promissores.

O bambu gigante, cujo nome científico é Dendrocalamus giganteus, é a espécie estudada pela universidade. O tratamento acontece quando os resíduos passam pelo solo onde o vegetal é cultivado. As raízes do bambu absorvem a matéria orgânica e devolve o esgoto tratado ao meio ambiente.

Sistemas semelhantes ao pesquisado pela UFG já são utilizados em estabelecimentos como hotéis, clubes e condomínios. O professor responsável pelo projeto, Rogério de Araújo Almeida, afirma a solução pode ser bem aplicada em várias situações. “Como não é necessária uma extensa rede fluvial para conduzir o material, já que ele poderia ser tratado no mesmo local do seu despejo, o custo energético gasto para o tratamento dos resíduos seria menor e o mau cheiro proveniente das estações de tratamento de esgoto que assolam muitos bairros da capital também seria amenizado”, explica.

O engenheiro agrônomo, Paulo Roberto, que atua como técnico de laboratório na UFG afirma que os processos de tratamento de esgoto com bambu são muito mais baratos do que o método que utiliza produtos químicos em estações. “O custo é irrisório quando comparado com o sistema convencional”, destaca.

No Brasil, de acordo com dados do Instituto Trata Brasil, apenas metade (50,3%) da população tem acesso ao serviço de coleta de esgoto. Do total coletado, somente 42,67% é tratado.

Foto: Carlos Siqueira / UFG