Bolsa verde tem resultados positivos, diz MMA

Foto: Paulo de Araújo/MMA

Programa do Ministério do Meio Ambiente contém degradação de vegetação natural

O financiamento tem demonstrado ser um eficiente modo de garantir a preservação de áreas de vegetação nativa. A aprovação do acordo que trata de fontes de recursos financeiros para este fim na COP21 é a esperança de que mecanismos como esse ganhem impulso e possam contribuir para a sustentabilidade.

Esta semana o Ministério do Meio Ambiente divulgou o resultado de um monitoramento ambiental do programa Bolsa Verde, realizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA/MG). Os dados revelaram que entre 2012 e 2015, apenas 0,77% da área total inserida no programa sofreu supressão de vegetação nativa. O estudo monitorou 35 milhões de hectares, o que corresponde a 4% do território nacional, nas cinco regiões do Brasil e em 22 estados.

O Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde, lançado em setembro de 2011, concede, a cada trimestre, um benefício de R$ 300 a famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas consideradas prioritárias para conservação ambiental. Atualmente, o programa alcança 76.795 beneficiários.

O ministro em exercício do Meio Ambiente, Carlos Klink, reconheceu a importância do Bolsa Verde. “Devemos estar atentos para realizar o enraizamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU),  nas ações do governo. O monitoramento do programa mostra quais serão os nossos desafios no futuro e os avanços que tivemos até agora”, afirmou ele.

O Bolsa Verde faz parte do Programa Brasil Sem Miséria e destina-se a famílias que desenvolvem atividades de uso sustentável dos recursos naturais em Reservas Extrativistas, Florestas Nacionais, Reservas de Desenvolvimento Sustentável federais e Assentamentos Ambientalmente Diferenciados da Reforma Agrária.

Deivid Souza com informações do MMA