Caminho para agricultura é ser sustentável

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Especialistas apontam a pesquisa como protagonista do desenvolvimento na agricultura

Deivid Souza / Foto: ONU – Flickr/vredeseilanden (cc)

Depois de experimentar significativo aumento na produção, sem expandir na mesma proporção a área plantada, o desafio da agricultura agora é ser cada vez mais sustentável. O equilíbrio defendido por especialistas não está restrito apenas ao fator ambiental, mas também econômico e social.

O assunto foi debatido, na última semana, em Goiânia, no encontro A Pesquisa na Agricultura: implicações para a sustentabilidade alimentar global, promovido pela Academia Brasileira de Ciências (ABC). O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Evaldo Ferreira Vilela, afirmou ao Canal Sustentável que este é um dos grandes desafios para o setor. “Nós temos que atender as necessidades ambientais, fazer uma agricultura mais sustentável, uma produção de alimento de maior qualidade. Nós já atingimos um patamar muito bom, mas nós temos que continuar evoluindo”, ressaltou.

Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) deixam claro a necessidade de expandir a produção de alimentos no mundo. De acordo com a FAO, 925 milhões de pessoas passam fome no Planeta.  Por outro lado, as cobranças pela redução dos impactos ambientais no campo são grandes. Uma das exigências é o aumento da eficiência de produção de alimentos, reduzindo as perdas e o desperdício do campo à mesa.

Para Evaldo, a pesquisa tem um papel fundamental neste processo. Ele avalia que há um protagonismo grande da ciência nos avanços alcançados. “O que nós precisamos é torná-la mais eficiente e entender como nós vamos transpor esses resultados mais rapidamente para o setor produtivo”, frisa.

Supremacia

Em Goiás, tem havido um predominância grande das pesquisas agropecuárias. Um dos indicadores da realidade é a resposta aos editais da Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás (Fapeg), que apresentam uma predominância das propostas de estudo da agropecuária. “O que significa que nós temos cursos muito bons, seja da Universidade Federal de Goiás (UFG), seja da UEG (Universidade Estadual de Goiás) dos institutos, o Instituto Federal Goiano (IFG) tem inúmeros cursos voltados para a área das (ciências) agrárias”, complementa a presidente da Fapeg, Maria Zaira Turchi.