Categoria: Ambiental

ELIAS VAZ

Câmara discute código ambiental de Goiânia

Audiência pública debateu o assunto na CCJ da casa nesta sexta-feira

A Câmara Municipal de Goiânia promoveu, na manhã desta sexta-feira (11), uma audiência pública sobre o projeto de lei nº 01, de 04 de janeiro de 2016, que trata do Sistema Municipal do Meio Ambiente, a Política Municipal de Meio Ambiente, a proteção, controle, a fiscalização da qualidade ambiental e o procedimento de apuração das infrações ambientais em Goiânia.

O presidente da CCJ, vereador Elias Vaz (PSB-foto), adiantou que pretende apresentar emendas. “Uma das sugestões que tenho é que a gestão do aterro sanitário passe da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), que tem profissionais mais preparados para a tarefa, que estudaram para isso. O aterro interfere diretamente na questão ambiental, não pode ficar a cargo de um órgão apenas operacional”, esclarece.

Aterro

O diretor de Gestão Ambiental da Amma, Henrique Labaig, defendeu a gestão compartilhada, a criação de câmaras técnicas e opinou que o aterro sanitário pode gerar melhores resultados. “O ideal é que o aterro receba apenas os rejeitos. Mas, para tanto, é necessário gerar incentivos para o reaproveitamento de resíduos, sobretudo os da construção civil. A cidade precisa ser sustentável”, frisou. Nesse sentido, Labaig garantiu que o município está dialogando com o Estado.

De acordo com a Amma, apenas 10% dos resíduos da Capital não tem condição de reaproveitamento, todo restante pode ter uma destinação rentável com práticas sustentáveis. Outro dado interessante, revelado por Labaig, é que 60% do que é destinado ao aterro sanitário refere-se aos resíduos da construção civil. Atualmente, apenas 3% da coleta da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) é reaproveitada pelas cooperativas de reciclagem.

Projeto
De acordo com o projeto, a prefeitura se compromete a estabelecer os Planos Municipais de Educação, Proteção Ambiental e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e ainda o Plano Diretor de Drenagem Urbana. A matéria estipula a instalação do Sistema Municipal de Informações e Cadastros Ambientais (SICA), incluindo inventários da fauna, flora, do patrimônio ambiental, cultural, histórico, arqueológico e ecológico; o cadastro de atividades potencialmente poluidoras; estudos de bacias hidrográficas e o Relatório Anual de Qualidade Ambiental.

CHUVA

Vítimas da chuva já somam 15 em São Paulo

Previsão do tempo é de mais chuva para esta sexta-feira

 

Subiu para 15 o número de mortes causadas pela forte chuva que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo, a partir da noite de desta quinta-feira (10) e durante a madrugada de sexta (11), segundo informações do Corpo dos Bombeiros.

Quatro pessoas morreram no município de Mairiporã e outras nove morreram em Francisco Morato, todas vítimas de soterramentos, de acordo com informações atualizadas da corporação, que realizou buscas durante toda a madrugada. Em Guarulhos, duas pessoas morreram vítimas de afogamento.

No município de Francisco Morato, um deslizamento atingiu uma casa na Rua Irã, no bairro de Jardim Santa Rosa, durante a madrugada. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou que três pessoas morreram no local. Informações atualizadas, no entanto, dão conta de que elas foram resgatadas com vida. Em Jardim Ângela, na capital paulista, outras quatro pessoas foram retiradas com vida de um deslizamento.

Prejuízos

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) a inundação causou perda de alimentos. O Ceagesp informou que, quando o alagamento atingiu as áreas onde ficam os comerciantes, a equipe de fiscalização da companhia agiu para remover as pessoas do local.

“A Companhia reforça que o alagamento ocorreu por conta do volume em excesso de água, que veio do Rio Pinheiros e inundou suas galerias pluviais, que são limpas periodicamente pelo serviço de manutenção da empresa”, acrescenta o comunicado do Ceagesp.

O Rio Pinheiros também transbordou próximo à Ponte Cidade Universitária, na Zona Oeste, e à Ponte Engenheiro Ary Torres, na zona sul. O Rio Tietê também transbordou na altura da Ponte Dutra e Ponte do Limão, na zona norte da cidade.

Previsão

Para esta sexta-feira, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê a ocorrência de chuva intermitente na capital paulista. Ao longo do dia, o sol deve aparecer e elevar as temperaturas. De acordo com o CGE, “as instabilidades que atuavam na Capital Paulista já se deslocaram para o Sul de Minas Gerais, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro”. Segundo o centro, nos próximos dias o tempo segue instável, com períodos de sol e chuvas durante a tarde.

 

Da Agência Brasil

 

FOTO ANEEL

Aneel determina menos burocracia para energia renovável

Medida tem objetivo de acelerar desenvolvimento. País tem apenas 1.930 conexões homologadas

Deivid Souza

A entrada em vigor, no último dia 1º, da resolução normativa número 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem objetivo de facilitar a instalação de homologação da geração doméstica. Estes sistemas foram regulamentados no Brasil em 2012 pela resolução normativa 482.

Qualquer unidade consumidora, seja residencial ou empresarial, pode gerar sua própria energia com a instalação do dispositivo. Enquanto as placas funcionam, o sistema dispensa a energia da operadora e o excedente ainda pode ser vendido para obtenção de créditos. Quando o sistema não gera energia suficiente para o abastecimento, o consumidor recebe energia da concessionária que pode ser paga com os créditos adquiridos.

Como a burocracia tem atrapalhado a instalação dos dispositivos, a nova norma visa exigir maior agilidade por parte das concessionárias na análise dos pedidos de homologações dos sistemas (Veja principais mudanças no quadro abaixo).

 

Goiás

O estado de Goiás, por exemplo, tem apenas 29 conexões homologadas. No País elas somam 1.930. Apesar das dificuldades, entre 2014 e o início de fevereiro deste ano, os registros quadruplicaram. Com a nova norma, a estimativa da Aneel é que até 2024, mais 1,2 milhão de consumidores passem a produzir a própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

 

 

Mudanças na geração doméstica de energia

 

O quê Como era como fica
Prazo que as operadoras têm para registro do sistema solar (Até 75 kW) 82 dias 34 dias
Período para utilização dos créditos 36 meses 60 meses
Condomínios Antes o crédito de um condomínio não podia residencial não podia ser distribuído entre os condôminos Agora isso é permitido
Geração remota de energia Pela regra anterior, empresas poderiam gerar energia apenas na unidade consumidora. Com a mudança, as geração pode ficar em local diferente da unidade consumidora. Exemplo: shoppings podem gerar em terrenos próprios.

 

Fonte: Resoluções normativas da Aneel 482 e 687

FOTO ONIBUS

Ônibus movidos a hidrogênio circulam em São Paulo

Veículos emitem apenas vapor d’água pelo escapamento ao invés de Gases do Efeito Estufa (GEE)

 

Passageiros que utilizam transporte público entre as regiões de Santo André e Diadema, em São Paulo, terão a oportunidade de contribuir para a redução da emissão de gases no meio ambiente. A ligação entre os dois locais tem à sua disposição dois ônibus movidos a hidrogênio em circulação no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD)

Os ônibus, desenvolvidos com tecnologia brasileira, são resultado de um projeto em parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. (EMTU/SP), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e da Agência Brasileira de Inovação (FINEP).

Em junho de 2015, três ônibus foram entregues ao Estado de São Paulo e ativados para teste. Na última quarta-feira (2), dois deles foram integrados à frota dos ônibus intermunicipais gerenciada pela EMTU/SP. Os trabalhos começaram pontualmente às 5h20 e às 5h40, ambos operando na Linha 287P Piraporinha a Santo André, em trajeto bastante demandado por usuários.

A tecnologia utilizada de propulsão é totalmente livre de emissões de poluentes. No lugar de dióxido de carbono e outras emissões dos carros comuns, somente vapor d’água é eliminado pelo escapamento dos ônibus.

Além de contribuir para mitigar a mudança global do clima, os novos ônibus também ajudam a impulsionar o uso de tecnologias limpas para transporte no país. “O desenvolvimento da tecnologia, em território nacional, de veículos movidos a hidrogênio, ainda é um processo restrito a um grupo seleto de países. Isso deixa o Brasil em uma posição de destaque mundial na área”, ressalta a oficial de programa de Desenvolvimento Sustentável do PNUD, Rose Diegues.

Da agência ONU

Foto: Agência Brasil

Pequi pode ajudar na cura do Câncer diz pesquisa da UNB

Fruto típico do Cerrado pode ser usado como coadjuvante no tratamento de câncer

A pesquisa foi realizada pelo Laboratório de Genética do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da Universidade de Brasília (UNB) e concluiu que o pequi, fruto típico do Cerrado, pode ser indicado como eficiente redutor da ação dos chamados radicais livres (moléculas que se formam no organismo humano e reagem de forma danosa às células sadias) e está qualificado como coadjuvante no tratamento do câncer. O estudo é coordenado pelo professor, Cêsar Koppe Grisólia, que pesquisa a fruta há 18 anos.

Rico em vitaminas A, C e E e betacarotenóides (componentes com propriedades antioxidantes, que têm a capacidade de proteger o organismo da ação danosa dos radicais livres), o extrato de polpa de pequi foi aplicado em células de ovário de hamster que estavam submetidas também a uma combinação de substâncias como ciclofosfamida e bleomicina (drogas usadas no tratamento de pacientes com câncer). Os testes estatísticos revelaram que o pequi exerceu efeito protetor contra os danos causados às células por essa combinação.

Além disso, o pequi também amenizou a ação degenerativa das drogas. A pesquisa do professor Grisólia não chega a mensurar essa ação protetora. “Mas já é considerável comprovarmos que o pequi tem essa propriedade. Medir o quanto ele protege as células, aí já é outra pesquisa”, esclarece.

Em pé

Para o professor Grisólia, o resultado da pesquisa chama a atenção para a necessidade de preservação do Cerrado. “A madeira do pequizeiro tem sido usada para fazer carvão e nossa pesquisa mostra que essa planta tem mais valor em pé do que dentro de um saco de carvão. O Cerrado tem sido destruído pela agricultura, mas assim como o pequizeiro deve haver muitas outras espécies que ainda não foram devidamente estudadas”, afirma.

Na verdade, a pesquisa sobre o pequi, que vem sendo desenvolvida desde 2001 por Grisólia, à parte de um projeto maior desenvolvido pelo professor. Ele pretende pesquisar o potencial das plantas do Cerrado em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (MG) e com o Laboratório de Biofísica da UNB. Para Grisólia, é preciso conscientizar o homem do campo sobre o valor da planta e chamar atenção para suas utilidades. “Não basta proibir ou dizer que não pode cortar”.

Deivid Souza com informações da UNB

 

Foto: Jorge Cardoso/MMA

Parque de Brasília abre trilha para ciclistas

Nesta quinta-feira espaço terá programação especial

Popularmente conhecido como Água Mineral, o Parque Nacional de Brasília vai muito além de suas piscinas de águas correntes, que há anos encantam os brasilienses e turistas. São mais de 42 mil hectares de área; 260 mil visitantes anuais; duas trilhas (a Cristal Água – com 5 km e a Capivara – com aproximadamente 1,3 km); um Núcleo de Educação Ambiental; um espaço para prática de meditação, conhecido como Ilha da Meditação; diversos tipos de vegetação; e fauna abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção.

Para comemorar o Dia Mundial da Vida Selvagem, celebrado em 3 de março, o Parque Nacional de Brasília vai inaugurar uma trilha de 15 km para ciclistas, com duchas estrategicamente colocadas ao final do caminho para refrescar quem se aventurar pelo percurso. Segundo Daniela Costa, analista ambiental e chefe substituta da Unidade de Conservação, foi preparado um caminho longo, amplo e sinalizado, que vai agradar aos ciclistas que aguardavam tanto por essa iniciativa.

Ela explica que esta é uma expansão da trilha Cristal Água e que as duchas funcionam com o aproveitamento da água da válvula de alívio de pressão que integra a rede hidráulica do parque, não havendo desperdício. Vale ressaltar que a trilha também é aberta para pedestres, só que, neste caso, com a opção de percorrer também um caminho reduzido, com 6,5 km.

“Com as novas atrações esperamos não apenas atrair um novo perfil de visitante, mas o pensamento, a postura de quem vem ao parque. Buscamos uma visita voltada à contemplação. Trabalhamos por uma melhoria na gestão. Precisamos de maior participação da sociedade na conservação do parque, pois sozinhos não conseguimos implementar as melhorias necessárias”, afirmou Daniela.

Início

A história da criação do parque tem relação direta com a da construção de Brasília, na década de 1960. A Unidade de Conservação surgiu da necessidade de se proteger os rios fornecedores de água potável à capital federal e de manter a vegetação em estado natural. O parque abriga as bacias dos córregos que formam a represa Santa Maria, responsável pelo fornecimento de 25% da água que abastece Brasília. A represa fica no coração do local, ocupando uma área de 6,1 km². “É a água de melhor qualidade do Brasil, pois as nascentes ficam dentro de um parque nacional”, enaltece Daniela.

As piscinas (Areal e Pedreira) se formaram a partir dos poços de água, que surgiram às margens do Córrego Acampamento, pela extração de areia feita antes da implantação de Brasília. O parque é também um local de preservação de animais selvagens próprios do Cerrado.

São encontrados na Unidade de Conservação, entre outras espécies, o lobo-guará, a jaguatirica, o tatu-canastra, a anta e o tamanduá-bandeira, ameaçadas de extinção. Várias outras espécies não ameaçadas compõem a biodiversidade do parque, a exemplo de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, e de grupos pouco estudados como moluscos, crustáceos, insetos e pequenos organismos.

Desafios  

Para uma melhor gestão do parque e proteção dos animais selvagens que vivem no local, Daniela destaca que um dos maiores desafios é como tratar o problema dos cães semidomesticados (ou errantes, como são chamados). São cães abandonados, ou que fugiram de casa, que entram na Unidade de Conservação e juntam-se a outros animais, formando matilhas. Tais cães perdem o contato humano e tornam-se ”asselvajados” (brutos, rudes), passando a competir com a fauna nativa por alimento e território, ou até mesmo a perseguir os animais do parque.

O lixão e a Estrutural são as maiores portas de entrada para os cães semidomesticados. A matilha transmite doenças graves aos animais selvagens. Algumas delas, como a parvovirose, são fatais. “O cão semidomesticado não tem imunidade e nós não temos como identificar e nem combater doenças. Algo mais grave pode disseminar uma espécie inteira”, ressalta Daniela.

“Em dezembro de 2015 encontramos um filhote de porco do mato morto em uma das piscinas, devido ao ataque dos cães. Há vários relatos de funcionários que avistam ou testemunham sinais de perseguições dos cães a animais selvagens. A Unidade de Conservação, sozinha, não consegue fazer o manejo. Precisamos do apoio da sociedade”, destaca Daniela.

 

 

Programação

Confira abaixo a programação especial que o Parque Nacional de Brasília realizará, no dia 3 de março (quinta-feira):

Observação de Aves
Das 6h às 8h. Local: Trilha Capivara e Mata da Trilha Cristal Água
Público: Livre. Vagas limitadas, interessados devem fazer pré-agendamento no e-mail:  visitação.pnb@icmbio.gov.br

Inauguração da expansão da Trilha Cristal Água (incluindo a trilha de 15 km para ciclistas).
Das 8h30 às 10h. Local: Trilha Cristal Água
Público: adultos

Atividades educativas para crianças
Com cinema, plantio de árvores, trilhas guiadas, pinturas e oficinas.
Das 9h às 12h. Local: Núcleo de Educação Ambiental (NEA)

 

Fonte: MMA