Categoria: Goiás

1999-Marcelo-Solá

Fica começa dia 5 de junho

Tema do festival faz referência ao aniversário de 20 anos da mostra

O tema do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental deste ano é ‘Fica 20 anos, a Força de um Legado’. A escolha é uma referência ao aniversário de duas décadas da mostra criada em 1999. O evento será realizado na cidade de Goiás entre os dias 5 e 10 de julho.
Na ocasião do lançamento, foram anunciados os 22 filmes selecionados para a Mostra Competitiva, que concorrem a R$ 280 mil em prêmios, de acordo com o Governo de Goiás, realizador do festival. Esse ano, a Mostra Competitiva recebeu a inscrição de 355 filmes, sendo 199 filmes estrangeiros e 156 filmes brasileiros. Entre os filmes brasileiros, foram inscritas 47 produções goianas.

Foram selecionadas as 22 melhores produções (seis longas-metragens, uma média-metragem e 14 curtas-metragens), provenientes de nove países: Brasil (dez filmes) Argentina (um filme) Irã (um filme) México (um filme) Espanha (um filmes) Portugal (três filmes) Itália (dois filmes) França/Suíça (um filme) Uruguai (um filme).

Da seleção brasileira de filmes ambientais, participam cinco Estados: Goiás (quatro filmes) Rio de Janeiro (dois filmes) Pernambuco (dois filmes) Paraná (um filme) Ceará/Rio de Janeiro (um filme).

Em 2018, o festival traz o tema Fica 20 anos, a Força de um Legado, que simbolicamente trata da memória e celebra a trajetória do Festival. A tela de Marcelo Solá“1999” (imagem),  foi feita especialmente para ilustrar as duas décadas.

 

Segue a lista de filmes selecionados:

Curta-Metragem: 14 filmes

“Corp.” (Argentina), animação

“Pet man”, IRÃ, animação

“Octubre otra vez”, México, 6m, ficção

“Plantae”, BRA (RJ), 11m, animação

“Sub Terrae”, ESP, 07m, experimental

“O Homem da Água Doce”, ESP, 18m, ficção

“Frequências”, BRA (PE), 19m, documentário

“Nanã”, BRA (PE), 25m, ficção

“Penúmbria”, POR, 09m, ficção

“A Viagem de Ícaro”, BRA (GO), 18m, documentário

“Água Mole”, POR, 10m, animação

“A Câmera de João”, BRA (GO), 21m, ficção

“O Malabarista”, BRA (GO), 10m, animação

“Diriti de Bdé Buré”, BRA (GO), 18m, documentário

CATEGORIA MÉDIA-METRAGEM = 01 FILME

“Uma moça yanomami”, Brasil (RJ), 31m, documentário

CATEGORIA LONGA-METRAGEM = 06 FILMES

“Aracati”, BRA (RJ/CE), 62m, documentário

“Nueva Venecia”, URU, 80m, documentário

“Construindo Pontes”, BRA (PR), 73m, documentário

“Sensibile”, ITA, 84m, documentário

“Coros do Anoitecer”, ITA, 75m, documentário

“Half Life in Fukushima”, SUI/FRA, 61 min, documentário

“Dia 32”, POR, 84m, documentário/ficção

 

Programação 2018

Uma programação robusta está sendo preparada para o 20ª Fica, com grandes nomes do cinema e do meio ambiente.

Além da Mostra Competitiva, a programação do Fica traz a Mostra Grandes Sucessos e Vencedores do Fica 20 anos; Mostra ABD Cine Goiás (que vai distribuir R$ 120 mil em prêmios), Fica Animado (para o público infantil); Mostra de Cinema Fica Atitude e Mostra de Cinema Povos do Cerrado.

Nos tradicionais Fórum Ambiental e Fórum de Cinema, o evento debate os novos rumos do cinema e do audiovisual no Brasil, a relação entre cinema analógico e digital, direção, mulheres no cinema e muito mais.

Na parte de formação, o público poderá fazer gratuitamente oficinas sobre câmera e luz, direção de fotografia para cinema digital e um mini curso sobre roteiros para as novas plataformas digitais.

Ainda, o Fica traz os Laboratórios ABD, Fica Film Market e Videolibras e Áudio descrição.

Serviço:

Assunto: Fica 2018 – A Força de um Legado

Período: De 5 a 10 de junho

Local: cidade de Goiás

 

 

 

Da redação com assessoria

MiniETE-1000

Estação portátil trata até 3 mil litros de água por dia

Equipamento, já em funcionamento, foi premiado nacionalmente

 

Deivid Souza com assessoria

Dois anos. Este foi o tempo que técnicos trabalharam no desenvolvimento de uma estação de tratamento de efluentes. O diferencial do equipamento é a possibilidade de transporta-lo até o local onde a água precisa ser processada. Desta forma, a MiniETE, como foi batizada a invenção, pode ser deslocada para os canteiros de obras.

O trabalho foi desenvolvido por profissionais da Toctao Engenharia com apoio do Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial. O resultado foi o equipamento capaz de tratar até 3 mil litros de água por dia. Após o tratamento, a água pode ser reutilizada para várias atividades dentro do canteiro como a cura de concreto, preparação de argamassa e limpeza de áreas e equipamentos, entre outras atividades.  “Deixamos de usar água potável, que tem um alto custo de tratamento, para utilizar água de reuso, o que é bem mais ecológico”, pontua a gestora ambiental da Toctao Engenharia, Cinthia Martins.

A equipe partiu do pressuposto que tratar água não é uma novidade. Mas diferentemente de uma indústria, que fica instalada por décadas em um local, o canteiro de obras é temporário, portanto, era preciso pensar em uma solução móvel.

Além disso, o equipamento acaba também desafogando o sistema de tratamento de esgoto, diminuindo o impacto ambiental das águas residuais geradas pelas obras. “Já tínhamos muitas soluções focadas na gestão dos resíduos sólidos, como entulhos, mas faltava uma solução adequada e de baixo custo para os efluentes líquidos”, detalha a gestora. Atualmente, existem dois protótipos em operação em uma obra no Park Lozandes, em Goiânia.

A MiniETE foi desenvolvida entre 2014 e 2016, dentro de um projeto de inovação realizado pelo Senai.

Prêmios

O projeto da MiniETE recebeu o prêmio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de Inovação e Sustentabilidade e o Prêmio Nacional de Inovação, oferecido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Em 2016, a iniciativa foi reconhecida pelo 1º Prêmio Construir Mais entregue pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Goiás (Sinduscon), na categoria Inovação. Recebeu, ainda, o 15º Prêmio Crea Goiás de Meio Ambiente, na categoria Inovação Tecnológica (2016).

OCDE

Brasil deve ser vetado na OCDE

Negociações não são “nada favoráveis”, diz ministro Aloysio Nunes Ferreira
Deivid Souza / Axel Schmidt (OCDE)
A intenção do governo brasileiro de ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve naufragar. Embora não tenha data para a resposta da organização, o anúncio pode ser feito em breve.
O Itamaraty, inclusive, se prepara para a notícia. O ministrou Aloysio Nunes Ferreira se reuniu com a equipe na última sexta-feira (24) de novembro para dar o recado. O Canal Sustentável apurou que Ferreira deu a entender durante o encontro, que Estados Unidos e Alemanha não querem o Brasil no grupo. Uma fonte afirmou que o ministro disse durante a reunião que as “negociações não são nada favoráveis ao Brasil”.
O pedido brasileiro de adesão à OCDE foi confirmado pelo Palácio do Planalto no dia 30 de maio. À época, o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, afirmou que o País foi convidado a um “engajamento maior”. No entanto, a decisão da instituição já foi adiada em setembro deste ano. O Brasil já é signatário em mais de 30 compromissos firmados com a instituição.
Emergentes
Além do Brasil, Argentina, Perú, Croácia, Romênia e Bulgária pleiteiam uma vaga no grupo, atualmente formado por 35 países. Os emergentes México, Chile e Turquia já integram a OCDE.
O Canal Sustentável também apurou junto à sua fonte no Itamaraty, que a OCDE estaria mais propensa a recepcionar a Argentina do que o Brasil. O motivo seria a crise econômica e política que o Brasil atravessa.
A decisão na OCDE é complexa porque depende de consenso, e não de votação, como explica a doutora em relações internacionais e professora de economia internacional da Universidade Federal de Goiás (UFG), Andréa Freire de Lucena. “Todos os membros terão que dizer sim ao Brasil. Isso não é fácil”, avalia.
No entendimento da especialista, o Brasil tem a ganhar com o ingresso, que funciona como uma espécie de certificação, o que atrairia mais investimentos externos. Já a OCDE vê o País como um parceiro estratégico. “A OCDE olha para o Brasil e diz que ‘é um país que atravessa crise política e econômica, mas é de alta liderança mundial e está fazendo uma série de reformas. Então, vamos aceitar o Brasil, dar esse voto de confiança’ “, considera.
RMC

RMC apresenta relatório sobre qualidade de vida em Goiânia

A Rede de Monitoramento Cidadão (RMC) de Goiânia está com inscrições abertas  para o evento que  irá apresentar indicadores de sustentabilidade urbana, no próximo dia 7 de dezembro, na Câmara Municipal de Goiânia. Serão apresentados indicadores que retratam a situação da cidade em temas como mobilidade, segurança, saneamento básico e outros assuntos que interferem diretamente na sustentabilidade da cidade e qualidade de vida de seus moradores.

Na oportunidade, a RMC também irá apresentar os resultados da sua Pesquisa de Opinião Pública, que ouviu mais de mil moradores da cidade com o objetivo de entender como os cidadãos percebem o avanço, ou não, do desenvolvimento sustentável do município e quais os temas que consideram mais importantes para o futuro de onde moram.
Para se inscrever clique aqui ou acesse  https://goo.gl/JX4qrN
A RMC Goiânia é uma organização independente e apartidária, criada com o objetivo de acompanhar, de forma técnica e imparcial, o desempenho da cidade em questões que impactam sua sustentabilidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. O projeto conta com o apoio financeiro do Fundo Socioambiental da CAIXA e parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e tem como agência executora a Baobá – Práticas Sustentáveis.
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RMC Goiânia finaliza coleta de indicadores de sustentabilidade fiscal e governabilidade

Da redação

Na segunda-feira (13), integrantes do Grupo de Trabalho de Indicadores da Rede de Monitoramento Cidadão (RMC) de Goiânia se reuniram com o secretário municipal de Finanças, Oseias Pacheco, para tratar do acesso da Rede aos dados que vão alimentar os indicadores relativos à sustentabilidade fiscal e governabilidade da capital.

A reunião de trabalho resultou na consolidação de dados referentes aos 21 indicadores de sustentabilidade fiscal e governabilidade. Com este trabalho, a RMC de Goiânia avança para a reta final da coleta dos indicadores e se prepara para analisá-los em evento que contará com a participação de especialistas.

Os indicadores coletados para a capital serão analisados por especialistas em um evento previsto para o próximo dia 26. No total, são aproximadamente mais de 150 indicadores, agrupados em mais de 20 temas distintos que tratam de aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Conheça a Rede de Monitoramento Cidadão

A Rede de Monitoramento Cidadão é uma organização, independente e apartidária, criada com o objetivo de acompanhar, de forma técnica e imparcial, o desempenho das cidades brasileiras em temas que impactam sua sustentabilidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. Composta por representantes da sociedade civil, setor produtivo, academia e mídia, a RMC também realiza pesquisas e estudos, dissemina informações e análises, e desenvolve iniciativas com diferentes setores da sociedade, por meio de projetos e estímulo à ação política responsável, que promovem a sustentabilidade da cidade.

 

raposa-do-campo

Raposa típica do Cerrado corre risco de extinção

Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Goiás (UFG) revelou que a raposa do campo, (Lycalopex vetulus), também conhecida como raposinha, corre o risco de desaparecer. Os exemplares da espécie foram monitorados no município de Cumari, Região Sul de Goiás.

Além de constatar o perigo de desaparecer, a pesquisa também apurou que quase 50% das mortes desses animais contabilizadas fora de unidades de conservação são de causa humana.

Raposa do campo, nome científico: Lycalopex vetulus
Raposa do campo, nome científico: Lycalopex vetulus

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores instalaram colares com radiotransmissores e brincos de identificação numerados nos animais monitorados. Desta forma, eles tentam compreender, por exemplo, como a raposa-do-campo interage com outras espécies, se ela faz parte do ciclo de diferentes parasitas e se é vítima ou não de agressões por parte do homem. A pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), também tem focado parte de suas ações na divulgação da raposinha em escolas, órgãos ambientais regionais, estaduais e federais, e na internet.

Curiosidades

Além do risco de extinção, os pesquisadores também identificaram algumas peculiaridades da espécie, que é carnívora, mas tem como uma das principais fontes de alimentação o cupim. Eles também avaliaram o papel dos machos na criação dos filhotes da raposa-do-campo, já que, diferente de outras espécies, são eles os responsáveis por levar comida e pajear filhotes, além de defender o grupo de possíveis agressores, enquanto a fêmea passa as noites se alimentando e amamentando os pequenos entre intervalos que podem durar horas. Os estudos também acompanharam o momento em que filhotes deixam suas áreas para viver por conta própria, deslocando-se algumas vezes por mais de 15 km.

Da redação / Fotos: Fernanda Cavalcanti – UFG