Categoria: Social

Praça Horizonte

Praça dá aula de sustentabilidade

Espaço tem estrutura que proporciona entender funcionamento de sistemas de reaproveitamento de água e energia geração de energia solar, entre outros

 

Uma praça, instalada no Setor Jardim Goiás, bairro da região sul de Goiânia dá uma verdadeira aula de sustentabilidade. Inspirada no conceito de uma feira de ciências, ela é dotada de sete estações de sustentabilidade, que mostrarão por meio de maquetes interativas e textos explicativos, o funcionamento de novas tecnologias, como reuso de águas cinzas (provenientes de lavatórios e chuveiros) e captação de energia solar.

O objetivo da Praça Flamboyant é proporcionar interações que demonstrem por meio de maquetes, infográficos e textos o funcionamento de mecanismos sustentáveis, bem como o benefício proporcionado pelos mesmos.

“Teremos uma maquete com a representação de uma pessoa no banho, para tornar a experiência mais divertida”, explica Deborah David Rios, coordenadora de projetos da GPL Incorporadora e Construtora.

A economia do uso de luz de LED também será demonstrada em outra estação de sustentabilidade, que fará uma comparação de eficiência com demais tipos de lâmpadas, incandescente e fluorescente.

Nesta mesma estação será apresentado o funcionamento de um micro sistema de automação que permite a dimerização da luz, ou seja, o controle da intensidade da iluminação. Com isso, ganha-se em economia e também em cenários.

A Praça que está localizada nas imediações do Parque Flamboyant, no Setor Jardim Goiás, é dotada de pista de caminhada, pet park, bike sharing e playground. O espaço foi aberto no sábado (7) e estará disponível para visitação até março de 2019, quando iniciará as obras do Horizonte Flamboyant, onde todas as novidades tecnológicas apresentadas nas estações de sustentabilidade serão aplicadas, segundo o grupo construtor do empreendimento.

 

Da redação com assessoria

Projetos sociais colaborativos

Projetos sociais colaborativos são tema de websérie

A Iandé Soluções iniciou, em fevereiro deste ano, a divulgação de uma websérie composta por dez vídeos que tratam de projetos sociais colaborativos. O conteúdo apresenta, de forma consolidada, processos, métodos e ferramentas passíveis de serem utilizadas para a elaboração e gerenciamento de projetos sociais colaborativos.

As ferramentas, tais como planilhas e infográficos, são disponibilizadas gratuitamente no site da empresa. Até o momento, quatro vídeos já foram apresentados no canal da Iandé no Youtube. Os próximos vídeos vão tratar de: como mapear capacidades locais, como elaborar, implementar e monitorar projetos sociais colaborativos, bem como verificar seus impactos sociais.

A série antecede o lançamento do livro sobre esse mesmo conteúdo, que será realizado em breve. “O conteúdo da série e do livro é relevante tanto para o setor público como para organizações da sociedade civil e para setor privado, o qual realiza investimento social privado como um braço da responsabilidade social empresarial” avalia o sócio diretor da Iandé, Roberto Andrade Miguel.

Para acompanhar a série e os detalhes do lançamento do livro, basta acessar o site da empresa ou suas redes sociais.

Da redação com assessoria

Consciente

Construtora incentiva fornecedores a dotarem práticas socioambientais responsáveis

Da redação
Empresa está entre as dez goianas associadas ao Instituto Ethos, que é referência na América Latina, e visa incentivar parceiros comerciais a reverem relacionamento com sociedade e meio ambiente
A Consciente Construtora e Incorporadora, associada ao Instituto Ethos, promove um café da manhã nesta quarta-feira (6), às 9 horas, seguido de uma palestra para seus fornecedores com o objetivo de falar sobre práticas socioambientais. Foram convidados para o evento, a ser realizado no salão de vendas da empresa, na esquina das avenidas T-2 e T-55, Setor Bueno, 45 parceiros comerciais da construtora. A ideia é sensibilizar os fornecedores para a necessidade de adotar práticas que contribuam para o desenvolvimento social e proteção do meio ambiente.
Os convidados para o café da manhã assistirão a palestra da consultora em responsabilidade social corporativa, Wladisleny Duarte, que vai falar sobre ‘Responsabilidade Social e Negócios Sustentáveis’. A direção da empresa afirma que esta é uma forma de atender aos princípios socioambientais propostos pelo Instituto Ethos.
Ethos
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma das maiores referências na América Latina quando o assunto é desenvolvimento social e ambiental. A instituição foi criada em 1998 por um grupo de empresários e executivos da iniciativa privada e se tornou um polo de organização de conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento de ferramentas para auxiliar empresas a analisar e adotar práticas de gestão com foco no desenvolvimento sustentável. Em Goiás, apenas dez empresas são associadas ao Instituto Ethos.
metro-divulgação

Metrôs divulgam proteção à camada de ozônio

Estações e vagões do metrô em todo o país vão mostrar o que o mundo tem feito para proteger a camada de ozônio e como isso afeta a vida de bilhões de pessoas. A ação faz referência ao Protocolo  e Montreal, acordo internacional que uniu 197 países para eliminar as substâncias nocivas à camada. O acordo completa 30 anos e a campanha informativa nos metrôs é uma forma de comemorar a data.

Substâncias como como hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), halons, brometo de metila, tetracloreto de carbono (CTC), metilclorofórmio e hidrobromofluorcarbonos (HBFCs) eram comumente utilizadas em processos de fabricação de sofá, ar condicionado e equipamentos de refrigeração.

Depois do Protocolo, as substâncias começaram a ser substituídas nos processos industriais. Quando elas estão em uso, é feito um processo de neutralização após a vida útil do móvel ou eletrodoméstico fabricado com ele descartado corretamente, eliminando os riscos para a camada de ozônio.

A organização da campanha estima que 4,2 milhões de pessoas sejam alcançadas em Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN).

Digital

Os usuários podem participar, enviando fotos e mensagens pelas redes sociais, por meio da hashtag #30AnosProtocoloDeMontreal. É possível, também, fazer download das publicações sobre a proteção da camada de ozônio em seus aparelhos celulares, com QR codes.

A campanha é uma parceria entre as agências implementadoras do Protocolo de Montreal no Brasil: MMA, Ibama, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e agência de cooperação alemã GIZ. Também são parceiras as companhias de trens e metrôs do país: ANPTrihos, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Via Quatro, Companhia Paulista de Trens Urbanos (CPTM), Trensurb, Metrô Bahia, Companhia de Transporte do Estado da Bahia (CTB) e Metrô DF.

036 Pça Cívica - foto Edilson Pelikano-1000

Pesquisa avalia sustentabilidade em Goiânia

Levantamento indédito em Goiânia vai levantar a visão da sustentabilidade do ponto de vista dos habitantes da capital

A Rede de Monitoramento Cidadão (RMC) de Goiânia realiza, no mês de setembro, uma pesquisa de opinião pública para entender como os moradores percebem o avanço, ou não, do desenvolvimento sustentável da cidade e quais os temas que consideram mais importantes para o futuro de onde moram. A pesquisa é uma das principais ações da RMC, uma organização, independente e apartidária, criada com o objetivo de acompanhar, de forma técnica e imparcial, o desempenho da cidade em questões que impactam sua sustentabilidade e a qualidade de vida de seus cidadãos.

A pesquisa está sendo executada pela Baobá – Práticas Sustentáveis, agência executora do Projeto Redes de Monitoramento Cidadão, que conta com o apoio financeiro do Fundo Socioambiental da Caixa e parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As entrevistas serão realizadas por estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Universidade Federal de Goiás, Centro Universitário Alves Faria e Instituto Federal de Goiás, integrantes da RMC de Goiânia, sob coordenação de um grupo de professores.

A ferramenta possibilita levantar a opinião dos cidadãos sobre mais de 20 temas relacionados ao desenvolvimento sustentável da cidade e da qualidade de vida de seus moradores. Além disso, ao final do questionário, o entrevistado ainda tem a oportunidade de enumerar os problemas que mais afetam a sua qualidade de vida, como serviços de água potável, serviço de coleta de resíduos, ruídos incômodos, emprego e qualidade de moradia. “É muito importante para a Rede de Monitoramento Cidadão saber o que as pessoas pensam, para que possa continuar trabalhando, de forma assertiva, pela melhoria da qualidade da vida urbana, apontando para o governo o que realmente é uma prioridade para os moradores da cidade”, ressalta o coordenador geral do Projeto Redes de Monitoramento Cidadão, Fernando Penedo.

A metodologia possui uma margem de erro pequena e determina que a pesquisa seja realizada nas diferentes regiões da cidade. “A espacialização da pesquisa possibilita conhecermos as necessidades não só da cidade como um todo, mas das suas diferentes localidades”, explica Penedo.

Qualificação do debate público

Além do levantamento de indicadores de percepção, possibilitados pela pesquisa de opinião pública, a Rede de Monitoramento Cidadão também realiza a coleta, junto ao poder público, de uma série de indicadores técnicos que retratam a sustentabilidade da cidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. Após estes levantamentos, a Rede de Monitoramento faz uma análise dos resultados e avalia as políticas públicas do município relacionadas aos temas apontados como críticos. “A Pesquisa de Opinião Pública é uma importante ferramenta de participação cidadã. Seus resultados possibilitam qualificar o debate público em relação às demandas da cidade, bem como nortear futuras políticas públicas”, finaliza Penedo. Os resultados da pesquisa também fortalecem e empoderam os trabalhos de cidadãos e organizações comunitárias, bem como estimulam que as pessoas reflitam e compreendam a qualidade de vida e a sustentabilidade da sua cidade.

Comparação internacional

A estruturação da Rede de Monitoramento Cidadão faz parte da quinta etapa do Programa Cidades Emergentes e Sustentáveis (CES), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), presente em mais de 70 cidades da América Latina e Caribe (ALC). No Brasil, conta com o apoio financeiro do Fundo Socioambiental da CAIXA e tem a Baobá Prática Sustentáveis como agência executora do projeto nas cidades de Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Vitória (ES).

Por utilizar uma metodologia aplicada internacionalmente, a Pesquisa de Opinião Pública, que será realizada anualmente em Goiânia, permitirá não só a comparação da evolução, ou não, da percepção dos moradores da cidade ao longo dos anos, como também a comparação de seus resultados com os de outras cidades brasileiras, da América Latina e do Caribe.

Conheça a Rede de Monitoramento Cidadão

A Rede de Monitoramento Cidadão é uma organização, independente e apartidária, criada com o objetivo de acompanhar, de forma técnica e imparcial, o desempenho das cidades brasileiras em temas que impactam sua sustentabilidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. Composta por representantes da sociedade civil, setor produtivo, academia e mídia, a RMC também realiza pesquisas e estudos, dissemina informações e análises, e desenvolve iniciativas com diferentes setores da sociedade, por meio de projetos e estímulo à ação política responsável, que promovem a sustentabilidade da cidade.

comissão camara

Câmara propõe criação de sistema nacional de climatologia

Objetivo de mecanismo é possibilitar o monitoramento e a prevenção a desastres naturais

 

Comissão externa da Câmara sobre devastação provocada por tornado em Santa Catarina propôs a criação de um sistema nacional de climatologia e programa de reconstrução de casas em áreas de desastres ambientais.

O colegiado encerrou os trabalhos na terça-feira (15) com a aprovação do relatório do deputado Pedro Uczai (PT-SC- foto).

O tornado, com ventos de até 330 Km por hora, varreu o oeste de Santa Catarina em abril de 2015, deixando dois mortos e cerca de 100 feridos, sobretudo nos municípios de Xanxerê e Ponte Serrada.

Na época, 539 pessoas ficaram desabrigadas e 4.275 desalojadas, após danos em mais de 2 mil residências. Os prejuízos passaram de R$ 100 milhões.

Políticas preventivas
O relatório da Câmara propõe dois projetos de lei e sugere políticas públicas preventivas, a partir da constatação de que os tornados são comuns na região e tendem a ter a intensidade elevada com as atuais mudanças climáticas.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais mostram que o oeste catarinense e o nordeste argentino abrigam a segunda maior incidência de tornados do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. De 1990 a 2011, foram 205 tornados na região. Só Santa Catarina registrou 77 tornados nos últimos 33 anos.

Por isso, o primeiro projeto de lei da comissão externa propõe a criação do Sistema Nacional de Meteorologia e Climatologia, como explica o relator, deputado Pedro Uczai: “Hoje, não temos um sistema nacional articulado e integrado. Então, a nossa primeira iniciativa é criar um sistema nacional que dialogue com os radares no Brasil inteiro”.

De acordo com o parlamentar, “isso demanda equipamentos tecnológicos que dialoguem em rede e formação de especialistas. Em Santa Catarina, particularmente, o radar meteorológico não estava funcionando no dia da tragédia e não atingia a região de Xanxerê”.

Programa habitacional
A segunda proposta altera o Programa Minha Casa Minha Vida (Lei 11.977/09) para criar o Programa Habitacional para Atingidos por Desastres Naturais.

“Estamos propondo dois tipos de programa habitacional: a reforma com resposta rápida e a construção de casas novas, também com rapidez, em parceria com a família e morador, que vai dar uma contrapartida para também ter responsabilidade no processo”, destacou Uczai.

Segundo ele, em Xanxerê, por exemplo, a cobertura voou na maior parte das casas. “O que as pessoas fizeram? Foram nas lojas de material de construção e compraram sem dinheiro: botaram em crédito, mas depois não tinham dinheiro para pagar. E o governo não tinha mecanismos legais de pagar essas reconstruções”, explicou.

Entre as políticas públicas preventivas, Uczai sugere a distribuição de cartilhas em regiões com potencial de tornado. O deputado lembra que muitas casas do Sul do Brasil são feitas de madeira. “Nos Estados Unidos, qualquer criança sabe o que fazer. O habitante da região, para onde ele vai? Fica na rua, entra em um boteco, entra em uma casa? As casas, como deverão ser construídas nessas regiões com tornado? Então, essa orientação tem que se transformar em cartilha que divulgue, que eduque”, propõe.

Recuperação de infraestrutura
O relatório também prevê mecanismos para apressar o repasse de recursos da União destinados a obras de recuperação de infraestrutura pública nos estados e municípios em situação de emergência ou em estado de calamidade pública.

Essa sugestão partiu da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), baseada em outro fenômeno que costuma castigar Santa Catarina: as enchentes. “Baseada na experiência como gestora estadual, que eu cumpria quando sofremos o desastre em Santa Catarina, em 1998, especialmente nos municípios de Ilhota e Blumenau, onde a reconstrução de uma unidade de saúde significou dar dignidade àquela população que tanto sofria.”

Com a aprovação do relatório do deputado Pedro Uczai, os projetos de lei sugeridos começam a tramitar normalmente na Câmara como propostas da comissão externa sobre o tornado na região de Xanxerê.

 

Da Câmara dos Deputados / Foto: Cleia Viana