Categoria: Social

ÁGUA DOCE

Projeto do governo federal dessaliniza água no Nordeste

Deivid Souza / Foto: Paulo de Araújo – MMA

Por meio do Programa Água Doce (PAD), o governo federal já conseguiu beneficiar 100 mil pessoas com água própria para consumo humano. A iniciativa consiste em dessalinizar água em comunidades de baixa renda do semi-árido nordestino.

O PAD é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e realizado em parceria com instituições federais, estaduais, municípios e sociedade civil. O programa já chegou a dez estados e envolve 200 instituições.

Em breve, a comunidade Serrote do Meio, município cearense de Itapajé, a 140 km de Fortaleza, vai receber sistemas de dessalinização. Nessa região, serão 60 sistemas implantados em 17 municípios. Cerca de 110 mil pessoas devem ser atendidas.

INFOGRAFICO AGUA DOCE

 

Até o final do ano a meta do PAD é beneficiar 500 mil pessoas e até 2019 alcançar 1,5 milhão. Para tal estão sendo investidos R$ 240 milhões que vão contribuir para a implantação de 1.200 sistemas em 232 municípios. O estado com maior número de assistidos será a Bahia que deve ter 150 mil pessoas atendidas pelo PAD em três anos.

Fotógrafo
Marcos Santos
 / USP Imagens

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Conhecimento sobre sustentabilidade é acessível

Cursos de instituições renomadas estão disponíveis na internet

Deivid Souza/ Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

Para quem não entende os jargões da sustentabilidade ou quer aprimorar o entendimento sobre o assunto é possível ter acesso a um enorme número de informações de maneira fácil e sem gastar dinheiro.

Na internet há grande quantidade de cursos e minicursos sobre os mais diversos tópicos da sustentabilidade. É possível aprender sobre mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos e energias renováveis. No caso deste último, o Programa de Capacitação Técnica sobre Energias Renováveis ainda oferece diploma com chancela da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI). Até setembro de 2015, mais de 40.000 usuários de 133 países já haviam participado da formação.

No Brasil, órgãos federais como a Agência Nacional de Águas (Ana) também disponibiliza cursos gratuitos. Em 2015, foram disponibilizadas várias turmas para os cursos:  Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos; Cuidado das Águas; Reflexão para Transformações Democráticas na Gestão das Águas.

Outra boa fonte de boas formações sobre sustentabilidade é o Veduca, onde o usuário pode ter acesso a formações de faculdades renomadas de várias partes do mundo.

CHUVA

Vítimas da chuva já somam 15 em São Paulo

Previsão do tempo é de mais chuva para esta sexta-feira

 

Subiu para 15 o número de mortes causadas pela forte chuva que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo, a partir da noite de desta quinta-feira (10) e durante a madrugada de sexta (11), segundo informações do Corpo dos Bombeiros.

Quatro pessoas morreram no município de Mairiporã e outras nove morreram em Francisco Morato, todas vítimas de soterramentos, de acordo com informações atualizadas da corporação, que realizou buscas durante toda a madrugada. Em Guarulhos, duas pessoas morreram vítimas de afogamento.

No município de Francisco Morato, um deslizamento atingiu uma casa na Rua Irã, no bairro de Jardim Santa Rosa, durante a madrugada. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou que três pessoas morreram no local. Informações atualizadas, no entanto, dão conta de que elas foram resgatadas com vida. Em Jardim Ângela, na capital paulista, outras quatro pessoas foram retiradas com vida de um deslizamento.

Prejuízos

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) a inundação causou perda de alimentos. O Ceagesp informou que, quando o alagamento atingiu as áreas onde ficam os comerciantes, a equipe de fiscalização da companhia agiu para remover as pessoas do local.

“A Companhia reforça que o alagamento ocorreu por conta do volume em excesso de água, que veio do Rio Pinheiros e inundou suas galerias pluviais, que são limpas periodicamente pelo serviço de manutenção da empresa”, acrescenta o comunicado do Ceagesp.

O Rio Pinheiros também transbordou próximo à Ponte Cidade Universitária, na Zona Oeste, e à Ponte Engenheiro Ary Torres, na zona sul. O Rio Tietê também transbordou na altura da Ponte Dutra e Ponte do Limão, na zona norte da cidade.

Previsão

Para esta sexta-feira, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê a ocorrência de chuva intermitente na capital paulista. Ao longo do dia, o sol deve aparecer e elevar as temperaturas. De acordo com o CGE, “as instabilidades que atuavam na Capital Paulista já se deslocaram para o Sul de Minas Gerais, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro”. Segundo o centro, nos próximos dias o tempo segue instável, com períodos de sol e chuvas durante a tarde.

 

Da Agência Brasil

 

Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

Desperdício de alimentos na mira de empresas

Além do fator social, preço do descarte também preocupa

Deivid Souza

No Brasil mais de 7 milhões de pessoas passam fome. Enquanto isso, milhares de toneladas de alimentos que poderiam ser aproveitadas vão para o lixo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a cada três quilos de comida produzida no mundo, um vai para o lixo. Para mudar esta realidade, empresas e instituições investem em ações.

Uma das iniciativas pioneiras neste campo é o Programa Mesa Brasil do Sesc. O programa encaminha alimentos que não têm valor comercial, mas tem valor nutricional para entidades cadastradas. Colaboram com o programa 258 empresas. Elas são responsáveis por fazer possível o atendimento a 583 mil pessoas de mais de 500 instituições cadastradas.

Além do desperdício, esse também é um grande problema para empresas porque o descarte deste material tem custo. Em Goiânia, por exemplo, a Prefeitura cobra R$ 98 por tonelada de lixo orgânico que é encaminhada para o já sobrecarregado aterro sanitário.

Por outro lado, instituições de filantrópicas que gozam dos benefícios da mudança de pensamento reconhecem a economia que fazem com os alimentos. “É um custo muito alto, nós dependemos dessa ajuda para funcionar”, afirma o diretor do Lar Espírita Francisca de Lima, Paulo Cesar Ferreira dos Santos. A instituição filantrópica mantém uma creche que cuida e alimenta aproximadamente 200 crianças todos os dias.

Economia

A Central de Abastecimento do Estado de Goiás (Ceasa-GO) ampliou a capacidade de redistribuição do Banco de Alimentos de menos de mil quilos para mais de 153 mil quilos entre setembro e dezembro de 2015. Além de encaminhar as doações de alimentos que não podem ser mais vendidos, no entanto ainda estão próprios para consumo para entidades filantrópicas, mais de mil famílias carentes recebem doações no local. A secretária do Banco, Naiara Batista dos Santos Andrade, explica que os vendedores doam os alimentos que estão mais maduros. “A gente não doa nada podre, mas é para uso imediato. Tudo bem maduro, não pode deixar para consumir bem depois”, detalha. Mesmo com as mudanças, o gasto com descarte ainda custa R$ 72 mil por mês.

 

Crime

Várias propostas tramitam na Câmara Federal para impulsionar a redução do desperdício de alimentos. A mais conhecida e polêmica é o PL 3070. O projeto de lei altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (LEI 12.305/10) para garantir tratamento diferenciado aos restos alimentares.

Um ponto bastante polêmico do projeto é a criminalização das pessoas que jogam alimento próprio para o consumo no lixo. A medida afetaria diretamente os agricultores que às vezes descartam a colheita quando os custos de distribuição não cobrem o investimento na cultura.

Distribuição do desperdício

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Maria Lívia, Carla Marinho, Amanda Letícia, usam internet para fazer o bem. Foto: Acervo Pessoal

Jovens lançam projeto para facilitar vida de estudantes de comunidade Kalunga

Trio espera arrecadar 120 bicicletas por meio do projeto “De Bike pra Escola”

Deivid Souza

Três estudantes de curso pré-universitário, que moram no Estado de São Paulo, se sensibilizaram com a situação de crianças de uma comunidade Kalunga em Vão das Almas, na Região Norte de Goiás, e decidiram criar um projeto para que o acesso à escola fosse facilitado.

Uma reportagem de TV mostrou a realidade de meninos e meninas da comunidade caminham até seis quilômetros para chegarem ao local de estudo. Como a região é muito montanhosa, o ônibus escolar não consegue chegar a todas as localidades. Alguns dos estudantes têm que sair de casa às 4h da manhã e às vezes sem tomar café da manhã.

“Na Região as estradas são muito ruins, é uma região muito montanhosa, e apesar de haver transporte escolar, os veículos não conseguem chegar até algumas localidades”, explicou ao Canal Sustentável  Carla Marinho que é de Goiânia e já visitou a comunidade várias vezes.

Diante da situação, mesmo sem recursos financeiros, Carla Marinho, 23; Maria Lívia, 20 e Amanda Letícia, 23 resolveram lançar o “Projeto De Bike pra Escola”. Por meio da iniciativa, elas esperam conseguir 120 bicicletas para que as crianças possam chegar ao local de ensino com menos dificuldades. Elas lançaram um site  e uma página no Facebook para mobilizar interessados em ajudar. Já conseguiram 25 bicicletas e R$ 5 mil em dinheiro, mas ainda estão distante da meta de R$ 35 mil. Amigos mobilizados pela internet, também estão recebendo os donativos nas cidades de São Paulo, Brasília e Goiânia.

Doação no site: www.vakinha.com.br/de-bike-pra-escola

Informações:

 www.debikepraescola.com.br/

www.facebook.com/debikepraescola

 

Maria Lívia, Carla Marinho, Amanda Letícia, usam internet para fazer o bem. Foto: Acervo Pessoal
Maria Lívia, Carla Marinho, Amanda Letícia, usam internet para fazer o bem. Foto: Acervo Pessoal

 

 

Banco mundial

Quatro bilhões não têm internet, diz Banco Mundial

Expansão desigual da tecnologia contribui para abismo social

Aproximadamente 60% da população mundial não tem acesso à internet, segundo o Banco

Mundial. O número percentual equivale a 4 bilhões de pessoas. Nos últimos 15 anos, o número

de usuários da internet passou de 400 milhões para 3,2 bilhões. De acordo com o organismo

financeiro, a recente e acelerada expansão das tecnologias digitais favoreceu os setores mais

ricos, qualificados e influentes das sociedades, mas ainda não gerou o crescimento e os

empregos esperados.

O economista chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu, alertou para o risco de se criar uma

nova subclasse social, que não conseguiria se inserir nessa revolução digital. “Dado que quase

20% da população mundial não sabe ler, nem escrever, é improvável que a expansão das

tecnologias digitais, por si só, signifique o fim da brecha de conhecimentos que existe no

mundo”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Banco, Jim Yong Kim, é fundamental continuar conectando as

pessoas para que todos possam se beneficiar dos “dividendos digitais”, que envolvem novas

oportunidades de trabalho e a melhoria dos serviços públicos. Segundo o dirigente, países

devem estimular atividades econômicas e investir em educação.

Para que as promessas de desenvolvimento associadas à internet e às novas tecnologias

sejam cumpridas, o organismo financeiro recomendou a universalização do acesso aberto e

seguro à rede. O Banco Mundial ressaltou ainda a necessidade de adaptar as habilidades dos

trabalhadores às exigências da nova economia. Também será preciso fortalecer as regulações

que garantem a competição justa entre empresas.