Desmatamento na Amazônia cresce 29% em 2016

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Dados do INPE revelam que Pará, Mato Grosso e Rondônia lideram derrubada de vegetação

Deivid Souza

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgou nesta terça-feira (29) a estimativa de corte raso na Amazônia. De acordo com o instituto, o bioma perdeu 7.989 km² de vegetação entre agosto de 2015 julho de 2016, um acréscimo de 29% em relação ao período anterior.

A taxa é calculada por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), que é levantado com base em imagens do satélite Landsat (30 metros de resolução espacial e frequência de revisita de 16 dias) ou similares, numa combinação que busca minimizar a cobertura de nuvens, para registrar e quantificar os eventos de desmatamento com áreas maiores que 6,25 hectares.

O resultado foi criticado por membros de ONGs que tratam de defesa do meio ambiente e da sustentabilidade. “Esta é a resposta do setor privado à fragilidade da meta assumida no Acordo de Paris, segundo a qual o país aceita conviver com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. Se o Brasil estiver comprometido com a estabilização do aquecimento global em 1,5oC, como afirmou estar, precisará começar a discutir a sério o desmatamento zero na Amazônia e em todos os outros biomas”, pontuou o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl.

O INPE apurou que o estado com maior área desmatada foi o Pará com 3.025 km² de área derrubada. Ele foi seguido por Mato Grosso (1.508 km²) e Rondônia (1.394 km²).

O cálculo também faz um comparativo das áreas que derrubadas em relação ao ano anterior. O estado do Amazônas foi o que registrou o maior crescimento, 54%, atingindo uma área de 1.099 km², seguido por Acre e  Pará com taxas de 47% e 41% respectivamente. Os únicos estados que apresentaram redução no indicador foram Mato Grosso (6%) e Amapá (4%).

““Embora Mato Grosso tenha registrado uma pequena queda na taxa de desmatamento, o número ainda é muito alto, inaceitável, principalmente porque 95% do desmatamento no Estado é ilegal, segundo a própria Secretaria Estadual do Meio Ambiente”, disse o presidente do Conselho do nstituto Centro de Vida (ICV), Sérgio Guimarães.