Menos da metade dos brasileiros tem coleta e tratamento de esgoto

ETE Arrudas Bh

Para reverter situação, Governo Federal calcula que são necessários R$ 149,5 bilhões em obras até 2035

Deivid Souza / Foto: ETE Arrudas / Belo Horizonte, MG Banco de imagens COPASA

No Brasil, apenas 43% da população tem o esgoto coletado e tratado adequadamente. Outros 12% têm fossa séptica, considerada pelo Governo Federal uma solução individual e adequada. Para a outra parcela da população a situação é ainda mais crítica: 18% tem o esgoto coletado, mas este não é tratado e; 27% não tem acesso a nenhum serviço sanitário.

Os dados são do Atlas Esgotos: Despoluição das Bacias Hidrográficas, divulgado nesta quarta-feira (27), pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A pasta, aliás, aponta o estudo, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), como um apoio para orientar a solução do problema. “O atlas dá um conhecimento pormenorizado e um diagnóstico de como está a situação em cada município”, afirmou o titular do Meio Ambiente, ministro Sarney Filho.

Se a situação do País é preocupante com apenas 43% da população com coleta e tratamento de esgoto, algumas regiões têm indicadores ainda piores. Na Região Norte, por exemplo, a taxa de atendimento dos serviços sanitários alcança somente 1 em cada três habitantes.

Qualidade ruim

Os números do Atlas revelam que mais de 110 mil km de trechos de rio estão com a qualidade comprometida devido ao excesso de carga orgânica. Destes, 83.450 km não permitem a captação para abastecimento público devido à poluição e em 27.040 km a captação pode ser feita, mas requer tratamento avançado. Tornar a água de má qualidade potável por meio de tratamento sofisticado significa mais custos de operação.

O Atlas separou em três grupos os municípios brasileiros. No primeiro conjunto, formado por 1.282 cidades o foco é o investimento em obras. No entanto, para os outros grupos é preciso promover o desenvolvimento institucional e a estruturação da prestação dos serviços de esgotamento sanitário.