MMA discute proteção do Cerrado com indígenas

cerrado

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, recebeu representantes da Mobilização de Povos Indígenas do Cerrado (MOPIC) para discutir ações de conservação ambiental no Cerrado brasileiro.  A MOPIC propôs à pasta ações de monitoramento de terras indígenas no Cerrado, além de apoio para a capacitação da Política Nacional de Gestão Ambiental Territorial Indígena (PNGATI).

“O MMA tem interesse não só na questão indígena, mas também na preservação do bioma. A questão do Cerrado é historicamente importante”, afirmou Marcelo Cruz.

Srewe da Mata Brito, liderança indígena Xerente e coordenador da MOPIC, frisou a dificuldade de acesso a linhas de apoio para o Cerrado. “Muitas terras indígenas estão sendo exploradas e quem enfrenta isso cotidianamente somos nós. Estamos aqui para debater com o Ministério como agir frente a esta questão, para fortalecer mais ainda nossas atuações nos projetos que estamos desenvolvendo”, afirmou.

Conforme as lideranças do movimento, a MOPIC atua com o apoio do Projeto DGM FIP Brasil, que faz parte do Programa DGM Global, um fundo de apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Quilombolas e Comunidades Tradicionais do Cerrado brasileiro. Esse fundo incentiva projetos que evitam o desmatamento e a degradação do Cerrado.

Durante a reunião, Srewe destacou, ainda, o trabalho de proteção ambiental desempenhado por povos e comunidades tradicionais em seus territórios. Conforme o líder indígena, o estudo World Resources Institute (2016), concluiu que a demarcação de territórios indígenas no Brasil contribui, inclusive, para a meta climática, e evitaria a liberação 31,76 milhões de toneladas de CO² por ano.

Do MMA