MPF pede multa para empresa que intoxicou alunos em Rio Verde

veneno

Incidente aconteceu em 2013. Crianças, professores e servidores foram atendidas pelo Samu e levadas para hospitais da Região

Deivid Souza / Foto: Reprodução MPF-GO

O Ministério Público Federal em Rio Verde (MPF/GO) ajuizou, no último dia 27 de março, Ação Civil Pública (ACP) contra as empresas Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., produtora do agrotóxico EngeoTM, e Aerotex Aviação Agrícola Ltda. Elas são apontadas pela instituição como responsáveis pela intoxicação, em maio de 2013, de mais de 92 pessoas, entre alunos professores e servidores de uma escola municipal.

Todos contaminados estavam na Escola Municipal Rural São José do Pontal, localizada no Projeto de Assentamento Pontal dos Buritis, no município de Rio Verde, que fica na Região Sudoeste de Goiás a 238 quilômetros de Goiânia. A área onde está instalada a escola é de propriedade da União.

O autor da ACP, o procurador da República, Lincoln Meneguim, pede que as empresas sejam condenadas a pagar uma indenização de, no mínimo, R$ 10 milhões a título de danos morais coletivos, que deverão ser aplicados em ações vinculadas à saúde da população. As investigações do MPF-GO apontaram que a aplicação só poderia ser feita por via terrestre, e não aérea como foi o caso.

A Syngenta disse lamentar o ocorrido e que “não tem qualquer relação com o fato”, além de contribuir com o treinamento de agricultores. Já a Aerotex foi procurada, mas não retornou nosso contato.

Relembre

Em maio de 2013, durante a aplicação de veneno em uma plantação de milho, vizinha à escola, o piloto da aeronave que fazia a pulverização despejou o agrotóxico a menos de 15 metros da unidade de ensino. Mais de 40 alunos foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhados para hospitais da região após sentirem tonturas, fortes dores de cabeça e vômitos.