Organizações querem controle nas emissões de poluentes da aviação

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Asssunto está sendo debatido em assembleia no Canadá

Deivid Souza / Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

 

Organizações de defesa do meio ambiente têm se mobilizado para a criação de um mecanismo de controle nas emissões de poluentes geradas pela aviação civil. O que preocupa as instituições é que este setor da economia sozinho responde por quase 2% das emissões globais, o equivalente às do Canadá.

Além disso, as emissões estão em crescimento. Se nada for feito, estudos revelam que este tipo de poluição poderá crescer 300% em meio século. Por serem internacionais, elas não foram contempladas pelo Acordo do Clima de Paris que pretende estabilizar o aquecimento global a menos de 2°C e promover esforços para limitá-lo a 1,5ºC.

No Brasil, o Observatório do Clima enviou esta semana uma carta ao Presidente da República, Michel Temer, com um pedido para que o Brasil participe do mecanismo a ser criado. A iniciativa será discutida na assembleia da Oaci (Organização Internacional da Aviação Civil), que começou na terça-feira (27) em Montréal, Canadá, e vai até 7 de outubro.

Para Carlos Rittl, secretário-executivo, do Observatório do Clima, a participação brasileira desde o início é fundamental não apenas pelo tamanho e potencial de crescimento do mercado brasileiro (aproximadamente 1.6% do tráfego de voos internacionais vem do Brasil), mas também pela importância estratégica do país. “Uma posição de liderança do Brasil na negociação tem o potencial de estimular outros países em desenvolvimento, reforçando o papel do país como um dos poucos produtores de aviões comerciais e uma superpotência na produção de biocombustível para aviação. Por outro lado, se o Brasil adiar compromissos, outros países farão o mesmo, o que aumentará o risco de mudanças climáticas perigosas no mundo inteiro”, afirmou Rittl.