Relatório do Greenpeace propõe que Brasil abandone combustíveis fósseis

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Intitulado Revolução Energética, documento prevê que é possível País trabalhar apenas com fontes limpas e renováveis até 2050

 

Deivid Souza

O Greenpeace elaborou mais uma versão do documento [R]evolução Energética, no qual é defendida a possibilidade de o Brasil abandonar, até 2050, todas as fontes de energia com combustíveis fósseis.

Pela projeção, em 2050 a energia seria proveniente de biomassa (49%), eletricidade (45%-de origem eólica, solar fotovoltaica e outras), solar térmica (5%) e outras (1%).

Além de trabalhar com fontes limpas e renováveis, o relatório defende que o País tenha veículos elétricos ou que utilizem combustíveis não poluentes, transporte ferroviário massificado para cargas, melhoria na qualidade do transporte público.

O maior desafio para a transição é o setor de transportes, responsável por 1/3 da energia produzida no Brasil, e para piorar, 80% é proveniente de combustíveis fósseis.

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Projeção das fontes de energia para 2050

Além das medidas mencionadas acima, a busca por eficiência energética em equipamentos domésticos e processos industriais é um dos focos de trabalho apontados pela instituição para a mudança.

Ganho

O Brasil já tem uma boa experiência com aprimoramento da conservação energética. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), criado em 1993. Dados do Ministério das Minas e Energias de 1997 revelam que o programa proporciona a economia de 1.200 GWh/ano, ou seja, US$ 400 milhões deixaram de ser investidos na geração graças ao Procel.