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Fotografias são utilizadas para conscientizar sobre importância do Cerrado

Registros fotográficos são expostos como forma de valorizar bioma

Deivid Souza / Fotos: Tatiana Fiuza

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O trabalho da professora consiste em expor em espaços públicos as fotografias da flora e fauna do Cerrado. Assim, acredita a professora, será possível contribuir para conscientizar a população sobre a importância de preservar o segundo maior bioma do Brasil. Os registros fotográficos foram feitos entre 2013 e 2014 no Parque Estadual da Serra dos Pirineus e na Chapada dos Veadeiros, em região de Cerrado nativo. “Priorizou-se registrar a riqueza das espécies. Foi dada ênfase principalmente na beleza das flores, mas também foram retratados caules, frutos, insetos visitantes e aracnídeos. Foram fotografadas nascentes com intuito de despertar o público para a importância da sua preservação e proteção”, explica.

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O olhar de Tatiana visa desmistificar a ideia de floresta sem valor. “Representa um olhar que vai além dos olhos cerrados pelo preconceito quanto à sua forma e composição, resultando em belas imagens que servirão para despertar para a real necessidade de preservação, reconhecidamente um berço das águas e de vital importância para o equilíbrio ecológico do planeta”, ressalta.

Identificação das espécies
O projeto de extensão “O Cerrado e suas faces: conscientização da comunidade sobre a importância da preservação ambiental por meio da arte” é coordenado pelo professor da UFG Pierre Alexandre dos Santos. Uma das ações realizadas é a identificação das espécies fotografadas, em diferentes estágios de desenvolvimento. Nas fotografias que integram a exposição constam os nomes científicos e populares das plantas retratadas. A identificação botânica foi feita pelo também professor da UFG e taxonomista Heleno Dias Ferreira, o que contribui para o conhecimento dessas espécies, muitas delas medicinais.

Com informações da UFG

 

irrigação

Empregos dependem de água, diz ONU

Estudo da organização será divulgado nesta terça-feira

Deivid Souza – Foto: FAO/Riccardo Venturi

Três quartos dos empregos no mundo dependem da água. Esta é a constatação de um do Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos da Organização das Nações Unidas (ONU) a ser lançado mundialmente nesta terça-feira (22), quando é celebrado o Dia Mundial da Água.

O documento parte da premissa que o uso da água é indispensável para a produção, e é um fator-chave para a criação de empregos. Foram levados em conta setores produtivos como agricultura, gestão de recursos hídricos, energia, indústria e saúde.

Ao analisar o impacto econômico de acesso à água, o Relatório cita os inúmeros estudos que mostram correlação positiva entre o investimento no setor hídrico e o crescimento econômico. Além disso, evidencia o papel decisivo da água na transição para uma economia verde.

 

 

cana de açucar

Adubação e irrigação aumentam produtividade da cana no Cerrado

Resultados foram observados em usinas de Goiás e Minas Gerais

Deivid Souza/ Foto: Breno Lobato/Embrapa Cerrados

Estudos de práticas de melhoria da produtividade da cana-de-açúcar, realizados pela Embrapa Cerrados (DF), demonstraram ganhos entre 10 e 20 toneladas por hectare (t/ha) nos rendimentos de colmos por corte. O incremento é atribuído à adubação fosfatada anual de manutenção soqueira.

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Melhor produtividade reduz impactos ambientais.Foto: Embrapa Cerrados/Fabiano Bastos

 

O trabalho foi realizado nas usinas Goiasa (Goiatuba, GO), Anicuns (Anicuns, GO) e Destilaria Veredas (João Pinheiro, MG) em áreas sob pastagem e áreas de primeira reforma, cujos solos têm baixa disponibilidade de fósforo. Outras pesquisas demonstraram ainda outras vantagens para a cultura como redução da perda de água do solo por meio de evaporação em determinadas fases de crescimento da planta.

Água

Também foram realizados outros experimentos de irrigação. Com a irrigação, a cana-planta atinge produtividade de colmos de até 255 t/ha e a primeira soca até 220 t/ha para as melhores variedades. Os índices são muito superiores à média da região Centro-Sul do País, onde normalmente tem-se menos que 80 t/ha. Em produtividade de açúcar, o sistema irrigado tem atingido 38 t/ha na cana planta e 31 t/ha na cana soca, enquanto a Região Centro-Sul produz em média 12 t/ha.

 

 

CHUVA

Vítimas da chuva já somam 15 em São Paulo

Previsão do tempo é de mais chuva para esta sexta-feira

 

Subiu para 15 o número de mortes causadas pela forte chuva que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo, a partir da noite de desta quinta-feira (10) e durante a madrugada de sexta (11), segundo informações do Corpo dos Bombeiros.

Quatro pessoas morreram no município de Mairiporã e outras nove morreram em Francisco Morato, todas vítimas de soterramentos, de acordo com informações atualizadas da corporação, que realizou buscas durante toda a madrugada. Em Guarulhos, duas pessoas morreram vítimas de afogamento.

No município de Francisco Morato, um deslizamento atingiu uma casa na Rua Irã, no bairro de Jardim Santa Rosa, durante a madrugada. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou que três pessoas morreram no local. Informações atualizadas, no entanto, dão conta de que elas foram resgatadas com vida. Em Jardim Ângela, na capital paulista, outras quatro pessoas foram retiradas com vida de um deslizamento.

Prejuízos

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) a inundação causou perda de alimentos. O Ceagesp informou que, quando o alagamento atingiu as áreas onde ficam os comerciantes, a equipe de fiscalização da companhia agiu para remover as pessoas do local.

“A Companhia reforça que o alagamento ocorreu por conta do volume em excesso de água, que veio do Rio Pinheiros e inundou suas galerias pluviais, que são limpas periodicamente pelo serviço de manutenção da empresa”, acrescenta o comunicado do Ceagesp.

O Rio Pinheiros também transbordou próximo à Ponte Cidade Universitária, na Zona Oeste, e à Ponte Engenheiro Ary Torres, na zona sul. O Rio Tietê também transbordou na altura da Ponte Dutra e Ponte do Limão, na zona norte da cidade.

Previsão

Para esta sexta-feira, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê a ocorrência de chuva intermitente na capital paulista. Ao longo do dia, o sol deve aparecer e elevar as temperaturas. De acordo com o CGE, “as instabilidades que atuavam na Capital Paulista já se deslocaram para o Sul de Minas Gerais, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro”. Segundo o centro, nos próximos dias o tempo segue instável, com períodos de sol e chuvas durante a tarde.

 

Da Agência Brasil

 

ESTAÇÃO

Rios e lagos agora são monitorados

Sistema terá 80 estações fluviométricas. Dados serão divulgados semanalmente

Uma parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) e a Agência Nacional de Águas (Ana) possibilitou a resolução de um antigo entrave para a gestão dos recursos hídricos de Goiás: a falta de informações.

Já está em funcionamento um sistema de monitoramento que acompanha reservatórios e mananciais do Estado. São 80 estações fluviométricas capazes de apurar em tempo real: índice pluviométrico; vazão dos principais rios; uso de pivôs de irrigação e as outorgas de água. Os reservatórios de 21 hidrelétricas também serão monitorados.

A secretaria também se comprometeu a divulgar semanalmente um relatório com as informações da situação dos rios e reservatórios. Desta forma, será possível comparar dados da série histórica.

O superintendente de águas da pasta, Bento de Godoy, pretende usar a novidade para monitorar o uso outorgado das águas. Será possível saber se o outorgado está retirando o recurso dentro do limite autorizado. “As ferramentas de monitoramento também reduzem o tempo de análise de pedidos de novas outorgas de uso de água”, afirma.

As estações já estavam instaladas desde o semestre passado, mas as informações ainda não eram interligadas. A própria secretaria admite que o número ainda é insuficiente e promete aumentar a quantidade de estações no futuro.

Deivid Souza, com informações da Secima

Foto: Saneago

Saneago terá financiamento para recuperar Meia Ponte. Valor pode chegar a R$ 3 mi

Foto: Saneago
Foto: Saneago

Projeto vai investir entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões para recuperar nascentes. Mais de 200 foram mapeadas pela empresa

Deivid Souza

A Saneago foi a única empresa de 18 estados a ter projeto selecionado pelo edital 01/2015 do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para a Recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP’s) para produção de Água. Em setembro, quando iniciou o processo, a previsão inicial de investimentos era de R$ 45 milhões para todo edital.

O edital refere-se arealização de ações de recuperação florestal em áreas de preservação permanente localizadas em bacias hidrográficas cujos mananciais de superfície contribuem direta ou indiretamente para o abastecimento de reservatórios de regiões metropolitanas com alto índice de criticidade hídrica. A Saneago elaborou minuta com 250 nascentes da Bacia do Rio Meia Ponte que será atendida pelo FNMA.

Segundo o levantamento do órgão, 2.047.665 habitantes da Região Metropolitana de Goiânia(RMG) estão em municípios com baixa garantia hídrica.

Concorrência

Ao todo, 18 propostas foram aprovadas pelo FNMA em todo o País. A Região Sudeste foi a que mais concentrou projetos, 9, e São Paulo o maior beneficiário com 5 programas que serão financiados.

O governo do Estado de Goiás prometeupara o final do primeiro semestre deste ano,  o início da operação do Sistema Produtor Mauro Borges, que deve garantir o abastecimento público da (RMG) até 2040.