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“Corrigirmos o rumo ou pereceremos”

Para o jornalista especializado em meio ambiente, é preciso mudarmos a relação entre a humanidade e o planeta, e “rápido”

Deivid Souza / Foto: Divulgação

Há mais de uma década o jornalista André Trigueiro começou uma jornada profissional diferenciada. Enquanto muitos jornalistas escolhem se especializar em política, saúde, tecnologia, artes, etc. Ele preferiu todas elas sintetizadas em uma palavra: sustentabilidade. A experiência lhe deu conhecimento e segurança para escrever sobre o tema. Em seu mais recente título, ‘Cidades e Soluções: como construir uma sociedade sustentável’ ele levanta mais uma vez a bandeira da urgência de promovermos uma sociedade em equilíbrio ambiental, político e econômico.

O fato do livro ter o mesmo nome do programa semanal que ele comanda na Globo News não é uma simples coincidência. Vários assuntos abordados nos dez anos do ‘Cidades e Soluções’ serviram de base para a narrativa que foi editada e atualizada. Na entrevista concedida ao Canal Sustentável por telefone, Trigueiro chama a atenção para tópicos como água, mobilidade humana, educação, etc.

Para quem foi escrito o livro ‘Cidades e Soluções’?

Difícil responder. Na verdade, meu trabalho como jornalista, de uma maneira geral, mais particularmente na área da sustentabilidade, eu procuro ser muito claro, objetivo, didático, acessível a diferentes segmentos e, portanto, eu construí a convicção de que comunicando com clareza esse tipo de assunto, ele se torna palatável para os mais diferentes públicos.

Mas obviamente há uma sinergia forte entre os conteúdos do livro e escolas ou universidades dos mais diversos cursos, gestores públicos, gestores privados, empresários, empreendedores e quem esteja de alguma forma percebendo a necessidade de fazer algo diferente para reduzir o desperdício, para promover a inteligência no uso do recurso, vale para um síndico de um condomínio, vale para uma dona de casa. Não tem um público alvo específico, ele se espraia na direção de uma sociedade que precisa entender a urgência de uma nova cultura, ou corrigirmos o rumo ou pereceremos.

 

O que é uma cidade sustentável?

Não é um conceito fechado, é um conceito em construção. Eu vou compartilhar a minha definição. É uma cidade que eternamente busca os caminhos que promovam o bem estar das pessoas em primeiro lugar, que procure equacionar o mais rapidamente possível os gravíssimos problemas da exclusão social, da miséria e da pobreza extrema, que tenha planejamento. Do ponto de vista das leis brasileiras, que tenha um plano diretor e uma lei orgânica, que haja participação da sociedade civil organizando as rotinas e não permitindo a descontinuidade administrativa a cada prefeito que se elege. Acho importante que o eixo das políticas públicas seja sustentabilidade.

Então é cuidar das águas, promover os saneamentos, disponibilizar as áreas verdes, se possível na proporção indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 12m² por habitante, uma cidade que promova o transporte público de massa eficiente, barato e rápido, reduzindo o espaço do automóvel sempre que possível. Quando eu falei do planejamento, a questão da mobilidade é fundamental porque a gente está vendo no mundo, principalmente no hemisfério norte, mas isso vale para as cidades do Brasil, da Colômbia, Chile. Nós temos um movimento contrário àquele que vinha no século 20, determinando o espaço urbano pelo espaço dos automóveis. Isso não deveria ser a regra. Tem uma frase conhecida de um ex-prefeito de Bogotá [Enrique Peñalosa] na Colômbia que diz ‘cidade inteligente não é aquela em que o pobre anda de carro, é aquela que o rico utiliza transporte público’.

 

“Não é importante apenas mudar hábitos, comportamentos, estilos de vida e padrões de consumo. É importante mudar rápido”

 

Nós precisamos valorizar a inteligência na mobilidade. A cidade sustentável precisa ser uma um espaço que compre o desafio da redução das emissões dos Gases do Efeito Estufa (GEE), e isso pode ser alcançado das mais diferentes maneiras, todas elas conspirando em favor da qualidade de vida na cidade. Os prefeitos precisam, no caso do Brasil cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não pode ter lixão, não pode ter vazadouro de lixo a céu aberto que é a regra na maioria das cidades pequenas do Brasil principalmente, e de alguma maneira interligar setores da administração pública buscando o mesmo objetivo. A educação pública precisa fomentar os conteúdos didáticos que estimulem uma cidadania no século 21 para que as pessoas estejam minimamente bem informadas sobre a maior crise ambiental da humanidade. Você não pode ter novas gerações de analfabetos ambientais, isso não é inteligente.

 

Hoje somos uma sociedade com muito acesso à informação. Como fazer com que esta informação sobre sustentabilidade se transforme em um meio de sensibilizar as pessoas para a mudança de comportamento?

Em primeiro lugar, o excesso de informação remete a equívocos como o fakenews presentes nas últimas eleições americanas, a campanhas que promovem a mentira. Portanto, a questão é acessar qual informação? E aí está a importância do jornalismo, na curadoria das notícias, balizando as informações que mereçam credibilidade. O jornalismo tem uma função muito importante neste período de intensificação do uso da internet.  A informação ajuda, ela é uma ferramenta importante para inspirar as ações. O jornalismo tem que ser inspirador, ele não pode só reportar as notícias de forma fria, e a gente precisa denunciar o senso de urgência. Não é importante apenas mudar hábitos, comportamentos, estilos de vida e padrões de consumo. É importante mudar rápido. E o jornalismo pode sinalizar rumos informar porque devemos mudar, o que deve ser mudado efetivamente, como alcançar esse objetivo e o que se ganha. Se você consegue resolver a equação desta maneira a chance de você sensibilizar as pessoas aumenta exponencialmente.

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Como você vê a sustentabilidade das cidades brasileiras?

A maioria absoluta dos prefeitos no Brasil administra cidades pobres inadimplentes, sem recursos humanos ou materiais suficientes para você fazer o mínimo. Quando você me pergunta: como está sustentabilidade? Ela está fora do radar da maioria absoluta das cidades brasileiras que são, repito, pequenas, pobres, inadimplentes, vivem basicamente de recursos federais, do INSS [Instituto Nacional da Seguridade Social], Bolsa Família. Então, é pedir demais hoje para a realidade desigualdade do Brasil esse tipo de possibilidade ou de competência para você fazer uma gestão sustentável. Agora, curiosamente a evolução da consciência é fato. Nas eleições no ano que vem nós vamos ter eleições para governador e presidente. Dificilmente um político se elege, principalmente nos grandes centros, se não tiver um discurso em que a questão da sustentabilidade ou alguma preocupação com o meio ambiente seja colocada. Isso não quer dizer que a pessoa acredite no que fala, mas os marqueteiros de plantão sabem que sem esse discurso engajado ele não vai longe.

 

“A questão é como a sustentabilidade vem sendo usada também de maneira capciosa por certos grupos que promovem a maquiagem verde”

 

O Brasil tem uma legislação moderna sobre a água. Como explicar o descompasso entre as políticas públicas e o abastecimento deficiente?

Esse é um assunto complexo. Houve avanços importantes da década de 90 para cá com a Política de Recursos Hídricos que criou a Agência Nacional de Águas (ANA), permitiu a formação dos comitês de bacia [hidrográfica], a cobrança pelo uso da água bruta. Tudo isso, portanto ajudou a definir um modelo de gestão que resultou em muitos avanços. De lá para cá, a partir do primeiro Governo Lula, a Agência Nacional de Águas que seria uma agência reguladora passou a ser um braço do Estado.

Nenhuma agência reguladora nos últimos 18 anos pelo menos exerceu a função de regular [recursos hídricos] com autonomia. Esta é uma questão. E temos o problema do código florestal, que agora está sendo questionado no STF [Supremo Tribunal Federal] por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade porque o Código Florestal teve um parecer contrário de cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Ana, já sob controle do Governo Dilma o Código Florestal foi aprovado por ampla maioria, estimulada principalmente pela bancada do agronegócio. Isso determinou eu diria, um enfraquecimento brutal na capacidade das bacias hidrográficas brasileiras serem resilientes. As regras do Código Florestal enfraqueceram a capacidade destas bacias hidrográficas serem minimamente protegidas, e isso já se manifesta em alguns indicadores de vulnerabilidade, a estiagem assoreamento e outros problemas que vem comprometendo a saúde dos recursos hídricos no Brasil.

O Brasil tem 12 mil rios e córregos é maior país do mundo em quantidade de água doce superficial de rios ou de aquíferos e nós não temos, infelizmente, a garantia de que este patrimônio esteja minimamente protegido. Infelizmente o cenário não é bom neste sentido.

 

Hoje é mais fácil falar do tema sustentabilidade na TV?

Eu não tenho dúvida, hoje é mais fácil. A questão é como a sustentabilidade vem sendo usada também de maneira capciosa por certos grupos que promovem a maquiagem verde, divulgam ações ou campanhas e argumentos que não têm repercussão na prática. Não acontece no mundo real e isso é um problema. Isso acontece no setor público e no setor privado. Então, existem novos desafios e eu acho que ainda estamos muito aquém, mas muito aquém mesmo, de uma contestação frontal a um modelo de desenvolvimento que foi descrito 25 anos atrás na maior conferência da ONU até então, que foi a Rio 92, quando o modelo de desenvolvimento foi descrito nos seguintes termos ‘ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto’, 25 anos depois eu não acho que esta definição tenha perdido o sentido.

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Em 13 anos, Centros de Triagem do Ibama recebem 570 mil animais silvestres

Exemplares são provenientes de tráfico e criação irregular. Pena branda favorece mercado, que no mundo fatura US$ 2,5 bilhões

Deivid Souza / Foto: Ibama

Entre 2002 e 2014, os Centros de Triagem de Animais (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) receberam 568.645 animais silvestres. A grande maioria (64%) dos exemplares destinados aos Cetas é proveniente de apreensões realizadas pelo órgão federal e unidades estaduais de fiscalização. As outras origens dos animais são: entrega voluntária (14%), resgate (13%) e motivo não informado (9%).

A retirada dos animais, muitas vezes, é para o tráfico. Este é um mercado que movimenta cerca de US$ 2,5 bilhões por ano no mundo com a movimentação de cerca de 38 milhões de exemplares. A ganância dos exploradores é cruel, para o comércio de animais vivos, apenas um entre cada dez exemplares retirados da natureza sobrevive. Os dados são de um relatório da Renctas, organização não governamental de proteção da flora. No Brasil, de acordo com o relatório técnico do Cetas, oito entre cada dez animais apreendidos nas fiscalizações são aves.

Apesar do número exorbitante, o volume de animais retirados da natureza parece ser muito maior do que o computado. Existe um descompasso entre o trabalho de apreensão e o balanço dos dados. Os números de 2015 e 2016 ainda não estão fechados. Para este período, até agora consta que foram destinados aos Cetas 24.626 e 21.802 animais para os respectivos anos.

Chefe nacional das Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, explica que desde 2011, a Lei Complementar nº 140 estabeleceu a primazia de fiscalização sobre a fauna para o órgão nacional, mas não impediu os entes federados de também exercerem este papel. “Na verdade, nós atuamos em conjunto não só com as polícias Federal, Militar e Rodoviária Federal, como também temos ações conjuntas com a Polícia Civil e outras instituições”, explica.

Nas alturas

gráfico-cetasNo período do relatório, os números oscilam bastante. Entre 2010 e 2014, há uma aparente tendência de queda, passando de 57.861 para 39.637. Mas 2013 é o ponto fora da curva com mais de 59 mil atendimentos dos Cetas.

Entre 2010 e 2014, a média de animais recebidos pelos Cetas ficou em 52.218 exemplares. O número indica que a pena de detenção de seis meses a um ano e multa, prevista na Lei de Crimes Ambientais – 9.605 de 1998 – não preocupa caçadores e traficantes.

“É preciso reforçar a questão da legislação. Enquanto não tiver a figura do traficante na lei vai continuar difícil, senão impossível coibir o tráfico. Porque, simplesmente eles não se sentem demovidos de continuar com a prática porque dá lucro. É uma punição irrisória, faz-se um TCO (Termo Circunstancial de Ocorrência) e às vezes acontece a troca da pena por uma cesta básica ou algo mais simples”, critica Cabral.

Tragédia

O objetivo dos Cetas é promover a reintegração dos animais ao seu habitat. No entanto, 19,6% dos exemplares acaba indo a óbito. Pouco mais da metade é devolvida à natureza (54,6%). A outra parte é encaminhada para cativeiros e outros destinos. O Ibama possui 22 unidades dos Cetas.

 

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Guia destaca possibilidades de uso de plantas da Região Centro-Oeste

Deivid Souza / Foto: Julcéia Camillo – MMA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disponibilizou a edição digital do livro “Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial – Plantas para o Futuro – Região Centro-Oeste”. O segundo volume de uma série de cinco livros que estão sendo publicados dentro da iniciativa “Plantas para o Futuro” e do Projeto BFN (Biodiversidade para Alimentação e Nutrição).

As publicações têm como objetivo a disseminação de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira, de modo a contribuir para a preservação dos recursos e aproveitamento do valor financeiro desta riqueza. Com isso, espera-se também o desenvolvimento social.

Nas mais de 1,1 mil páginas são demonstradas as características da Região Centro-Oeste e uma análise de várias espécies. O trabalho aponta a distribuição geográfica das espécies, descreve o habitat das mesmas e o mais importante: especifica como podem ser exploradas comercialmente as plantas e frutos.

Um exemplo são os frutos do baru (Dipteryx alata-foto). A espécie é nativa, mas não endêmica do Brasil, de ampla distribuição no bioma Cerrado. O estudo aponta sugestão de uso comercial com a exploração do fruto e sementes, servindo, respectivamente, para retirada de polpa para consumo de sucos e cremes e extração da seiva para possível produção de medicamentos.

Para acessar a publicação completa basta clicar aqui.

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Artigo: Valor do meio ambiente

No Brasil, assim como em muitas partes do mundo, o conceito de que uma área de preservação é um espaço não produtivo ainda resiste. Essa concepção contribui para que espaços naturais sejam devastados.

No entanto, esta ideia é fruto de desconhecimento de todos os serviços que os ecossistemas proporcionam à humanidade. Só para citar alguns exemplos, podemos relacionar: provisão de alimentos, água doce, madeira, produtos químicos, e ainda a regulação do clima, controle de doenças, entre outros benefícios que nos servem.

Isso quer dizer que quando uma floresta está em pé, ela cumpre um papel importante, e os beneficiados somos nós seres humanos. Reconhecer o valor destes serviços é, talvez, o primeiro passo para nos conscientizarmos da necessidade de preservar.

Por outro lado, quando descaracterizamos um ecossistema, estamos roubando de nós mesmos serviços que são essenciais à economia e ao bem estar. Recentemente, uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Goiás (UFG) demonstrou a diferença de temperatura entre uma região privilegiada com áreas verdes e outra carregada de concreto e áreas impermeabilizadas. Um exemplo de regulação do tempo.

Mensurar o valor financeiro de uma área ambiental conservada que contribui para retirar toneladas de CO2 do ar é um desafio para especialistas. Felizmente, a ciência já desenvolveu mecanismos para esta tarefa. Hoje é possível trabalhar com a valoração ambiental, ou seja, mensurar o retorno financeiro de preservar.

Se por um lado enxergar o valor dos serviços pode ser algo ainda latente, as cifras dos prejuízos pela ausência deles são notáveis. O Banco Mundial apurou que os grandes desastres ocorridos entre 2008 e 2011 em Pernambuco, Santa Catarina, Alagoas e Rio de Janeiro provocaram perdas de R$ 15 milhões.

Programas copiados de outros países têm chegado ao Brasil para remunerar quem preserva ecossistemas. Além disso, projetos desenvolvidos na Amazônia têm recebido aporte financeiro. A maioria dessas iniciativas consiste em sustentar monetariamente programas de uso sustentável dos recursos naturais.

Estas áreas ainda são pouco representativas frente ao tamanho dos desafios que temos pela frente. Mas são um bom sinal que a ideia que conservação significa prejuízo está perdendo força.

Deivid Souza é jornalista, editor do site Canal Sustentável e especializando em Gestão e Tecnologias Ambientais (USP)

Artigo publicado no jornal O Popular em 21 de julho de 2017.

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MP sancionada por presidente anistia grilagem

Deivid Souza / Foto: Divulgação Planalto

O presidente Michel Temer sancionou nesta terça-feira (11), sem nenhum veto, a Medida Provisória 759, que permite a regularização de terras públicas invadidas até 2011.

Na prática, a medida anistia a grilagem. Além de conceder tempo maior para a regularização, o tamanho das unidades a serem regularizadas também teve acréscimo, passando de 1,5 mil para 2,5 mil hectares.

A MP que havia sido aprovada no Congresso Nacional aguardava a sanção presidencial. Participaram da cerimônia os ministros Bruno Araújo (Cidades), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Em uma rede social do presidente Michel Temer, foram divulgados vídeos que contam a história de “famílias que serão beneficiadas com o Novo Programa de Regularização Fundiária”, destaca a postagem.

A preocupação após a sanção da MP 759 recai sobre áreas que foram invadidas e desmatadas, mas que agora poderão ser regularizadas e os grileiros isentos do cumprimento de penalidades.

Compostagem

Cartilha ensina como fazer compostagem

Os orgânicos representam cerca de 50% dos resíduos urbanos gerados no Brasil. Apesar disso, apenas 1% desse total é destinado a compostagem. Para popularizar a prática e disseminar conhecimento sobre a reprodução do ciclo dos resíduos orgânicos, está disponível gratuitamente na Internet a publicação Compostagem Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos: Manual de Orientação.

O manual é o primeiro resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2015 entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc/SC) e o Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). A parceria tem por objetivo estabelecer intercâmbio de experiências, informações, material técnico, metodologias e tecnologias referentes à gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos, associada à agricultura urbana e à educação ambiental.

Com linguagem acessível e ilustrações lúdicas, o manual traz técnicas de compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos e aborda o “Método UFSC” (em referência à Universidade Federal de Santa Catarina, onde foi mais estudado e adaptado às condições brasileiras), que consiste em uma estratégia segura e de baixo custo.

Do MMA / Foto: Fernando Angeolleto – MMA