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Incêndios crescem 45% em Goiás

No Brasil, já foram registrados 53 mil focos de incêndio, acréscimo de 65% em relação ao ano anterior

Deivid Souza / Foto: Divulgação Ibama

A quantidade de incêndios em Goiás está 45% que em 2015 no comparativo dos primeiros oito meses do ano. A atuação do fenômeno El Nino nos últimos dois anos que tem como consequência ampliação e maior severidade dos períodos de estiagem são apontados como principais fatores que influenciaram para o acréscimo.

No Brasil, este aumento é ainda maior. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2016 houve um aumento de 65% nos focos de queimadas e incêndios florestais em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados até o dia 5 de agosto apontam que aconteceram mais de 53 mil focos.

Embora as queimadas no Cerrado sejam um fenômeno natural e necessário para sua vida, a ação humana tem colocado em risco o bioma porque muitos dos incêndios fogem do controle e atingem, eventualmente, áreas de preservação ambiental. O fogo no Cerrado é necessário para a renovação do bioma. Algumas sementes, por exemplo, precisam ser submetidas a altas temperaturas para que germinem, o que só acontece com as queimadas.

Prevenção

O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, divulgou que neste ano foram contratados 834 brigadistas, que estão atuando em 50 brigadas distribuídas por 18 estados, sobretudo na região Noroeste do Brasil, fronteira do Cerrado com a Amazônia, no chamado arco do desmatamento.

reunião produtores

Mudança no regime de chuvas volta a castigar produtores em Goiás

Período de chuva estendido já deixou prejuízos para agricultores que plantaram milho

Deivid Souza / Foto: Larissa Melo – Faeg

A antecipação do período de estiagem em Goiás já deixou marcas na memória dos produtores. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) municípios goianos já perderam 40% da produção de milho por causa da seca. O Estado tem plantados 1,23 milhão de hectares de milho.

Abril, que geralmente é um mês com volume de chuvas considerável teve mais de 20 dias de seca. “O produtor que plantou em março para que a planta se desenvolvesse teve prejuízos”, explica o assistente técnico da Faeg, Cristiano Palavro.

No entanto, quem semeou em fevereiro ou no mês de abril deverá ter resultados melhores. Ainda não é possível falar em alta no preço do produto porque outros fatores mercadológicos influenciam no valor de venda do milho. Por causa da estiagem antecipada, lavouras de feijão também foram afetadas, mas o volume de plantio é bem menor e os prejuízos também são menos significativos.

A maior preocupação talvez fique por conta do gado. Com um mês a mais de estiagem, a alimentação do gado ficará mais escassa. Sendo assim, os produtores vão precisar de complementar a alimentação do gado ou até reduzir a velocidade de engorda. Mas para Palavro isso não significará encarecimento para o consumidor final. “Esse é um efeito bastante indireto porque o preço ao consumidor final ainda tem algumas etapas até chegar nele. Tem outros fatores que vão influenciar”, explicou ao Canal Sustentável o assistente.

Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) referentes à chuva revelam que o último período chuvoso foi melhor que o anterior. No entanto, algumas regiões do Estado tiveram menos chuva e poderão sofrer mais com a estiagem prolongada. “A Região Norte, município de Posse, por exemplo, sofreu com o início da chuva atrasado. Geralmente, o período de chuva deles já é mais atrasado que para nós, e esse ano foi bem curto o período deles, foi menor que o nosso”, comenta a chefe do Inmet em Goiás, Elizabete Ferreira.

Elizabete revela que os dados do Estado são semelhantes aos da Capital. Os dados apontam que, apesar de alguns meses com chuvas abaixo do esperado, meses como janeiro e fevereiro superaram as expectativas.

Volume de chuvas em Goiânia

2014/2015 (mm) 2015/2016 (mm) esperado (mm)
outubro 69,2 18,2 166,9
novembro 182,9 354,8 219,0
dezembro 339,0 207,7 258,8
janeiro 73,6 484,8 266,8
fevereiro 224,0 155,4 214,8
março 312,5 156,2 206,8
abril 204,2 * 118,9

Até 26/4 não havia chovido na Capital

Fonte: INMET

Acordo do clima

Mudanças climáticas ameaçam saúde pública

Informação foi divulgada nesta quarta-feira por um relatório dos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos publicou nesta quarta-feira (5) os resultados de um estudo que conclui que as alterações climáticas terão efeitos nocivos na saúde pública da população nas próximas décadas.

Desenvolvido durante três anos por órgãos federais, o estudo mostra que no verão de 2030 serão registradas cerca de 11 mil mortes, em comparação com os números atuais, por causa do “calor extremo”, e que em 2100 o número de mortes devido às altas temperaturas chegará a 27 mil, caso não seja feito um esforço “acelerado” para conter as alterações climáticas.

A Casa Branca citou o aumento das doenças transmitidas por insetos e a redução do valor nutricional dos alimentos como exemplos de perigos derivados das mudanças climáticas para os seres humanos.

“A necessidade de passar à ação contra as alterações climáticas é muito explícita quando se olha para a saúde pública. Não se trata apenas dos glaciares e dos ursos polares. É sobre a saúde dos nossos filhos”, disse, na apresentação do estudo, a administradora da Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos, Gina McCarthy.

O relatório mostra ainda a necessidade de ir além dos acordos alcançados em Paris, em dezembro do ano passado, por quase 200 países em relação à luta contra as alterações climáticos, ao considerar que eles são insuficientes para evitar grande parte das consequências.

Da Agência Brasil / Foto: PNUMA

 

Foto: Paulo de Araújo/MMA

Rock in Rio vai plantar um milhão de árvores na Amazônia

Serão investidos R$ 28 milhões na iniciativa pela franquia

Nos próximos três anos, 1 milhão de árvores serão plantadas na floresta amazônica. A iniciativa é do Rock in Rio, que escolheu Manaus para a realização de um evento da marca, o Amazônia Live.

O projeto foi criado para chamar a atenção do mundo sobre o aquecimento global e colaborar com o reflorestamento das áreas mais degradadas da região e a arborização da capital amazonense.

O evento foi anunciado nessa segunda-feira (4) no Rio de Janeiro e será realizado em Manaus no final de agosto. O Amazônia Live vai marcar a contagem regressiva até o Rock in Rio 2017.

Um palco flutuante será montado no Rio Negro, próximo a um hotel de selva. Haverá a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira, acompanhada por um coro de 12 vozes e pelo tenor Saulo Laucas. O artista é cego e autista e vai cantar junto com o tenor Plácido Domingo.

Outro palco será instalado na praia da Ponta Negra, onde a cantora Ivete Sangalo fará um show gratuito.

O Amazônia Live não vai gerar custos para o município. O investimento, de cerca de R$ 28 milhões, ficará por conta da marca Rock in Rio. A ideia do evento partiu da própria prefeitura de Manaus e foi apresentada aos organizadores. Para o prefeito Artur Virgílio Neto, a iniciativa, além de ser socioambiental, dá mais visibilidade ao turismo da região.

“Um projeto grandioso, que junta sustentabilidade, com business forte, por causa do envolvimento de empresários. Ganharemos como marca turística, ganharemos como marca de futura meca do turismo internacional ecológico. Lutamos dois anos para que esse momento chegasse. Oferecemos Manaus como palco de um belíssimo espetáculo que só poderia ser feito mesmo aqui, com as características de floresta, o Rio Negro e o povo afável que temos”, declarou o prefeito.

Segundo o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, o número de árvores plantadas na Amazônia pode chegar a 3 milhões por meio do projeto. “Eu sinto que as pessoas não sabem como ajudar. E o Rock in Rio vai explicar como ajudar. A gente está assumindo o compromisso hoje de plantar 1 milhão de árvores, mas o Banco Mundial já anunciou outro milhão, nós temos alguns clientes e vamos chegar fácil aos 3 milhões de árvores plantadas em um investimento todo feito pela iniciativa privada”, afirmou Medina.

De acordo com o Instituto Sociambiental (ISA), parceiro do projeto, um mix de sementes chamado de muvuca será utilizado para o plantio das árvores e vai reproduzir o processo natural da floresta. “A técnica utiliza semeadura direta e a experiência de plantadores de árvores do Xingu-Araguaia e prova que plantar as sementes diretamente no chão, no seu local definitivo, é o melhor método para a maioria dos tipos de árvores”, informou o insituto.

Uma campanha publicitária também vai ser lançada com mensagem de alerta sobre a importância do consumo consciente dos recursos naturais do planeta. Haverá ainda mobilização nas redes sociais, convidando cada pessoa a plantar uma árvore na Amazônia.

O Rock in Rio foi criado em 1985 e é considerado o maior evento de música e entretenimento do mundo.

Da Agência Brasil/ Foto: Paulo de Araújo/MMA

Foto: Agência Brasil

Para Nasa, 2015 é o ano mais quente da história

Temperatura média foi 0,13ºC superior à de 2014. Ano do recorde batido

A média da temperatura global em 2015 foi a mais alta já registrada desde o início da medição das temperaturas na superfície da Terra, em 1880. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Nasa e confirmada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que chegaram a essa conclusão em estudos independentes.

A temperatura média global no ano passado superou o recorde anterior, de 2014, em 0,13 °C. A Nasa informou que o recorde de 2015 acompanha a tendência de aquecimento observada nos últimos anos. Segundo a agência espacial, de 2001 para cá, ocorreram 15 dos 16 anos mais quentes já registrados na história.

A temperatura média do planeta subiu 1°C desde o final do século 19, aumento atribuído em grande medida às emissões de dióxido de carbono e outros gases resultantes da atividade humana na atmosfera.

Segundo a agência espacial, fenômenos como El Niño, com forte efeito no aquecimento das águas do Oceano Pacífico, ao longo do ano passado, podem contribuir com variações temporárias da temperatura média global.

No entanto, o especialista Gavin Schmidt, que dirigiu a análise da Nasa, diz que 2015 foi um ano notável mesmo no contexto do El Nino. “As temperaturas do ano passado tiveram, sim, influência de El Niño, mas é o efeito cumulativo da tendência de longo prazo que resultou no registro de aquecimento que estamos vendo”, afirma Schmidt, em declaração publicada no no site da Nasa.

As análises da Nasa têm por base medições feitas em 6.300 estações meteorológicas, navios e boias de temperatura nos oceanos, além de estações de pesquisa da Antártida. As medições brutas são analisadas com o uso de um algoritmo que leva em conta a distância entre as estações em todo o mundo e os efeitos do aquecimento urbano, que poderiam distorcer os resultados.

Os cientistas da NOAA baseiam-se nos mesmos dados brutos de temperatura, mas usam métodos diferentes para analisar as temperaturas globais.

Da Agência Brasil