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Carvoaria

Fiscais fecham carvoaria ilegal em Goiás

Equipes da Superintendência de Licenciamento e Qualidade Ambiental da Secretaria das Cidades e Meio Ambiente (Secima), por meio do grupo que gerencia o sistema de controle de produtos florestais realizou entre os dias 29 de maio a 03 junho, a “Operação Atalaia”.

O objetivo foi combater o desmatamento ilegal, infrações contra o sistema oficial de controle de produtos florestais – Sistema DOF e demais atividades utilizadoras de recursos naturais que funcionam de forma clandestina nos municípios próximos a região do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros.

Segundo o Gestor Estadual do Sistema de Controle de Produtos Florestais (DOF) e Analista Ambiental da Secima, Heber da Fonseca, no município de Niquelândia, foram fiscalizadas 09 carvoarias ilegais. Duas estão funcionando de forma irregular perante ao Sistema DOF. Foram lavrados Autos de Infração no total de R$ 600 mil, embargo e interdição das atividades e apreensão de veículos utilizados nas infrações.

“As ações de fiscalização relacionadas a fraudes no Sistema DOF e atividades ilegais que dependem de controle via sistema, serão intensificadas e já estão previstas para serem realizadas neste ano em conjunto com outros órgãos do estado e da federação”, esclarece Heber Fonseca.
A “Operação Atalaia”  foi realizada em conjunto com o IBAMA.

Da Secima

Acordo do clima

Nuvem de poluição provoca caos na China

Névoa fecha aeroportos na China e bloqueia estradas

Uma densa névoa cobre hoje (4) o norte e centro da China, deixando estradas bloqueadas e voos atrasados. A polícia de trânsito em Beijing fechou várias seções de rodovias, incluindo as rotas que ligam a capital com Harbin, no nordeste, Shanghai no leste e Tianjin. As informações são da agência de notícias Xinhua.

Na Província de Henan, no centro da China, a visibilidade no Aeroporto Internacional de Xinzheng de Zhengzhou era de apenas 50 metros na manhã desta quarta-feira (4), atrasando voos. Quase 180 voos no aeroporto foram cancelados nos últimos dois dias.

Muitas regiões na China estão sob forte poluição desde a última sexta-feira, o que tem causado transtornos no trânsito.
Beijing estendeu no domingo seu alerta laranja para a grave poluição do ar até a meia noite da quarta-feira.

O observatório nacional da China emitiu na terça-feira um alerta vermelho de nevoeiro e renovou um alerta laranja de smog em diversas regiões no norte, leste e centro do país.

A China possui um sistema classificado em cores de quatro níveis para tempo severo, com vermelho indicando o mais grave, seguido por laranja, amarelo e azul.

Da Agência Brasil

Acordo do clima

Acordo do Clima entra em vigor

Acordo do clima tem objetivo de estabilizar aquecimento global em menos de 2°C

Deivid Souza

O Acordo de Paris, mais conhecido como acordo do clima, contra a mudança do clima entrou em vigor nesta sexta-feira (4). Todos os países que o ratificaram têm a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2oC em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5oC.

No entanto, essa meta só será alcançada se população, empresas e organizações civis se engajarem na causa. A maioria das emissões brasileiras são originárias do desmatamento, ou seja, para reduzir os índices de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) o Brasil precisa atacar a derrubada de nossas florestas.

O aumento da eficiência energética, implementação de tecnologias agrícolas também são medidas urgentes e necessárias para o Planeta.

 

Viva o Acordo de Paris. Mas não há tempo de comemorar: a hora é de agir.

Foto: Agência Brasil

Opinião: Com dados disponíveis, é hora de se prepar para mudança climática

Pela primeira vez, pesquisadores brasileiros identificaram quantitativa e qualitativamente os efeitos das mudanças climáticas, apontando, regionalmente, as consequências para agricultura, biomas, recursos hídricos, energias renováveis, desastres naturais, saúde, entre outros.

A publicação Modelagem Climática e Vulnerabilidades Setoriais à Mudança no Clima no Brasil é fruto do trabalho de cientistas das mais diversas áreas do conhecimento de diversificadas instituições de ensino e pesquisa.

O trabalho descobriu, por exemplo, que a produção da soja, responsável por metade das exportações do estado de Goiás, poderá cair até 80% até o ano de 2085, caso as previsões se confirmem. Além disso, culturas como milho, feijão, arroz e trigo também devem enfrentar uma redução nas áreas de plantio consideradas de baixo risco de perdas. Para as cidades, o risco de enchentes e inundações apresenta variação entre os anos de 2008 e 2030 na faixa dos 46%.

Com este cenário amedrontador as políticas públicas e ações privadas precisam avançar mais rapidamente junto à sustentabilidade. No caso da agricultura, estão em curso várias pesquisas que podem facilitar a adaptação de culturas à redução das chuvas e aumento das temperaturas. Uma delas, vai entregar ao mercado uma variação genética do milho com raízes maiores para que a planta tenha condições de buscar hidratação mais profundamente.

Na contramão da realidade, municípios brasileiros ignoram o perigo. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que metade dos municípios brasileiros não tinha nenhum mecanismo para prevenir e enfrentar desastres naturais.

Com tantas informações disponíveis, o desafio agora é, sem perder de vista a busca pela sustentabilidade, planejar ações tanto no meio urbano quanto rural para minimizar as os danos que o aquecimento global trará.

Razões para isso não faltam, mas além do planejamento, as ações precisam ser implementadas rapidamente.
Deivid Souza é jornalista e aluno do MBA Gestão e Tecnologias Ambientais (USP)

*Artigo publicado no jornal O HOJE em

incendio

Incêndios crescem 45% em Goiás

No Brasil, já foram registrados 53 mil focos de incêndio, acréscimo de 65% em relação ao ano anterior

Deivid Souza / Foto: Divulgação Ibama

A quantidade de incêndios em Goiás está 45% que em 2015 no comparativo dos primeiros oito meses do ano. A atuação do fenômeno El Nino nos últimos dois anos que tem como consequência ampliação e maior severidade dos períodos de estiagem são apontados como principais fatores que influenciaram para o acréscimo.

No Brasil, este aumento é ainda maior. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2016 houve um aumento de 65% nos focos de queimadas e incêndios florestais em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados até o dia 5 de agosto apontam que aconteceram mais de 53 mil focos.

Embora as queimadas no Cerrado sejam um fenômeno natural e necessário para sua vida, a ação humana tem colocado em risco o bioma porque muitos dos incêndios fogem do controle e atingem, eventualmente, áreas de preservação ambiental. O fogo no Cerrado é necessário para a renovação do bioma. Algumas sementes, por exemplo, precisam ser submetidas a altas temperaturas para que germinem, o que só acontece com as queimadas.

Prevenção

O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, divulgou que neste ano foram contratados 834 brigadistas, que estão atuando em 50 brigadas distribuídas por 18 estados, sobretudo na região Noroeste do Brasil, fronteira do Cerrado com a Amazônia, no chamado arco do desmatamento.

boi

Walmart pretende controlar procedência de 100% da carne bovina até 2017

Empresa divulga política em que se compromete a não comprar carne bovina produzida em áreas desmatadas

Deivid Souza / Foto: Seapa

O Walmart Brasil divulgou nesta quarta-feira (25) uma política na qual se compromete a não comercializar carne originária de áreas de desmatamento. A empresa, assim como outras grandes varejistas do Brasil, vinha sofrendo pressões de ONG’s para adotar a medida.

O compromisso divulgado pela rede estabelece, entre outras medidas, que os fornecedores respeitem a legislação ambiental e trabalhista. Os fornecedores que tenham áreas embargadas pelo IBAMA serão vetados. A expectativa da rede varejista é que até 2017, 100% da carne bovina seja monitorada.

Greenpeace

Em 2015, o Greenpeace publicou um relatório sobre a análise das políticas de compra de carne bovina da Amazônia das grandes redes de varejo do Brasil. Os resultados ainda estão disponíveis no site da ONG e há uma campanha em andamento pressionando outros varejistas a melhorarem a política de compra de carne bovina no País.

Análise

Em 2009, um grande escândalo colocou na berlinda os maiores frigoríficos do País, e por consequência, as grandes redes varejistas. Eles foram denunciados por uma ONG por comercializar carne bovina produzida em área de desmatamento na Amazônia.

Na época, várias empresas se comprometeram publicamente a acompanhar a origem da carne para evitar o desmatamento na Amazônia. O Walmart e outros varejistas chegaram a suspender temporariamente a compra de vários fornecedores até que a situação fosse esclarecida.