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29/09/2015 - Recife - PE - O governador Paulo Camara, durante  Inauguração do Complexo Santa Brígida, empreendimento de R$ 864 milhões, mais do que duplicará a participação energética oriunda dos ventos no EstadoFotos: Aluísio Moreira/SEI

Brasil é um dos maiores investidores em energia renovável

Investimento do País foi calculado em cerca de 7 bilhões de dólares

Investimentos em energias renováveis atingiram o valor de 286 bilhões de dólares em 2015. O montante é um dos mais altos já registrados e foi, pela primeira vez, maior que o dobro do registrado para os recursos gastos com carvão e gás.

Além de quebrar este recorde, 2015 também foi o primeiro ano em que países em desenvolvimento investiram mais em energias limpas do que as nações desenvolvidas. O Brasil esteve entre os dez maiores investidores do mundo.

As informações são de um novo relatório publicado na sexta-feira (25) e elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o organismo de Finanças de Nova Energia da Bloomberg (BNEF) e o Centro de Colaboração para o Clima e o Financiamento de Energia Sustentável da Escola de Frankfurt e da agência da ONU.

A pesquisa revela que fontes renováveis geraram 134 gigawatts adicionais em 2015, em comparação com os 106 GW produzidos em 2014. O valor equivale a 54% de toda a potência energética adicional produzida no ano passado. Essa quantidade de energia limpa impediu que 1,5 gigatonelada de gás carbônico fosse liberada na atmosfera. Desde 2004, países teriam investido 2,3 trilhões de dólares em energias renováveis.

Somados, os investimentos da China, Índia e Brasil – os “três gigantes” – registraram um aumento de 16% em 2015, alcançando 120,2 bilhões de dólares. A China responde pela maior fatia deste volumoso orçamento – quase 100 bilhões.

Recursos do Brasil foram calculados em cerca de 7 bilhões de dólares. A maior parte dos investimentos foi destinada à produção de energia eólica (U$ 5,7 bilhões). Estimativas indicam que esse tipo de energia produziu dois gigawatts a mais em 2015 para o país.

Também no ano passado, pela primeira vez, os projetos brasileiros em energia solar alcançaram a casa das centenas de milhões, chegando a 657 milhões de dólares. Segundo o relatório, isso poderia indicar o início de um novo grande mercado para o uso de placas fotovoltaicas.

BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi citado pela pesquisa como o quarto banco de desenvolvimento mais ativo do mundo no setor de financiamento de projetos de energia limpa.

O organismo brasileiro informou ao PNUMA e às outras instituições responsáveis pela pesquisa que emprestou o equivalente a 1,8 bilhão de dólares para iniciativas envolvendo energia eólica.

Quando considerados os investimentos globais, o documento mostra que as energias solar e eólica dominaram a produção limpa em 2015, gerando 118 gigawatts do total. Esse cálculo do PNUMA excluiu os valores associados a grandes hidrelétricas.

O uso de biomassa, de energia geotermal, de resíduos e de pequenas hidrelétricas produziu quantidades mais modestas de potência de acordo com a pesquisa.

“O acesso à energia limpa e moderna é de enorme valor para todas as sociedades, mas especialmente em regiões onde a energia confiável pode oferecer profundas melhorias para a qualidade de vida, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade ambiental”, afirmou o diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner.

Acesse o estudo do PNUMA na íntegra, em inglês, clicando aqui.

Da Agência ONU/ Foto: SEI / FotosPúblicas – Aluísio Moreira

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

ONU discute financiamento para economia verde

Enquanto estudos são realizados, países como a China já desenvolvem projetos

Um dos pontos mais delicados do acordo climático celebrado na COP21, em Paris, começa a

andar. Trata-se do financiamento das iniciativas que vão contribuir a transição para a economia

de baixo carbono.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), 2016 será o “Ano do Financiamento Verde”.

Neste momento, as discussões se voltam para estudos que visam levantar quais as reais

necessidades de capital para medidas de mudança.

A China estabeleceu um grupo de estudos de Financiamento Verde no G20 para ser

copresidido pelo Banco Popular da China e pelo Banco da Inglaterra, com o PNUMA atuando

como Secretariado. Muitos outros países estão se direcionando para progressos em escala

nacional e global.

A Pesquisa do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) relativa ao Plano de um

Sistema Financeiro Sustentável (UNEP Inquiry), está realizando dois eventos em Londres e

Washington D.C. para discutir as suas descobertas e as oportunidades históricas que se

apresentam.

Foi lançado nesta (14) em Londres, no Reino Unido, o relatório do PNUMA chamado ‘O

Sistema Financeiro que Necessitamos – Harmonização do Sistema Financeiro com o

Desenvolvimento Sustentável’.

O assunto também foi discutido nesta sexta-feira (15) em Washington D.C. nos Estados

Unidos.

Deivid Souza, com agência ONU