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Programa investe R$ 6,6 milhões para preservar Cerrado

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a organização não governamental Conservation International lançaram na segunda-feira (7), em Brasília, o projeto “Reduzindo o Desmatamento na Cadeia Produtiva de Soja”. Com investimentos de 6,6 milhões de dólares, iniciativa visa promover padrões sustentáveis na exploração da commodity, em regiões do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde predomina o bioma cerrado.

“Por meio desse projeto, pretendemos criar uma visão comum para a expansão e a produção no Cerrado brasileiro”, anunciou o diretor de país do PNUD, Didier Trebucq, no evento, que marcou não apenas o início da iniciativa, como também a abertura de um workshop de dois dias, encerrado na terça-feira (8), na Casa da ONU, na capital federal.

O Cerrado brasileiro é o segundo maior bioma da América do Sul. Berço das três maiores bacias hidrográficas da região e um polo mundial de biodiversidade, esse ecossistema abriga povos e comunidades tradicionais que sobrevivem do manejo dos recursos naturais. No entanto, o Cerrado é o bioma nacional com menor porcentagem de unidades de conservação, tanto de uso integral — apenas 2,8% de seu território —, quanto de uso sustentável — 5,3%.

Com duração prevista de três anos, a iniciativa do PNUD atuará diretamente em dez municípios no Tocantins e na Bahia. Nessas cidades, a produção agrícola incluirá critérios socioambientais que estimulem a promoção e a reprodução de boas práticas. A área visada pelo programa é conhecida pela sigla MATOPIBA, usada para indicar as zonas de produção ao longo da fronteira entre os dois estados e também entre Maranhão e Piauí.

O projeto também prevê o desenvolvimento de técnicas de restauração de áreas degradadas e desmatadas. Ferramentas deverão ter potencial de replicação em outras partes do País, além de estarem alinhadas ao cumprimento das metas firmadas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.

Combinadas ao planejamento de corredores ecológicos e zoneamento, o PNUD afirma que as estratégias do programa promoverão as parcerias necessárias para o desenvolvimento sustentável da região, numa coalizão entre sociedade civil organizada, setor produtivo local e governos em todas suas esferas. O workshop realizado em Brasília reuniu representantes desses três setores que estarão à frente da iniciativa.

A implementação do projeto ficará a cargo da Conservation International, que trabalhará em parceria com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), a Fundação de Apoio à Pesquisa para o Corredor de Exportação Norte (FAPCEN), a Associação de Agricultores e Irrigantes de Bahia (AIBA) e a Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado do Tocantins (FAET).

Da ONU / Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

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Guia destaca possibilidades de uso de plantas da Região Centro-Oeste

Deivid Souza / Foto: Julcéia Camillo – MMA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disponibilizou a edição digital do livro “Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial – Plantas para o Futuro – Região Centro-Oeste”. O segundo volume de uma série de cinco livros que estão sendo publicados dentro da iniciativa “Plantas para o Futuro” e do Projeto BFN (Biodiversidade para Alimentação e Nutrição).

As publicações têm como objetivo a disseminação de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira, de modo a contribuir para a preservação dos recursos e aproveitamento do valor financeiro desta riqueza. Com isso, espera-se também o desenvolvimento social.

Nas mais de 1,1 mil páginas são demonstradas as características da Região Centro-Oeste e uma análise de várias espécies. O trabalho aponta a distribuição geográfica das espécies, descreve o habitat das mesmas e o mais importante: especifica como podem ser exploradas comercialmente as plantas e frutos.

Um exemplo são os frutos do baru (Dipteryx alata-foto). A espécie é nativa, mas não endêmica do Brasil, de ampla distribuição no bioma Cerrado. O estudo aponta sugestão de uso comercial com a exploração do fruto e sementes, servindo, respectivamente, para retirada de polpa para consumo de sucos e cremes e extração da seiva para possível produção de medicamentos.

Para acessar a publicação completa basta clicar aqui.

Piar da juriti

Livro sobre Cerrado é a dica de leitura para fim de semana

Uma viagem pelo tempo no Cerrado. Esta é a proposta do livro O piar da Juriti Pepena – Narrativa Ecológica da Ocupação Humana do Cerrado –dos autores: Altair Sales Barbosa, Pedro Ignácio Schmitz S.J., Antônio Teixeira Neto e Horieste Gomes.

O título conta como foi o processo de formação do bioma Cerrado, lista vários animais que povoaram este espaço no passado, lista tribos que habitaram o local, frutas e muito mais. O exemplar é uma oportunidade de entender porque o Cerrado é dono de tamanha biodiversidade, aprender um pouco de história e cultura do Centro-Oeste.

Um dos autores, Altair Sales, dedicou a vida a pesquisar o Cerrado. Hoje professor aposentado da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), é uma das maiores autoridades mundiais no bioma. Vale lembrar, ele é o idealizador do Memorial do Cerrado, que já falamos aqui outras vezes.

O livro é rico em figuras, e isso é importante para compreender como se deu o processo de amadurecimento do bioma.  O título é da Editora PUC-Goiás, onde comprei o meu.  Boa leitura!

Por Deivid Souza

Livraria PUC-GO: 62 3946 1080.

Carvoaria

Fiscais fecham carvoaria ilegal em Goiás

Equipes da Superintendência de Licenciamento e Qualidade Ambiental da Secretaria das Cidades e Meio Ambiente (Secima), por meio do grupo que gerencia o sistema de controle de produtos florestais realizou entre os dias 29 de maio a 03 junho, a “Operação Atalaia”.

O objetivo foi combater o desmatamento ilegal, infrações contra o sistema oficial de controle de produtos florestais – Sistema DOF e demais atividades utilizadoras de recursos naturais que funcionam de forma clandestina nos municípios próximos a região do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros.

Segundo o Gestor Estadual do Sistema de Controle de Produtos Florestais (DOF) e Analista Ambiental da Secima, Heber da Fonseca, no município de Niquelândia, foram fiscalizadas 09 carvoarias ilegais. Duas estão funcionando de forma irregular perante ao Sistema DOF. Foram lavrados Autos de Infração no total de R$ 600 mil, embargo e interdição das atividades e apreensão de veículos utilizados nas infrações.

“As ações de fiscalização relacionadas a fraudes no Sistema DOF e atividades ilegais que dependem de controle via sistema, serão intensificadas e já estão previstas para serem realizadas neste ano em conjunto com outros órgãos do estado e da federação”, esclarece Heber Fonseca.
A “Operação Atalaia”  foi realizada em conjunto com o IBAMA.

Da Secima

Fica 2017

Festival de cinema ambiental começa no próximo dia 20

Deivid Souza
A décima nona edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2017) será realizada entre os dias 20 e 25 de junho na cidade de Goiás. A mostra que se concretizou como uma das mais importantes no mundo, no segmento ambiental promove este ano uma reflexão sobre a qualidade de vida nos centros urbanos como o tema: Cidades Sustentáveis.

Como tem acontecido nos últimos anos, o Fica tem dado mais foco para o cinema, em detrimento das atrações artísticas. Em 2017 serão oito mostras de cinema e 25 filmes competindo só na oficial. O número de lugares e as horas de projeção, que  serão em DCP (Digital Cinema Package), foram ampliados.

Esse ano, a abertura do Fica será com o filme Caminho do Mar, dos diretores Bebeto Abrantes e Juliana Albuquerque. O filme faz sua estreia mundial e sua primeira exibição será na cidade de Goiás. A produção fala sobre o Paraíba do Sul, um rio desconhecido e estratégico para o Brasil.

Césio 137

Além da Mostra Competitiva, Mostra ABD Cine Goiás, Mostra Paralela e Fica Animado, Mostra Infantil de Filmes com Áudio Descrição ( inclusiva) e da Mostra da UEG, a programação terá uma mostra especial sobre a água em parceria com a Saneago, e a Mostra Uranium, em memória dos 30 anos do acidente com o Césio 137.

O Fica 2017 terá a presença da atriz Dira Paes, do jornalista André Trigueiro (Globo News), que vai lançar o livro Cidades e Soluções, e de grandes cineastas e ambientalistas. O júri da Mostra Competitiva será composto apenas por mulheres,  grandes profissionais como Ilda Santiago, Marília Rocha, Sandra Kogut, Dora Jobim e a norte-americana Michelle Stethenson.​

O Fica é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

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Projeto garantirá investimentos para o Cerrado

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, assinou nesta segunda-feira (22), acordo que destinará US$ 32,48 milhões para o Cerrado. Os recursos são provenientes do Programa de Investimentos em Florestas (FIP), administrado pelo Banco Mundial.  A contrapartida do Ministério do Meio Ambiente (MMA) é equivalente a US$ 17,52 milhões, o que totaliza orçamento de US$ 50 milhões. A medida apoiará a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em oito estados e no Distrito Federal.

A iniciativa garantirá, entre outras, a recuperação de reservas legais e áreas de preservação permanente em propriedades rurais familiares.  “O contrato de financiamento aposta no potencial do país para combater o desmatamento e promover a regularização ambiental dos imóveis rurais e o desenvolvimento sustentável, fomentando a agricultura, tão importante para nossa economia”, afirmou Sarney Filho. O projeto é aplicado na região de maior produtividade agrícola do país.

O ministro destacou a importância do CAR para a recomposição de paisagens florestais no Cerrado e para o combate ao desmatamento. Segundo ele, o banco de dados do cadastro pode subsidiar políticas capazes de promover a sustentabilidade no país. “É preciso encontrar meios de que os serviços ambientais possam valer mais do que as tradicionais maneiras de uso dos nossos biomas”, declarou Sarney Filho.

Gestão das Florestas

O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, ressaltou o trabalho conjunto da instituição com o MMA. “Essa parceria vai fortalecer a o CAR, que é uma política de extrema importância para a gestão das florestas brasileiras, principalmente no bioma Cerrado”, explicou Raiser. Nesse sentido, o projeto fortalecerá a capacidade das agências ambientais estaduais na implementação do cadastro, por meio da integração dos sistemas de informações.

O projeto abrangerá, ao todo, 47 municípios em Tocantins, Maranhão, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no Distrito Federal. A expectativa é que as propriedades rurais familiares da região sejam registradas para que adotem medidas de recuperação das áreas degradas. Com isso, a medida contribuirá, também, para o alcance das metas assumidas pelo país para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

A cerimônia de assinatura contou com a participação do secretário executivo do MMA, Marcelo Cruz, dos secretários Edson Duarte (Articulação Institucional e Cidadania Ambiental), José Pedro de Oliveira Costa (Biodiversidade) e Jair Tannús (Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental), do diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, e do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski.

O projeto

O projeto é financiado pelo Fundo Estratégico do Clima (SCF), associado ao FIP, e tem vencimento de 40 anos e 10 anos de carência.

Veja as ações previstas:

– Fortalecimento da capacidade das agências ambientais estaduais para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR);
– Registro das propriedades rurais familiares em municípios selecionados;
– Apoio à recuperação de Reservas Legais e APPs de propriedades rurais familiares.

Do MMA