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Fica 2017

Documentários lideram inscrições no Fica 2017

Entre os filmes inscritos, 190 são nacionais e 175 internacionais

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – Fica 2017 – recebeu 365 filmes, sendo 190 nacionais e 175 internacionais. Agora, eles passam pela seleção de um júri especializado e as melhores obras ambientais serão exibidas na Mostra Competitiva do festival e vão concorrer a R$ 280 mil em prêmios, a maior premiação do gênero na América Latina.

O número de filmes recebidos esse ano superou o do ano passado, quando o Fica 2016 recebeu 356 obras. Os documentários continuam sendo o gênero que mais envia filmes para o festival. Esse ano, o Fica recebeu a inscrição de 234 documentários, 74 obras de ficção e 55 obras de animação.

Entre os filmes inscritos, 190 são nacionais e 175 internacionais. No total, o Fica 2017 recebeu filmes de 22 estados brasileiros e de 46 países.

Entre os nacionais, Goiás foi o que enviou o maior número de produções, com 45 filmes, seguido por São Paulo (29), Rio de Janeiro (23) e Minas Gerais (14). Entre os internacionais, o maior número de inscritos vem da França, com 27 filmes, seguidos pela Alemanha (16), Rússia (18) e Estados Unidos (13).

O Fica é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). A edição 2017 traz o tema Goiás Patrimônio da Humanidade, celebrando os 15 anos do título concedido ao município pela Unesco. O festival vai ser realizada de 20 a 25 de junho, na Cidade de Goiás.

Da Seduce

plantio de espécies nativas

Universidade recupera nascentes no interior de Goiás

Pesquisadores avaliaram a região e auxiliaram a comunidade local na plantação de centenas de espécies nativas

Um projeto de pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) promoveu a recuperação de 12 nascentes do Ribeirão Invernadinha, localizado no assentamento Três Pontes, município de Perolândia, 420 km de Goiânia. Os pesquisadores avaliaram a região com o objetivo de entender o uso da mata pelos pequenos produtores, promoveram ações de conscientização junto aos proprietários das terras e, em parceria com eles, plantaram centenas de espécies nativas. Toda a experiência foi relatada em um livro lançado em fevereiro deste ano.

O local, afetado pela monocultura de soja e cana-de-açúcar, é composto por 43 lotes de famílias há 16 anos assentadas. “O cenário inicialmente encontrado foi de degradação da mata no entorno das nascentes, que consequentemente impacta o volume dos recursos hídricos”, conta a coordenadora do projeto, professora da Escola de Veterinária e Zootecnia, Raquel Maria de Oliveira. Atualmente, os pequenos produtores acompanham o crescimento das espécies do Cerrado e o adensamento da mata que protege as nascentes.

O trabalho de recuperação das nascentes do Ribeirão visa também contribuir para a manutenção da vazão do Rio Claro “De 2012 a 2016 houve uma diminuição considerável do volume do rio”, afirma a professora, que alerta para a necessidade de outras ações de conservação e recuperação do Cerrado para garantir a recarga dos cursos d’água na região: “A localidade está ilhada e suprimida em meio aos mosaicos de monoculturas”.

Troca de saberes

O projeto de pesquisa, formado por quatro professores, quatro mestrandos e um aluno de iniciação científica, possibilitou a troca de saberes entre o campo e a universidade. Os pesquisadores tiveram a oportunidade de aprender com os pequenos produtores que, por sua vez, tiveram acesso aos estudos que contribuíram para a conscientização da conservação da água. “A experiência fora sala de aula permitiu a vivência no campo e o aumento do conhecimento da vegetação, animais, terra e clima”, afirmou o professor Paulo Hellmeister, um dos pesquisadores do projeto.

Iniciada em 2013, a pesquisa também fez o mapeamento do perfil do produtor rural do assentamento Três Pontes, levantamento florístico e o monitoramento do crescimento das mudas. Esse ano, em parceria com a prefeitura de Perolândia, o projeto vai fazer a entrega de um viveiro de mudas e sementes, que serão disponibilizadas aos produtores rurais. A experiência foi relatada no livro Conservando as árvores na mata, a água no rio e o homem na terra, lançado  em 23 de fevereiro.

Da UFG / Foto: UFG

cerrado

MMA discute proteção do Cerrado com indígenas

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, recebeu representantes da Mobilização de Povos Indígenas do Cerrado (MOPIC) para discutir ações de conservação ambiental no Cerrado brasileiro.  A MOPIC propôs à pasta ações de monitoramento de terras indígenas no Cerrado, além de apoio para a capacitação da Política Nacional de Gestão Ambiental Territorial Indígena (PNGATI).

“O MMA tem interesse não só na questão indígena, mas também na preservação do bioma. A questão do Cerrado é historicamente importante”, afirmou Marcelo Cruz.

Srewe da Mata Brito, liderança indígena Xerente e coordenador da MOPIC, frisou a dificuldade de acesso a linhas de apoio para o Cerrado. “Muitas terras indígenas estão sendo exploradas e quem enfrenta isso cotidianamente somos nós. Estamos aqui para debater com o Ministério como agir frente a esta questão, para fortalecer mais ainda nossas atuações nos projetos que estamos desenvolvendo”, afirmou.

Conforme as lideranças do movimento, a MOPIC atua com o apoio do Projeto DGM FIP Brasil, que faz parte do Programa DGM Global, um fundo de apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Quilombolas e Comunidades Tradicionais do Cerrado brasileiro. Esse fundo incentiva projetos que evitam o desmatamento e a degradação do Cerrado.

Durante a reunião, Srewe destacou, ainda, o trabalho de proteção ambiental desempenhado por povos e comunidades tradicionais em seus territórios. Conforme o líder indígena, o estudo World Resources Institute (2016), concluiu que a demarcação de territórios indígenas no Brasil contribui, inclusive, para a meta climática, e evitaria a liberação 31,76 milhões de toneladas de CO² por ano.

Do MMA

Secima Piracema

Secretaria lavra mais de R$  100 em multas na Operação Piracema

Período de defeso é realizado para preservar fauna aquática

Molinetes, tarrafas, redes. Esses são alguns dos materiais apreendidos pela fiscalização durante a Operação Piracema, desencadeada pela Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima). Os fiscais aplicaram multas que somam R$ 102.805,00.

O foco da ação foi a região do Vale do Araguaia, onde a Secima possui cinco postos de fiscalização permanentes. Mas as ações também se estenderam a outras regiões do estado com operações semanais de fiscalização.

Foram apreendidos 642,8 quilos de pescados diversos, além de 40 varas com molinete, 22 tarrafas, oito pindas, 30 redes, seis varas com carretilha, dois molinetes, seis espinheis, quatro varas e duas carretilhas.

A Piracema começou no dia 1º de novembro de 2016 e terminou dia 28 de fevereiro último. O período de defeso da fauna aquática tem o objetivo de preservar a reprodução das espécies para manutenção dos estoques pesqueiros.

Destino

Os materiais predatórios são encaminhados à incineração, e o pescado apreendido é doado a instituições de amparo nos municípios onde as apreensões são realizadas.

Assunto: Lagoa com Buriti e Serra do Espírito Santo ao fundo; 
Local: Parque Estadual do Jalapão, TO; 
Data: 10/2010; 
Autor: Palê Zuppani

Visitação a parques nacionais é opção para o Carnaval

Natureza totalmente preservada e opções como cachoeiras, montanhismo, trilhas, fauna e flora atraem cada vez mais visitantes. São 8 milhões de turistas por ano.

O Brasil é reconhecido como o “país do carnaval”, no entanto, um número cada vez maior de brasileiros e estrangeiros tem aproveitado o período da folia para desbravar suas maravilhas naturais. Uma ótima opção de lazer são os parques públicos – abertos à visitação durante o período carnavalesco – e que incluem em seus roteiros cachoeiras, montanhismo, trilhas e toda a exuberância da fauna e flora brasileiras.

Atualmente, 72 parques nacionais estão sob a gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O número de visitantes tem aumentado. Conforme dados do ICMBio, pelo segundo ano consecutivo mais de 8 milhões de visitantes estiveram nos parques nacionais.  Foram 8,29 milhões de pessoas em 2016, aumento de 177% em relação a 2007, quando foram registrados 2,99 milhões de visitantes.

“O nosso objetivo é atingir um novo patamar de desenvolvimento e gestão das unidades de conservação, especialmente dos parques nacionais. Queremos torná-los sustentáveis, pois eles desempenham papel fundamental na proteção da biodiversidade”, destaca o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Mais visitados

A unidade mais visitada é o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que recebeu 2.720.517 de pessoas em 2016. Em seguida, vêm os parques nacionais do Iguaçu, no Paraná (1.560.792), de Jericoacoara, no Ceará (780 mil), e de Fernando de Noronha, em Pernambuco (389 mil).

A Reserva Extrativista Marinha Arraial do Cabo, no litoral do Rio de Janeiro, que iniciou no último ano um esforço de monitoramento do número de visitantes e passou a figurar na lista das unidades de conservação mais frequentadas, está na quinta posição, com 382.647 visitantes.

Fechando o topo da lista das UCs federais mais visitadas do país, estão o Parque Nacional de Brasília, no Distrito Federal, a Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, entre Alagoas e Pernambuco, a Floresta Nacional dos Carajás, no Pará, e os parques nacionais da Serra dos Órgãos, no estado do Rio, e da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.

Educação

O MMA faz algumas recomendações aos visitantes, pois na maioria desses ambientes, a natureza é frágil e precisa ser tratada com cuidado. O visitante deve fazer contato prévio com a administração da área a ser visitada para conhecer os regulamentos e restrições existentes. Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais para que o passeio transcorra em total segurança.

O visitante deve recolher todo o lixo produzido e separar materiais recicláveis de restos orgânicos; não retirar plantas, nem levar lembranças do ambiente natural para casa. Pedras, flores, frutos, sementes e conchas devem ser deixados no local onde forem encontrados para que outros também possam apreciá-los; não capturar nem alimentar os animais silvestres; ajudar na educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade de disseminar essa atitude responsável.

Além de observar as recomendações e regras de visitação, é preciso conhecer a forma segura de visitação e exploração das trilhas, recorrendo ao serviço dos guias preparados, quando necessário.

Do MMA

 

retrospectiva-2016

Retrospectiva 2016

Confira alguns fatos sobre a sustentabilidade em 2016 na retrospectiva do Canal Sustentável

janeiro

Para Nasa, 2015 foi o ano mais quente da história

A média da temperatura global em 2015 foi a mais alta já registrada desde o início da medição das temperaturas na superfície da Terra, em 1880. A informação foi divulgada no dia 20 de janeiro de 2016 pela Nasa e confirmada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que chegaram a essa conclusão em estudos independentes.

 

fevereiro

Projeto é lançado em Goiânia para diminuir geração de resíduos

Foi lançado em fevereiro o “Residência Resíduo Zero Goiânia”. A iniciativa consiste em selecionar 100 famílias para serem acompanhadas por técnicos que vão orientar os participantes a reduzirem o volume de lixo. Os participantes recebem um kit de compostagem para transformar resíduos orgânicos em adubo.

 

março

Aneel determina menos burocracia para energia renovável

A entrada em vigor, no 1º de março de 2016, da resolução normativa número 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem objetivo de facilitar a instalação de homologação da geração doméstica. Estes sistemas foram regulamentados no Brasil em 2012 pela resolução normativa 482. Leia notícia completa clicando aqui.

 

abril

Mudanças climáticas ameaçam saúde pública

O governo dos Estados Unidos publicou no dia 5 de abril os resultados de um estudo que conclui que as alterações climáticas terão efeitos nocivos na saúde pública da população nas próximas décadas.

Desenvolvido durante três anos por órgãos federais, o estudo mostra que no verão de 2030 serão registradas cerca de 11 mil mortes, em comparação com os números atuais, por causa do “calor extremo”, e que em 2100 o número de mortes devido às altas temperaturas chegará a 27 mil, caso não seja feito um esforço “acelerado” para conter as alterações climáticas. Leia notícia completa clicando aqui.

 

maio

Câmara discute diesel para carros leves

A liberação do diesel para carros leves esteve em pauta na Comissão Especial sobre Motores a Diesel para Veículos Leves da Câmara Federal. O retrocesso ainda ronda o País. Pela medida, o PL 1013/11, libera a fabricação e comercialização de veículos automotores leves movidos a óleo diesel, de uso rodoviário, em todo o território nacional. Notícia completa aqui.

 

junho

Preço de combustíveis fósseis ameaçam energias renováveis

Usar fontes renováveis de energia é fundamental para conter as emissões de gases do efeito estufa, mas só pensar em novas tecnologias e em políticas públicas para sua adoção não é suficiente. Segundo pesquisa publicada na versão online da revista “Nature, o preço dos combustíveis fósseis precisa colaborar.

 

julho

Fica discute produção de alimentos no Cerrado

A XVIII edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na Cidade de Goiás, que fica a 148 quilômetros de Goiânia, na Região Noroeste do Estado, discutiu em 2016 a produção de alimentos e a conservação do Cerrado. Notícia completa aqui.

 

agosto

Novas espécies de plantas no Cerrado

A Universidade Federal de Goiás (UFG) descobriu duas novas espécies de plantas. Nomeadas de Bacharis sp. novae e Neojobertia alboaurantiaca, as novas variedades foram encontradas no Sudoeste Goiano, durante o trabalho de campo de uma equipe de pesquisadores da Regional Jataí. Veja fotos e mais informações aqui.

 

setembro

Brasil busca desenvolvimento de energia solar inovadora

Um sistema de energia solar inédito no Brasil, que está sendo estudado como alternativa às hidrelétricas, pode ser implantado no semiárido pernambucano, no município de Petrolina, a partir deste ano. Com a ajuda de um instituto alemão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armanezar energia para ser usada, inclusive à noite. Veja notícia completa aqui.

 

outubro

Taxa de crescimento de veículos é maior que de pessoas em Goiânia

Reportagem especial do Canal Sustentável demonstrou como a cultura do carro prejudica cidadãos afetando meio do meio ambiente, saúde e finanças.

O número de veículos nas ruas de Goiânia aumenta a uma taxa superior à da população. O crescimento amarra a velocidade dos deslocamentos, mas acelera a poluição do ar e a violência no trânsito. No ano de 2015 a taxa de incremento da população foi de 1,25%, enquanto a quantidade de carros, motocicletas e caminhões cresceu 1,55%. A população estimada de Goiânia atualmente é de 1.448.369 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os veículos somam 1.163.121 unidades e para cada novo morador que nasce ou chega a Goiânia quase um carro é colocado nas ruas. Leia notícia completa clicando aqui.

 

novembro

Acordo do Clima entra em vigor

O Acordo de Paris, mais conhecido como acordo do clima, contra a mudança do clima entrou em vigor no dia 4 de novembro de 2016. Todos os países que o ratificaram têm a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2oC em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5oC. Saiba mais clicando aqui.

 

dezembro

Cerrado tem 307 espécies ameaçadas de extinção

Os dados do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apurou que 307 espécies do Cerrado correm risco de desaparecer. Outras 123 espécies endêmicas no Bioma correm o mesmo risco. Leia notícia completa clicando aqui.

Por Canal Sustentável