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Disco Xepa

DiscoXepa: evento lembra importância do combate ao desperdício de alimentos

Evento a ser realizado no próximo dia 29 reúne culinária, música e oficinas de cultivo. Aproximadamente 30% dos alimentos produzidos no mundo vão para o lixo

Deivid Souza

No próximo dia 29, Goiânia recebe mais uma edição do DiscoXepa, evento que culinária e outras atividades para lembrar a importância do combate ao desperdício de alimentos. Estão programadas para o evento: degustação de receitas preparadas por chefs a partir exclusivamente de alimentos da xepa, apresentações de músicos e djs, oficinas de horta em vasos, pintura em vasos e compostagem. O local das ações será a Praça da T-49, no Setor Bueno.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a cada três quilos de comida produzida no mundo, um vai para o lixo. Para mudar esta realidade, empresas e instituições investem em ações. Enquanto isso no Brasil aproximadamente 7 milhões de pessoas não têm o que comer.

O DiscoXepa é realizado por um grupo de voluntários, com a coordenação do Slow Food Ipê. Em Goiânia e em outras cidades do mundo, onde há convívios do Slow Food o evento se repete este ano. Na capital, as atividades acontecem na manhã do sábado (29).

Primeira edição

A primeira edição do DiscoXepa em Goiânia foi realizada no ano passado. No evento, estiveram presentes renomados chefs goianos como Emiliana Azambuja, Pedro Melo e Carol Morais.

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Opinião: O futuro das cidades

Em 2050, 75% da população mundial estará concentrada nas cidades. Boa parte dessa população viverá constrita em bairros marginais, sem condições mínimas de vida. O desafio, hoje, é construir centros urbanos onde possamos conviver sem discriminação.

A 3ª cúpula da Organização das Nações Unidas sobre moradia e urbanismo, Habitat III — que ocorrerá em outubro, em Quito — é a última oportunidade para definir a agenda urbana global. Embora durante a cúpula anterior — Istambul, em 1996 — tenha sido apresentada uma visão de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não ter integrado uma perspectiva de direitos humanos, e os compromissos assumidos na ocasião viraram letra morta.

Vinte anos mais tarde, face a uma enorme desigualdade, os direitos humanos voltam à discussão. Desta vez, os estados têm a responsabilidade histórica de mostrar seu compromisso na matéria.

Para isso, a Habitat III deve se basear nas normas de direitos humanos e nos princípios de participação, transparência e prestação de contas, bem como na não discriminação e no respeito à diversidade. Só assim seremos capazes de planejar espaços onde as pessoas desfrutem do direito a viver sem discriminação, sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com deficiência e outros.

A Habitat III é também um cenário ideal para assegurar o direito a uma moradia adequada, com acesso a serviços básicos, saúde e educação, inclusive em assentamentos informais, assim como para frear os despejos forçados, remoções e a segregação por especulação imobiliária ou pela realização de megaeventos esportivos.

Além do mais, a cúpula deve projetar cidades seguras, onde a ordem Ae a segurança cidadã convivam com a liberdade de expressão e a manifestação pacífica; onde seja possível convergir em atividades sociais e culturais sem suspeição ou susceptibilidade a políticas de limpeza social ou mão pesada.

A Habitat III deve nos comprometer a produzir e consumir em harmonia com o meio ambiente, respondendo à necessidade de um entorno livre de contaminação e ao desafio dos assentamentos em áreas de risco de desastres, onde o Estado deve agir considerando as pessoas em todas as suas caraterísticas.

Ao contrário de Istambul 1996, felizmente, os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre a Mudança Climática estão baseados nas obrigações em direitos humanos dos estados. Além disso, há novas relações público-privadas que devem ser desenvolvidas segundo os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, entre outras normas.

Aproveitando o impulso, os governos da América do Sul têm a possibilidade de formar na Habitat III seu compromisso de construir as cidades do futuro, onde seus povos vivam livres de penúrias e onde possamos exercer nossos direitos em igualdade de condições. Só assim seremos capazes de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás.

Por: Amerigo Incalcaterra, representante regional para América do Sul do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH)

Da ONU / Foto: EBC

 

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Goiânia terá programa inovador de redução de resíduo

Famílias serão selecionadas para receber orientação sobre coleta seletiva e compostagem

Deivid Souza

 

Será lançado na noite desta terça-feira (1º) o projeto “Residência Resíduo Zero Goiânia”. A iniciativa consiste em selecionar 100 famílias para serem acompanhadas de março a junho deste ano por técnicos que vão orientar os participantes a reduzirem o volume de lixo. Os participantes receberão um kit de compostagem para transformar resíduos orgânicos em adubo.

Para participar, os interessados devem acessar o site da sociedade até o dia 10 de março para fazer a inscrição. Haverá uma seleção dos inscritos. “Nós queremos aqueles parceiros que sejam multiplicadores. Nós vamos selecionar pessoas de todas as classes econômicas, de várias regiões da cidade, diversos tipos de casa: sobrado, apartamento, condomínio fechado, casa térrea para ter uma representatividade”, disse o coordenador geral da Sociedade Resíduo Zero, Diógenes Aires de Melo, ao Canal Sustentável.

O projeto é o primeiro do tipo no País e foi viabilizado por meio de uma parceria com a Embaixada dos Estados Unidos e Total Educação, além do apoio da Comurg, Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) e Universidade Federal de Goiás (UFG).

Após o mês de junho, as famílias continuarão a separar os resíduos e o projeto será revisto para melhoria e inclusão de novos patrocinadores que possibilitem a ampliação da iniciativa.

Atualmente, apenas 3% do lixo coletado em Goiânia é reaproveitado. Outros 3% são captados pelo programa de coleta seletiva da Capital, mas não podem ser encaminhados à cooperativas de reciclagem porque são separados de maneira inadequada. Cerca de 2,5 mil toneladas são coletados pelo programa todos os meses.