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trilha ecológica II

Trilha ecológica envolve crianças em Goiânia

Cerca de 250 participaram de ação no Parque Areião

trilha ecológica
Além das trilhas, as crianças assistem apresentações teatrais

A Prefeitura de Goiânia realizou na manhã desta segunda-feira (11) a abertura oficial das Trilhas Educacionais, na Vila Ambiental do Parque Areião. Cerca de 250 crianças de 11 instituições, com idades entre 3 e 5 anos, participaram do início das atividades que integram o XXIV Jogos Educacionais, promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), em parceria com a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma).

O evento contou com a presença do professor Alexandre Rocha Sales e as personagens Chiquelete e Omelete, que, durante apresentação, alertaram as crianças sobre a preocupação e o cuidado com o ambiente natural. As Trilhas Educacionais representam a primeira modalidade dos Jogos e têm como proposta oportunizar aos estudantes a vivência e o estímulo à prática de Educação Física, a superação dos desafios do próprio ambiente e estimular a cooperação durante a atividade lúdica e pedagógica.

Adriana Silveira, diretora da Escola Municipal Padre Pelágio, no Setor São José, fez questão de trazer as crianças. “É uma forma dos alunos saírem do ambiente escolar, conhecerem outros locais que não estão habituados. A Vila Ambiental permite fazer as crianças refletirem a questão do meio ambiente, constituem um desafio e promovem a socialização com outras instituições e entre os próprios alunos”, destacou.

Maria Eduarda Amorim Gomes de Lima, 5 anos, ficou encantada com a Vila Ambiental. “Aqui tem parquinho, rio e muitos bichos. Temos cuidar de tudo que está aqui”, falou. Seu coleguinha Pedro Arthur Cândido Rodrigues, também de 5 anos, encontrou o curupira no meio da mata e descobriu que ele é o protetor das florestas. “Aprendi com o curupira que não devemos jogar lixo no chão e não podemos destruir as árvores e a natureza”, explicou a criança.

Trilha
Neste ano, as trilhas serão realizadas com o tema “Responsabilidade com o planeta Terra”. Até o dia 15 de abril, 136 instituições educacionais passam pelo Parque Areião durante os turnos matutino e vespertino. A equipe de educadores ambientais da Vila e da Amma monitoram e orientam a caminhada, com cerca de três horas de duração. Pelo caminho, as crianças são surpreendidas por figuras folclóricas como o curupira, macaco prego, além de um personagem que interpreta o mosquito Aedes Aegypti.

Apresentações teatrais, desafios físicos e diversos ensinamentos e curiosidades sobre o meio ambiente estão entre a programação que contará com a participação de cerca de quatro mil crianças da rede municipal de ensino, com idades entre 3 e 8 anos. De acordo com Marcos Pedro da Silva, diretor pedagógico da SME, é necessário alertar as crianças desde pequenas a cuidar bem do planeta.

Da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Goiânia / Fotos: Ricardo Niterói

 

PARQUE DISNEY

Disney mantém parques abandonados

Alguns dos espaços chegaram a funcionar, mas foram fechados

No meio do lago existe uma ilha, onde ficava o Discovery Island – um parque abandonado que, segundo depoimentos, a Disney prefere manter escondido e não deixa ninguém se aproximar.

Em um local um pouco mais distante fica outro parque deserto, o River Country.

Estes são os únicos parques da Disney fechados permanentemente. O Discovery Island era uma reserva natural que funcionou entre os anos de 1974 e 1999 e o River Country, um parque aquático que funcionou entre 1976 e 2001.

E o local é muito valorizado. Saindo do parque Discovery Island, basta cruzar a água do lago que cerca a ilha para chegar ao Magic Kingdom.

Seph Lawless é um fotojornalista do Estado americano de Ohio que se dedica a fotografar esses espaços e tem postado as fotos em sua conta no Instagram.

Em entrevista à BBC, ele disse que espera que a divulgação das fotos convença a Disney a limpar estes locais.

“Acho que a Disney pode fazer algo melhor e sinto que eles vão. Não sei por que (os parques ficaram fechados) há tanto tempo. Talvez seja porque eles ficam tão escondidos e não se toca no assunto”, afirmou.

“É uma excelente oportunidade imobiliária para eles. É totalmente incompreensível que eles não explorem e usem esta terra de uma forma positiva.”

A BBC entrou em contato com a Disney, mas não houve retorno até o momento (24/3).

 

Distância

A Disney não permite que ninguém chegue perto dos parques abandonados, mas é possível alugar barcos para a navegação no lago onde fica o antigo parque Discovery Island, o Bay Lake.

Segundo Lawless, a área é muito vigiada e as pessoas só conseguem chegar a 15 metros da ilha.

“Quando você está no Bay Lake, você é quase acompanhado (todo o tempo). Vários seguranças em barcos ficam te observando. Se você chegar perto demais da ilha, eles te empurram para longe. Eles gritam com você”, disse.

 

Fonte: BBC Brasil

Foto: Jorge Cardoso/MMA

Parque de Brasília abre trilha para ciclistas

Nesta quinta-feira espaço terá programação especial

Popularmente conhecido como Água Mineral, o Parque Nacional de Brasília vai muito além de suas piscinas de águas correntes, que há anos encantam os brasilienses e turistas. São mais de 42 mil hectares de área; 260 mil visitantes anuais; duas trilhas (a Cristal Água – com 5 km e a Capivara – com aproximadamente 1,3 km); um Núcleo de Educação Ambiental; um espaço para prática de meditação, conhecido como Ilha da Meditação; diversos tipos de vegetação; e fauna abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção.

Para comemorar o Dia Mundial da Vida Selvagem, celebrado em 3 de março, o Parque Nacional de Brasília vai inaugurar uma trilha de 15 km para ciclistas, com duchas estrategicamente colocadas ao final do caminho para refrescar quem se aventurar pelo percurso. Segundo Daniela Costa, analista ambiental e chefe substituta da Unidade de Conservação, foi preparado um caminho longo, amplo e sinalizado, que vai agradar aos ciclistas que aguardavam tanto por essa iniciativa.

Ela explica que esta é uma expansão da trilha Cristal Água e que as duchas funcionam com o aproveitamento da água da válvula de alívio de pressão que integra a rede hidráulica do parque, não havendo desperdício. Vale ressaltar que a trilha também é aberta para pedestres, só que, neste caso, com a opção de percorrer também um caminho reduzido, com 6,5 km.

“Com as novas atrações esperamos não apenas atrair um novo perfil de visitante, mas o pensamento, a postura de quem vem ao parque. Buscamos uma visita voltada à contemplação. Trabalhamos por uma melhoria na gestão. Precisamos de maior participação da sociedade na conservação do parque, pois sozinhos não conseguimos implementar as melhorias necessárias”, afirmou Daniela.

Início

A história da criação do parque tem relação direta com a da construção de Brasília, na década de 1960. A Unidade de Conservação surgiu da necessidade de se proteger os rios fornecedores de água potável à capital federal e de manter a vegetação em estado natural. O parque abriga as bacias dos córregos que formam a represa Santa Maria, responsável pelo fornecimento de 25% da água que abastece Brasília. A represa fica no coração do local, ocupando uma área de 6,1 km². “É a água de melhor qualidade do Brasil, pois as nascentes ficam dentro de um parque nacional”, enaltece Daniela.

As piscinas (Areal e Pedreira) se formaram a partir dos poços de água, que surgiram às margens do Córrego Acampamento, pela extração de areia feita antes da implantação de Brasília. O parque é também um local de preservação de animais selvagens próprios do Cerrado.

São encontrados na Unidade de Conservação, entre outras espécies, o lobo-guará, a jaguatirica, o tatu-canastra, a anta e o tamanduá-bandeira, ameaçadas de extinção. Várias outras espécies não ameaçadas compõem a biodiversidade do parque, a exemplo de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, e de grupos pouco estudados como moluscos, crustáceos, insetos e pequenos organismos.

Desafios  

Para uma melhor gestão do parque e proteção dos animais selvagens que vivem no local, Daniela destaca que um dos maiores desafios é como tratar o problema dos cães semidomesticados (ou errantes, como são chamados). São cães abandonados, ou que fugiram de casa, que entram na Unidade de Conservação e juntam-se a outros animais, formando matilhas. Tais cães perdem o contato humano e tornam-se ”asselvajados” (brutos, rudes), passando a competir com a fauna nativa por alimento e território, ou até mesmo a perseguir os animais do parque.

O lixão e a Estrutural são as maiores portas de entrada para os cães semidomesticados. A matilha transmite doenças graves aos animais selvagens. Algumas delas, como a parvovirose, são fatais. “O cão semidomesticado não tem imunidade e nós não temos como identificar e nem combater doenças. Algo mais grave pode disseminar uma espécie inteira”, ressalta Daniela.

“Em dezembro de 2015 encontramos um filhote de porco do mato morto em uma das piscinas, devido ao ataque dos cães. Há vários relatos de funcionários que avistam ou testemunham sinais de perseguições dos cães a animais selvagens. A Unidade de Conservação, sozinha, não consegue fazer o manejo. Precisamos do apoio da sociedade”, destaca Daniela.

 

 

Programação

Confira abaixo a programação especial que o Parque Nacional de Brasília realizará, no dia 3 de março (quinta-feira):

Observação de Aves
Das 6h às 8h. Local: Trilha Capivara e Mata da Trilha Cristal Água
Público: Livre. Vagas limitadas, interessados devem fazer pré-agendamento no e-mail:  visitação.pnb@icmbio.gov.br

Inauguração da expansão da Trilha Cristal Água (incluindo a trilha de 15 km para ciclistas).
Das 8h30 às 10h. Local: Trilha Cristal Água
Público: adultos

Atividades educativas para crianças
Com cinema, plantio de árvores, trilhas guiadas, pinturas e oficinas.
Das 9h às 12h. Local: Núcleo de Educação Ambiental (NEA)

 

Fonte: MMA