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Garota de 13 anos cria sistema portátil que gera energia limpa

Equipamento que capta energia do sol tem custo de US$ 5

Após uma viagem à Índia, Maanasa Mendu, uma estudante norte-americana de apenas 13 anos, decidiu criar um sistema (de energia limpa) que ajudasse a solucionar o problema da falta de energia em regiões isoladas e que tivesse baixo custo, justamente para ser acessível a essas comunidades. Depois de muitos testes, ela desenvolveu um projeto apelidado de Harvest.

O equipamento foi fabricado com materiais simples e custou apenas US$ 5. Inicialmente, a ideia era criar um dispositivo apenas para aproveitar a energia eólica. O primeiro protótipo criado por ela usava o vento como única fonte de energia e já era eficiente. Mas, ao se inscrever para um concurso de jovens cientistas, ela recebeu o apoio de uma tutora que sugeriu melhoras no projeto, para que o potencial solar também fosse aproveitado.

Foto: Divulgação

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Organizações querem controle nas emissões de poluentes da aviação

Asssunto está sendo debatido em assembleia no Canadá

Deivid Souza / Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

 

Organizações de defesa do meio ambiente têm se mobilizado para a criação de um mecanismo de controle nas emissões de poluentes geradas pela aviação civil. O que preocupa as instituições é que este setor da economia sozinho responde por quase 2% das emissões globais, o equivalente às do Canadá.

Além disso, as emissões estão em crescimento. Se nada for feito, estudos revelam que este tipo de poluição poderá crescer 300% em meio século. Por serem internacionais, elas não foram contempladas pelo Acordo do Clima de Paris que pretende estabilizar o aquecimento global a menos de 2°C e promover esforços para limitá-lo a 1,5ºC.

No Brasil, o Observatório do Clima enviou esta semana uma carta ao Presidente da República, Michel Temer, com um pedido para que o Brasil participe do mecanismo a ser criado. A iniciativa será discutida na assembleia da Oaci (Organização Internacional da Aviação Civil), que começou na terça-feira (27) em Montréal, Canadá, e vai até 7 de outubro.

Para Carlos Rittl, secretário-executivo, do Observatório do Clima, a participação brasileira desde o início é fundamental não apenas pelo tamanho e potencial de crescimento do mercado brasileiro (aproximadamente 1.6% do tráfego de voos internacionais vem do Brasil), mas também pela importância estratégica do país. “Uma posição de liderança do Brasil na negociação tem o potencial de estimular outros países em desenvolvimento, reforçando o papel do país como um dos poucos produtores de aviões comerciais e uma superpotência na produção de biocombustível para aviação. Por outro lado, se o Brasil adiar compromissos, outros países farão o mesmo, o que aumentará o risco de mudanças climáticas perigosas no mundo inteiro”, afirmou Rittl.

 

CC

Brasil busca desenvolvimento de energia solar inovadora

Sistema permite uso noturno. Projeto é resultado de trabalho conjunto entre brasileiros e alemães

Um sistema de energia solar inédito no Brasil, que está sendo estudado como alternativa às hidrelétricas, pode ser implantado no semiárido pernambucano, no município de Petrolina, a partir do ano que vem. Com a ajuda de um instituto alemão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armanezar energia para ser usada, inclusive à noite.

A geração de energia heliotérmica usa o sol como fonte indireta de eletricidade. Ela funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam de acordo com a posição do sol e refletem os raios para uma torre – chamada de torre solar -, onde o calor é armazenado e transformado em energia. Ela é diferente da geração de energia solar fotovoltaica, já explorada no Brasil, que não é capaz de guardar o calor produzido.

“No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite”, explica o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição, Paulo Alexandre Rocha.

A inviabilidade de armazenamento da energia produzida pelos painéis fotovoltaicos deu a esse sistema a classificação de forma secundária de energia, usada para complementar a matriz energética brasileira. “A fotovoltaica tem limite de aleatoriedade. Se não tiver sol ela para, então sempre tem que ter a hidrelétrica dando suporte como complementação. No caso da eólica, é muito similar. Se você não tem vento, precisa acionar turbinas da hidrelétrica para compensar a baixa produção. Já com o sistema de armazenamento térmico, as turbinas seriam acionadas em caso extremo”, informa o pesquisador.

As hidrelétricas, capazes de armazenar energia, são geradoras de 65% da eletricidade do País, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2015, do Ministério de Minas e Energia. A intenção é mudar esse quadro, argumenta o assessor de Planejamento Estratégico da Chesf, Benedito Parente. “À medida que os recursos hídricos estão exíguos e deficitários, e até por uma questão de hidrologia estão com pouca água, se faz necessário que rapidamente a gente encontre outra alternativa para armazenamento de blocos de energia”.

Localizada no meio do semiárido nordestino, Petrolina foi escolhida pela intensidade solar acentuada, de acordo com Benedito Parente. “A maioria do território brasileiro tem vocação, mas o semiárido tem ainda mais”, reforça. Para ele, a energia solar heliotérmica é “uma grande esperança para a produção enérgetica do futuro, uma das mais atraentes”. O projeto terá tamanho reduzido, compatível com um projeto de pesquisa, mas a intenção da Chesf, segundo o assessor, é descobrir meios de produzir a tecnologia em larga escala.

Ar no lugar de fluidos

Outro ponto considerado inovador pelo coordenador do Laboratório de Energia Solar da UFC é uma variação no mecanismo de captação de calor da torre. Enquanto iniciativas de outras regiões do mundo operam essa etapa com sal fundido, a tecnologia escolhida pelos cientistas usa o ar. O nome do sistema é “receptor volumétrico aberto”, diz o professor Paulo Rocha.

“Com isso, a gente não se preocupa com grandes vazamentos. Em sistemas que usam sal fundido, às vezes você tem esse problema, porque está trabalhando com grandes variações de temperatura em tubulações onde passa um fluido líquido pressurizado”, explica o acadêmico.

Esse receptor é usado em uma usina heliotérmica piloto, construída na Alemanha pelo Instituto solar de Jülich (SIJ), parceira da Chesf e da UFC no desenvolvimento da torre solar de Petrolina, que deve ser semelhante ao modelo implantado na cidade alemã. A empresa alemã Kraftanlagen München GmbH fornecerá a tecnologia necessária.

Para que a ideia seja concretizada, o grupo tenta conseguir os recursos – cerca de R$ 45 milhões – com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da chamada pública nº19/2015 – Desenvolvimento de Tecnologia Nacional de Geração Heliotérmica de Energia Elétrica – do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica. Segundo Benedito Parente, o prazo para receber uma resposta da agência é de até 60 dias.

Em agosto, a proposta passou por adequações a pedido da Aneel. Caso seja aprovada, começará em 2017 e será desenvolvida em 40 meses – ou três anos e meio. O estudo deve dar mais detalhes em relação ao armazenamento da energia: qual a capacidade, por quanto tempo ela pode ser “guardada”. Os autores da iniciativa também esperam descobrir a viabilidade econômica da tecnologia, ou seja, qual o custo-benefício do equipamento.

Sistema contra perda energética

O projeto de construção da torre solar não previa inicialmente a etapa de geração da energia, mas a Aneel exigiu que essa parte fosse incluída na proposta. O professor Paulo Rocha, do laboratório de Energia Solar da UFC, disse que para aproveitar a oportunidade de ganho com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, o sistema escolhido foi o Ciclo Rankine Orgânico, que tem o potencial de reduzir perdas de calor e, consequentemente, de energia. “No Brasil, até onde a gente sabe, não existe nenhuma planta que utilize”, acrescenta.

O ORC, a sigla em inglês do equipamento, é uma alternativa ao Ciclo Rankine padrão, que opera com temperatura mais alta. “O Orgânico se mostra interessante porque opera com menor calor, então consegue se adaptar em situações corriqueiras de rejeito de energia, que ocorrem muito na indústria”, compara Rocha. “Todo sistema de geração de energia elétrica com vapor, principalmente, precisa jogar calor para fora para funcionar. Isso que a gente chama de rejeito de calor. O ciclo alternativo vai viabilizar o seu aproveitamento. De alguma forma estamos conseguindo economizar recursos”, afirma.

Segundo Parente, a previsão é de que esse bloco de produção gere energia suficiente para alimentar as próprias instalações da Chesf, com a expectativa de atender inclusive ao local onde serão desenvolvidas as pesquisas do projeto- piloto. A viabilidade econômica da aplicação desse sistema também vai ser estudado no decorrer dos 40 meses de trabalho.

Da Agência Brasil

e-book

Livro dá dicas de arquitetura sustentável

Trabalho é resultado de 12 anos de atuação do autor no mercado imobiliário

Deivid Souza

O arquiteto Filipe Boni disponibilizou na internet um e-book com várias dicas para reduzir impactos ambientais e economizar na elaboração de projetos.

Disponível gratuitamente na internet, o guia “Como Realizar Arquitetura Sustentável” trata de temas como escolha da localização, eficiência energética, economiza de água, conforto ambiental e materiais entre outros tópicos.

O trabalho é resultado de 12 anos de atuação do autor no mercado imobiliário. Boni também é empreendedor digital e idealizador do UGREEN – Sustentabilidade e Alta Performance na Construção.

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Escolas do Rio terão energia solar

Parceria entre governo e empresa privada resultaram em ação

Seis escolas municipais do Rio de Janeiro entraram de vez na era da sustentabilidade com a instalação de equipamentos de energia renovável à base de geração solar. Trata-se do projeto “Escolas Sustentáveis”, uma parceria da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e de Educação, com o ICLEI Brasil, associação mundial de governos locais e subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável.

Localizadas nos bairros de Ilha do Governador, Campo Grande, Rio das Pedras, Parque Anchieta, Irajá e Rocinha, as escolas terão placas fotovoltaicas instaladas nos telhados, para apoiar a iluminação do prédio, além de, no caso de duas das escolas, postes de luz equipados com placas solares e geradores eólicos, localizados na área externa da escola. Os equipamentos acabam de ser instalados pela Sunlution.

A cada instalação, empresa realiza uma pequena aula sobre energia solar para os alunos, que podem examinar os equipamentos e entender seu funcionamento, além de se informar sobre a importância do uso de energias renováveis.

“A proposta é de mostrar o funcionamento dos sistemas e também ampliar os conhecimentos sobre energia solar e sustentabilidade, bem como a importância das energias renováveis para o planeta”, afirma Jessie Audette Muniz, diretora comercial da empresa.

Da redação

CC

Não basta ser renovável

Futuro da geração de energia consiste em projetos híbridos que extraem o potencial máximo da natureza

Deivid Souza

A crise do petróleo em 1970 foi o pontapé importante para vários projetos de desenvolvimento de fontes de energias renováveis. Um desses projetos beneficia os brasileiros até hoje com o etanol disponível nas bombas de postos de combustível de todo o Brasil. Depois de experiências bem sucedidas com energia solar, eólica, entre outras no mundo, agora a tendência é ampliar ainda mais o aproveitamento das fontes naturais de energia.

CC
Placas reduzem em até 70% evaporação de água

A empresa brasileira, Sunlution de geração distribuída embarcou neste caminho. Por meio de uma Joint Venture com a fabricante francesa Ciel et Terre International, a organização trouxe para o País uma tecnologia que consiste em placas fotovoltaicas flutuantes que são instaladas em espelhos d’água  de reservatórios de companhias de saneamento. A tecnologia reduz em até 70% o nível de evaporação da água nos locais onde o flutuador fica instalado.  “A tecnologia, consagrada em países da Europa e da Ásia, chega ao Brasil em um momento crítico de escassez de água, que tem obrigado muitas empresas a buscar soluções que garantam o abastecimento hídrico”, comenta Orestes Gonçalves, diretor da empresa brasileira.

Na Califórnia, Estados Unidos, a colocação de bolhas plásticas sob reservatórios ganhou repercussão mundial. Elas tinham o objetivo de diminuir a perda de água pela evaporação, no entanto, não contavam com a captação de energia solar.

Pernambuco

No Brasil, o mesmo princípio foi adotado em um parque híbrido em Tacaratu, no estado de Pernambuco. Além das turbinas que funcionam com a ação do vento, placas fotovoltaicas instaladas no solo também produzem energia. Foram investidos R$ 660 milhões no projeto que é capaz de gerar 340 megawatts/hora por ano, o suficiente para abastecer 250 mil residências.