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Compostagem

Cartilha ensina como fazer compostagem

Os orgânicos representam cerca de 50% dos resíduos urbanos gerados no Brasil. Apesar disso, apenas 1% desse total é destinado a compostagem. Para popularizar a prática e disseminar conhecimento sobre a reprodução do ciclo dos resíduos orgânicos, está disponível gratuitamente na Internet a publicação Compostagem Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos: Manual de Orientação.

O manual é o primeiro resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2015 entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc/SC) e o Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). A parceria tem por objetivo estabelecer intercâmbio de experiências, informações, material técnico, metodologias e tecnologias referentes à gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos, associada à agricultura urbana e à educação ambiental.

Com linguagem acessível e ilustrações lúdicas, o manual traz técnicas de compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos e aborda o “Método UFSC” (em referência à Universidade Federal de Santa Catarina, onde foi mais estudado e adaptado às condições brasileiras), que consiste em uma estratégia segura e de baixo custo.

Do MMA / Foto: Fernando Angeolleto – MMA

antesquesejatarde

Crianças cantam música dos Titãs em nova campanha do UNICEF

Ação faz parte da campanha #AntesQueSejaTarde

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou na terça-feira (24/1) a campanha #AntesQueSejaTarde. Entre as peças da ação, há um vídeo em que crianças cantam a música “Epitáfio” do grupo Titãs, em meio a uma realidade de vulnerabilidade social.

A campanha #AntesQueSejaTarde pretende mobilizar o público a apoiar o UNICEF por meio de doações à organização.

“O UNICEF está presente em mais de 190 países. Estamos trabalhando para transformar a vida das crianças mais vulneráveis, não importando a situação, seja em um conflito armado, seja no interior da Amazônia, em uma cidadezinha do Semiárido ou na periferia de uma grande cidade brasileira”, explicou Wim Desmedt, diretor de mobilização de recursos do UNICEF no Brasil.

Para doar para a campanha, basta acessar http://unicef.org.br/doe.

Parceiros

A campanha #AntesQueSejaTarde foi criada de forma pro-bono (gratuita e voluntária) pela Isobar Brasil — agência do grupo Dentsu Aegis Network — e contou com apoio da produtora Drive Filmes (RJ). A banda Titãs cedeu os direitos da música “Epitáfio” para a campanha.

“Nosso objetivo com a campanha é mobilizar as pessoas em torno da missão do UNICEF. Para nós, é um privilégio poder usar nossa expertise para transformar a vida das crianças que mais precisam”, disse Mateus Braga, diretor-executivo de criação da Isobar.

Sobre a Isobar Brasil

A Isobar Brasil é uma agência de publicidade que faz uso da tecnologia e da criatividade para desenvolver soluções de comunicação e contribuir com o resultado de clientes como Banco do Brasil, Sky, Fiat, Jeep, Whirlpool, Nivea, Embratur e TIM.

A agência foi a vencedora do 1º prêmio Innovation Lion da América Latina e do Brasil, recebido no Festival de Criatividade de Cannes 2014. A empresa tem mais de 280 funcionários em escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Confira o vídeo:

Da ONU Brasil / Foto: Reprodução

economia verde

Estado do Mato Grosso e ONU firmam parceria por economia verde

Organização vai ajudar governo a fomentar conservação de recursos naturais e desenvolvimento social

Deivid Souza / Foto: Jana Pessôa - Setas-MT

O programa Parceria para Economia Verde (PEV-MT) foi lançado nesta quinta-feira (11) para que o governo do Mato Grosso tenha ferramentas de análise para realizar diagnósticos, projeções, fornecer apoio técnico para a reformulação de políticas públicas setoriais e auxiliar na construção das capacidades individuais e institucionais.

O objetivo é conservar o meio ambiente e incluir. O programa foi desenvolvido pela Parceria para Ação pela Economia Verde (PAGE, na sigla em inglês), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne diversas agências da instituição.

O PAGE incentiva a criação de condições para favorecer o investimento em ativos econômicos verdes, incluindo tecnologias limpas, estruturas para utilização eficiente de recursos, conservação de ecossistemas, mão de obra qualificada para empregos verdes e boa governança. O Mato Grosso é o primeiro estado brasileiro a se juntar a esta parceria e está formulando projetos para implementar a iniciativa durante os próximos três anos.

O PAGE é uma reposta da ONU aos países participantes da RIO+20, em 2012, que pediram apoio da organização para a transição à Economia Verde.

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Circuito social estimula convivência familiar em praça verde

Ação reúne dezenas de famílias em espaço com brincadeiras e oficinas

Um domingo para a família, repleto de brincadeiras, música, arte e muita diversão, assim foi mais uma edição do Circuito Arte Consciente, realizado no domingo (16), no Setor Marista.

Estimular a convivência, a interação e as brincadeiras de rua estão entre os principais objetivos da iniciativa desenvolvida na Praça Conceito Consciente. Nesta edição, uma das atrações que fez sucesso foi a oficina de navio, em que pais e filhos puderam estimular sua criatividade usando material reciclável para fazer barquinhos de brinquedo. Além da oficina, sessão de contação de histórias, show de mágica, apresentações musicais e muitas brincadeiras tradicionais como pula corda, bambolê, pula-pula, pinturas de rosto fizeram a alegria de crianças e adultos. O Circuito Arte Consciente também contou com uma feira com produtos artesanais e quitutes.

“Confesso que vim sem muitas expectativas, mas estou adorando e agora vou trazer minha filha sempre que tiver”, afirmou a advogada Maria Silvia Pinheiro, 37 anos, mãe de Maria Luisa, de três anos, que foi uma das primeiras a chegar e já no final do evento não queria saber de ir embora.

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Show de mágica divertiu público. Fotos: divulgação

Para a psicóloga Gabriela Inácio Ferreira, especialista em atendimento infantil, eventos como o de domingo trazem uma grande contribuição para o desenvolvimento pleno das crianças. “Todo mundo que vem a um evento como esse vem com o mesmo propósito: buscar convivência com a família, com amigos e ter momentos de lazer saudáveis e mais leves. Isso para o desenvolvimento infantil é fantástico, porque é uma chance que as crianças têm para trabalhar a coordenação motora, a sua noção corporal e a criatividade”, argumenta Gabriela.

A interatividade com outras crianças e o maior contato com o mundo real são outros pontos positivos ressaltados pela especialista. “Temos também a questão da civilidade e da empatia, pois eu só começo a respeitar o outro quando me conheço, quando aprendo sobre mim, quando me descubro. Portanto, aqui elas [as crianças] aprendem a fazer seu brinquedo e aprendem também a dividir o brinquedo e a brincadeira. Hoje em dia a mídia bombardeia as crianças com muita coisa, por isso acho que elas estão muito inseridas nesse mundo tecnológico e virtual, criando-se muitas vezes um comportamento individualista”, avalia a psicóloga.

Próxima

“Cada vez mais a gente vai aprimorando e aperfeiçoando o evento”, avaliou Felipe Inácio Alvarenga, coordenador de Responsabilidade Socioambiental da Consciente Construtora e Incorporadora, empresa realizadora do evento que está em seu terceiro ano consecutivo.

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Jogo infantil ensina sobre relação com dinheiro

Game valoriza aspectos sociais e ambientais em detrimento das finanças

Deivid Souza

Um joguinho de cartas para crianças com idade entre 7 anos e 10 anos é a aposta da Serasa Experian para ensinar a melhorarem a relação com o dinheiro de maneira consciente. O game foi pensado para incentivar o reconhecimento dos valores financeiros, mas também o que eles significam. O jogo ainda trabalha conceitos como amizade e convívio com a natureza.

São 32 cartas. Cada uma delas representa uma atividade como ir ao cinema ou zoológico, comprar um tênis ou andar de bicicleta. As cartas apresentam figuras e atribuem valor para os itens: diversão, amigos, quanto custa, movimento, criatividade. A carta ‘andar de bicicleta’, por exemplo, está associada à família ‘nós e a natureza/ultra diversão’. Ao todo são quatro famílias. Esta carta valoriza o ‘movimento’ e a ‘diversão’ com notas 10 e 8 respectivamente. Já o item ‘quanto custa’ tem valor 2.

O objetivo do jogo é que a criança bata a carta do outro jogador. Quanto menor o valor do item ‘quanto custa’ mais vale a carta. Os outros valores seguem ordem inversa. Ganha a partida quem terminar o jogo com todas as cartas do baralho em mãos.

As cartas podem ser impressas em preto e branco ou colorido. As regras do jogo também estão disponíveis no site da Serasa.

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Opinião: O futuro das cidades

Em 2050, 75% da população mundial estará concentrada nas cidades. Boa parte dessa população viverá constrita em bairros marginais, sem condições mínimas de vida. O desafio, hoje, é construir centros urbanos onde possamos conviver sem discriminação.

A 3ª cúpula da Organização das Nações Unidas sobre moradia e urbanismo, Habitat III — que ocorrerá em outubro, em Quito — é a última oportunidade para definir a agenda urbana global. Embora durante a cúpula anterior — Istambul, em 1996 — tenha sido apresentada uma visão de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não ter integrado uma perspectiva de direitos humanos, e os compromissos assumidos na ocasião viraram letra morta.

Vinte anos mais tarde, face a uma enorme desigualdade, os direitos humanos voltam à discussão. Desta vez, os estados têm a responsabilidade histórica de mostrar seu compromisso na matéria.

Para isso, a Habitat III deve se basear nas normas de direitos humanos e nos princípios de participação, transparência e prestação de contas, bem como na não discriminação e no respeito à diversidade. Só assim seremos capazes de planejar espaços onde as pessoas desfrutem do direito a viver sem discriminação, sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com deficiência e outros.

A Habitat III é também um cenário ideal para assegurar o direito a uma moradia adequada, com acesso a serviços básicos, saúde e educação, inclusive em assentamentos informais, assim como para frear os despejos forçados, remoções e a segregação por especulação imobiliária ou pela realização de megaeventos esportivos.

Além do mais, a cúpula deve projetar cidades seguras, onde a ordem Ae a segurança cidadã convivam com a liberdade de expressão e a manifestação pacífica; onde seja possível convergir em atividades sociais e culturais sem suspeição ou susceptibilidade a políticas de limpeza social ou mão pesada.

A Habitat III deve nos comprometer a produzir e consumir em harmonia com o meio ambiente, respondendo à necessidade de um entorno livre de contaminação e ao desafio dos assentamentos em áreas de risco de desastres, onde o Estado deve agir considerando as pessoas em todas as suas caraterísticas.

Ao contrário de Istambul 1996, felizmente, os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre a Mudança Climática estão baseados nas obrigações em direitos humanos dos estados. Além disso, há novas relações público-privadas que devem ser desenvolvidas segundo os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, entre outras normas.

Aproveitando o impulso, os governos da América do Sul têm a possibilidade de formar na Habitat III seu compromisso de construir as cidades do futuro, onde seus povos vivam livres de penúrias e onde possamos exercer nossos direitos em igualdade de condições. Só assim seremos capazes de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás.

Por: Amerigo Incalcaterra, representante regional para América do Sul do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH)

Da ONU / Foto: EBC