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boi

Walmart pretende controlar procedência de 100% da carne bovina até 2017

Empresa divulga política em que se compromete a não comprar carne bovina produzida em áreas desmatadas

Deivid Souza / Foto: Seapa

O Walmart Brasil divulgou nesta quarta-feira (25) uma política na qual se compromete a não comercializar carne originária de áreas de desmatamento. A empresa, assim como outras grandes varejistas do Brasil, vinha sofrendo pressões de ONG’s para adotar a medida.

O compromisso divulgado pela rede estabelece, entre outras medidas, que os fornecedores respeitem a legislação ambiental e trabalhista. Os fornecedores que tenham áreas embargadas pelo IBAMA serão vetados. A expectativa da rede varejista é que até 2017, 100% da carne bovina seja monitorada.

Greenpeace

Em 2015, o Greenpeace publicou um relatório sobre a análise das políticas de compra de carne bovina da Amazônia das grandes redes de varejo do Brasil. Os resultados ainda estão disponíveis no site da ONG e há uma campanha em andamento pressionando outros varejistas a melhorarem a política de compra de carne bovina no País.

Análise

Em 2009, um grande escândalo colocou na berlinda os maiores frigoríficos do País, e por consequência, as grandes redes varejistas. Eles foram denunciados por uma ONG por comercializar carne bovina produzida em área de desmatamento na Amazônia.

Na época, várias empresas se comprometeram publicamente a acompanhar a origem da carne para evitar o desmatamento na Amazônia. O Walmart e outros varejistas chegaram a suspender temporariamente a compra de vários fornecedores até que a situação fosse esclarecida.

desmatamento

Brasil reduz emissões de gás carbônico em mais de 50% de 2005 a 2010, dizem governo e PNUD

Uso da terra e das florestas, incluindo desmatamento, deixou de ser o principal setor poluente do Brasil

De 2005 a 2010, o Brasil reduziu o volume de gás carbônico liberado na atmosfera de 2,73 bilhões para 1,27 bilhão de toneladas. A queda representa um decréscimo de 53,5% e estaria associada principalmente ao combate ao desmatamento. A baixa é considerada uma conquista positiva para o compromisso do país em diminuir suas emissões de gases do efeito estufa em até 38,9%, até 2020.

Em 2005, o uso da terra e das florestas — incluindo devastações — era responsável por 69,6% das emissões de gases prejudiciais ao meio ambiente do país. Cinco anos depois, a taxa caiu para 27,5% e o setor perdeu seu posto de mais poluente para a agropecuária — que liberou 32% dos gases. O setor de energia foi avaliado como o segundo maior emissor (29,2%).

Os dados foram divulgados na última sexta-feira (6) em evento que marcou o lançamento da Terceira Comunicação Nacional (TCN) do Brasil sobre Mudança do Clima – documento elaborado pelo governo federal em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O relatório avalia os avanços brasileiros para adotar a Convenção Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC). A elaboração das Comunicações Nacionais é coordenada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Com relação à redução de emissões, o setor que mais se destaca é o de uso da terra. Nesse setor, a gente avalia basicamente o desmatamento dos biomas e também a calagem — processo de adubação da terra fazendo uso de cal e outras substâncias químicas”, explicou o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima da pasta, Márcio Rojas.

“O que se registra é, de fato, um resultado muito positivo das ações do governo federal no sentido de controlar o desmatamento fundamentalmente da Amazônia e do Cerrado.”

Alemanha

A versão final da TCN será apresentada ainda este mês na Alemanha pelo especialista do ministério. A análise aborda pesquisas que identificam as vulnerabilidades do Brasil às transformações climáticas, além de detalhar os esforços para a criação de planos nacionais capazes de reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Iniciativas de combate ao desmatamento, programas de aprimoramento da eficiência energética e o impacto da agropecuária sobre o clima também são destaques do documento.

Historicamente, o PNUD apoia o governo brasileiro na elaboração do documento sobre mudanças climáticas, fornecendo subsídios técnicos para que o Brasil possa cumprir seus compromissos internacionais nessa área e enfrentar os efeitos adversos do aquecimento global.

Durante o lançamento da publicação, o coordenador-residente do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic, ressaltou que o novo documento “atualizou os dados de emissões setoriais de 1990 a 2010, propôs um novo modelo global integrado para os estudos de mudança do clima e descreveu as circunstâncias nacionais do Brasil e as medidas a serem tomadas ou previstas para a implementação da UNFCCC”.

Para o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, as metas do país estão em pé de igualdade com as de nações desenvolvidas. “O Brasil já se adiantou, na realidade. Foi o único país a entregar lá em Paris os resultados de monitoria, relatoria e verificação com relação ao desmatamento da Amazônia até 2010″, ressaltou.

Fonte: Da ONU / Foto: IBAMA3

poluição

Câmara discute diesel para carros leves

Assunto foi vetado em 2014 na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Casa

Está prevista para a próxima quarta-feira (18) a votação, na Comissão Especial sobre Motores a Diesel para Veículos Leves do parecer do relator, deputado Evandro Roman (PSD-PR) sobre o PL 1013/11, libera a fabricação e comercialização de veículos automotores leves movidos a óleo diesel, de uso rodoviário, em todo o território nacional.

A votação deveria ter acontecido na quarta-feira (11), mas um pedido de vista adiou a apreciação. Atualmente, no Brasil, o motor a diesel só pode equipar veículos mais pesados, como picapes, vans, ônibus e caminhões.

O relator afirma que houve melhoria na qualidade do diesel de produção nacional nos últimos 30 anos e, por isso, não se justifica mais a proibição de veículos leves movidos com esse combustível no País.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara rejeitou o projeto em novembro de 2014. Na ocasião, o deputado Sarney Filho (PV-MA), recém empossado como ministro do Meio Ambiente apresentou parecer contra a medida, com o argumento de que o diesel ainda é de sete a oito vezes mais poluente do que a gasolina.

Comparação

Especialistas afirmam que as emissões de um carro novo a diesel no Brasil, caso a medida avance, seria 30 vezes superior a de um com motor à gasolina. O diesel brasileiro segue o padrão de emissões similar ao Euro 4, implementado na União Europeia (UE) há uma década. Um dos indicadores é o Material Particulado (MP). O limite atual no Brasil permite emissão de até 0,025 g/km. Na EU o aceitável, atualmente, deve ser inferior a 0,005 g/km.

Deivid Souza, com informações da Agência Câmara Notícias

 

placa solar

Escolas do Rio terão energia solar

Parceria entre governo e empresa privada resultaram em ação

Seis escolas municipais do Rio de Janeiro entraram de vez na era da sustentabilidade com a instalação de equipamentos de energia renovável à base de geração solar. Trata-se do projeto “Escolas Sustentáveis”, uma parceria da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e de Educação, com o ICLEI Brasil, associação mundial de governos locais e subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável.

Localizadas nos bairros de Ilha do Governador, Campo Grande, Rio das Pedras, Parque Anchieta, Irajá e Rocinha, as escolas terão placas fotovoltaicas instaladas nos telhados, para apoiar a iluminação do prédio, além de, no caso de duas das escolas, postes de luz equipados com placas solares e geradores eólicos, localizados na área externa da escola. Os equipamentos acabam de ser instalados pela Sunlution.

A cada instalação, empresa realiza uma pequena aula sobre energia solar para os alunos, que podem examinar os equipamentos e entender seu funcionamento, além de se informar sobre a importância do uso de energias renováveis.

“A proposta é de mostrar o funcionamento dos sistemas e também ampliar os conhecimentos sobre energia solar e sustentabilidade, bem como a importância das energias renováveis para o planeta”, afirma Jessie Audette Muniz, diretora comercial da empresa.

Da redação

FOTO ONIBUS

Ônibus movidos a hidrogênio circulam em São Paulo

Veículos emitem apenas vapor d’água pelo escapamento ao invés de Gases do Efeito Estufa (GEE)

 

Passageiros que utilizam transporte público entre as regiões de Santo André e Diadema, em São Paulo, terão a oportunidade de contribuir para a redução da emissão de gases no meio ambiente. A ligação entre os dois locais tem à sua disposição dois ônibus movidos a hidrogênio em circulação no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD)

Os ônibus, desenvolvidos com tecnologia brasileira, são resultado de um projeto em parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. (EMTU/SP), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e da Agência Brasileira de Inovação (FINEP).

Em junho de 2015, três ônibus foram entregues ao Estado de São Paulo e ativados para teste. Na última quarta-feira (2), dois deles foram integrados à frota dos ônibus intermunicipais gerenciada pela EMTU/SP. Os trabalhos começaram pontualmente às 5h20 e às 5h40, ambos operando na Linha 287P Piraporinha a Santo André, em trajeto bastante demandado por usuários.

A tecnologia utilizada de propulsão é totalmente livre de emissões de poluentes. No lugar de dióxido de carbono e outras emissões dos carros comuns, somente vapor d’água é eliminado pelo escapamento dos ônibus.

Além de contribuir para mitigar a mudança global do clima, os novos ônibus também ajudam a impulsionar o uso de tecnologias limpas para transporte no país. “O desenvolvimento da tecnologia, em território nacional, de veículos movidos a hidrogênio, ainda é um processo restrito a um grupo seleto de países. Isso deixa o Brasil em uma posição de destaque mundial na área”, ressalta a oficial de programa de Desenvolvimento Sustentável do PNUD, Rose Diegues.

Da agência ONU