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PRAÇA SUSTENTÁVEL

Fossa sustentável trata esgoto de praça

Bananeiras são usadas em micro estação de tratamento. Dispositivo pode ser solução para regiões onde ainda não há rede de coleta

A fossa biosséptica é uma forma barata e sustentável para o tratamento de esgoto em localidades que não contam com uma rede de coleta desses resíduos. Em Goiânia, esse sistema, que pode ser construído com materiais recicláveis, é adotado na Praça Conceito Consciente no Setor Marista, com objetivo de difundir tal técnica para a população.

A alternativa pode ser uma solução para um grave problema de saúde pública. De acordo com dados do Instituto Trata Brasil, entre as 100 maiores cidades do país (todas com população acima de 250 mil habitantes), mais da metade (55 municípios) trata menos de 40% do esgoto produzido. Em Goiás, de acordo com a Saneago, de todo o esgoto gerado, apenas 48,5% é tratado. Entre as grandes cidades do Estado, Aparecida de Goiânia é uma das mais carentes nesse quesito, com uma rede que atende apenas a 22,9% da população.

A fossa biosséptica da praça ocupa um espaço de 10 m², uma profundidade de 3 m e recebe os resíduos gerados nos banheiros públicos do Espaço Cultural Atílio Corrêa Lima, instalado no local.

Ela funciona como uma micro estação de tratamento que usa plantas, como a bananeira, como principal ativo para eliminar o esgoto. Segundo o engenheiro Murilo Simon, responsável pela implantação do projeto, as bananeiras são plantas capazes de consumir rapidamente o esgoto gerado, uma vez que na fossa, esse tipo de resíduo assume um papel de adubo. “É um processo sustentável, construído com restos de obra, que é capaz de tratar até 100% do esgoto que recebe, evitando que os dejetos sejam dispensados e contaminem corpos d’água, além de evitar o mau cheiro. É uma ótima solução para ser adotada em regiões que ainda não foram alcançadas pela rede de esgoto, como bairros afastados e zonas rurais”, explica.

De acordo com Murilo Simon, as paredes e o chão da fossa são impermeabilizados para não contaminar a terra e os lençóis freáticos. A partir daí os componentes da fossa são adicionados em camadas. Primeiro, o poço recebe uma coluna de 28 pneus velhos, onde o esgoto será dispensado diretamente. Em seu redor, o poço é coberto por camadas de entulho e tijolos perfurados cobertos de cascalho e areia, elementos que irão absorver o esgoto que irá vazar por entre os pneus. Todo o fosso também é coberto de terra com substratos, prontas para receberem plantas como bananeiras.

 

Barato

O arquiteto criador do projeto, Renato Rocha, ressalta que é possível construir uma fossa biosséptica em cerca de 30 dias, com um investimento de cerca de R$ 1,8 mil reais. “Quanto mais materiais de reuso utilizar, mais barato o projeto vai custar. Esse valor é o preço médio também das fossas convencionais”. O arquiteto lembra que como não são impermeabilizadas, as convencionais precisam ser construídas a pelo menos 15 metros de distância de cisternas, por exemplo, além de precisarem ser esvaziadas com frequência”. A fossa biosséptica, ao contrário, não possui nenhuma dessas inconveniências, caso seja utilizada pelo número de pessoas considerado no projeto e, além disso, ainda produzem frutos. Plantas como goiabeira, mamoeiro e jabuticabeira também são indicadas para fazer parte desse processo”.

Conceito

A Praça Conceito Consciente foi revitalizada em 2012 pela Consciente Construtora e Incorporadora em parceria com o poder público.  No espaço, que outrora estava subutilizado, foi desenvolvido um projeto com premissas de sustentabilidade e acessibilidade. Lá tem, por exemplo: iluminação por energia solar, telhado verde, reuso de água, uso de espécies do bioma Cerrado, entre outros recursos ambientalmente corretos escolhidos para o local. A Praça fica na Rua 27 c/ Rua T-50, Setor Marista.

Da redação / Imagens: Divulgação

Os dez veículos puramente elétricos que integraram a frota da Prefeitura em junho, dentro do projeto Ecoelétrico, geraram uma economia de 83% no custo com combustíveis, comparando ao que seria gasto se tais automóveis fossem movidos à gasolina. 
Foto: Luiz Costa

Prefeitura de Curitiba economiza com carros elétricos

São dez veículos que circulam desde junho em parceria com montadoras

A Prefeitura de Curitiba (PR) economizou 83% com combustível de dez veículos de sua frota. Os dez veículos são puramente elétricos e estão em circulação desde junho, como parte do projeto Ecoelétrico. Em dois meses, a economia com combustível somou R$ 4,6 mil  e foram gastos R$ 791 em energia elétrica necessária para que os carros percorressem mais de 15,8 mil quilômetros.

A coordenadora do projeto Ecoelétrico na Prefeitura, a vice-prefeita e secretária do Trabalho e Emprego, Mirian Gonçalves, disse que se o projeto fosse ampliado para 10% da frota da Prefeitura, a economia, considerando o mesmo período de operação, poderia chegar a R$ 182,4 mil.

Os dados ambientais também são positivos. O uso desses carros poupou a emissão de duas toneladas de CO2 na atmosfera de Curitiba e economizou 1.582 litros de gasolina, o que equivale a dez barris de petróleo. “É um projeto que tem a cara de Curitiba, inovador, sustentável e que agrega valor ao Município”, afirma Mirian Gonçalves.

O projeto faz parte do plano de governo da atual gestão, dentro do programa Curitiba Mais Inteligente, que procura inovação para a melhoria do serviço público.

A frota municipal de veículos elétricos não gera custos à Prefeitura. Um contrato de comodato foi firmado por dois anos entre os parceiros do projeto Aliança Renault-Nissan, Itaipu Binacional e Ceiia e compreende ainda a assistência técnica da Renault 24 horas. O projeto é considerado a primeira ação da capital paranaense visando o cumprimento das recomendações do termo de compromisso para a redução das emissões de gases e de riscos climáticos, assinado pelo prefeito Gustavo Fruet, durante a conferência C – 40, em Johanesburgo, África do Sul.

Os dez veículos em operação (cinco Zoe, três Kangoo e dois Twizy)  são utilizados pela Guarda Municipal, Secretaria de Trânsito, pelo Instituto Curitiba de Turismo e pelo gabinete do prefeito.

Frota pública

O Ecoelétrico é o maior projeto de veículos puramente elétricos do país destinados à frota pública. Constituído em parceria entre a Prefeitura de Curitiba, Itaipu Binacional, Aliança Renault-Nissan e CEIIA (Centro para Excelência e Inovação na Indústria Automóvel), de Portugal, o projeto atende às demandas do município em seu programa de mobilidade urbana sustentável.

Todo o sistema pode ser monitorado online, pelo site do programa , pelo qual os interessados podem verificar as atualizações de indicadores sobre o CO2 poupado, energia consumida, número de viagens e distâncias percorridas. Já estão em desenvolvimento novos indicadores que devem agregar ainda mais informações sobre a operação do projeto.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

 

CC

Não basta ser renovável

Futuro da geração de energia consiste em projetos híbridos que extraem o potencial máximo da natureza

Deivid Souza

A crise do petróleo em 1970 foi o pontapé importante para vários projetos de desenvolvimento de fontes de energias renováveis. Um desses projetos beneficia os brasileiros até hoje com o etanol disponível nas bombas de postos de combustível de todo o Brasil. Depois de experiências bem sucedidas com energia solar, eólica, entre outras no mundo, agora a tendência é ampliar ainda mais o aproveitamento das fontes naturais de energia.

CC
Placas reduzem em até 70% evaporação de água

A empresa brasileira, Sunlution de geração distribuída embarcou neste caminho. Por meio de uma Joint Venture com a fabricante francesa Ciel et Terre International, a organização trouxe para o País uma tecnologia que consiste em placas fotovoltaicas flutuantes que são instaladas em espelhos d’água  de reservatórios de companhias de saneamento. A tecnologia reduz em até 70% o nível de evaporação da água nos locais onde o flutuador fica instalado.  “A tecnologia, consagrada em países da Europa e da Ásia, chega ao Brasil em um momento crítico de escassez de água, que tem obrigado muitas empresas a buscar soluções que garantam o abastecimento hídrico”, comenta Orestes Gonçalves, diretor da empresa brasileira.

Na Califórnia, Estados Unidos, a colocação de bolhas plásticas sob reservatórios ganhou repercussão mundial. Elas tinham o objetivo de diminuir a perda de água pela evaporação, no entanto, não contavam com a captação de energia solar.

Pernambuco

No Brasil, o mesmo princípio foi adotado em um parque híbrido em Tacaratu, no estado de Pernambuco. Além das turbinas que funcionam com a ação do vento, placas fotovoltaicas instaladas no solo também produzem energia. Foram investidos R$ 660 milhões no projeto que é capaz de gerar 340 megawatts/hora por ano, o suficiente para abastecer 250 mil residências.