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Festival de cinema discute produção de alimentos no Cerrado

Mostra competitiva está na XVIII edição. Prêmios somam R$ 280 mil

Deivid Souza

A XVIII edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), a ser realizada entre os dias 16 e 21 de agosto, na Cidade de Goiás, que fica a 148 quilômetros de Goiânia, na Região Noroeste do Estado, tem discute este ano a produção de alimentos e a conservação do Cerrado.

A Mostra Competitiva vai distribuir R$ 280 mil. O público poderá conferir 22 produções com temática ambiental, sendo 12 estrangeiras e 10 brasileiras. A participação internacional fica por conta de produções da França, Áustria, Alemanha, Bélgica, Índia, Irã e México. Entre os brasileiros, 4 filmes são goianos. Além de Goiás, participam filmes dos estados do Maranhão, Paraná, Pernambuco, Ceará e São Paulo.

Além de shows musicais, o Fica contempla várias oficinas de cinema, palestras e minicursos a respeito da temática. A programação ficará disponível no site oficial do festival: http://fica.art.br.

O Fórum Ambiental traz o tema: O Caminho para um futuro sustentável: governança territorial, proteção ambiental e segurança alimentar. Na mesa estarão lideranças ambientais e políticos para tratar da questão.

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Parque da Chapada dos Veadeiros recupera tamanho

Decreto que regulamenta mudança deve sair em pouco mais de um mês

Deivid Souza

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros deve voltar a ter a mesma área de 2001, quando foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade: 235 mil hectares.

A medida é uma forma de garantir que o título concedido em 2001 não seja retirado, pois a instituição pressionava o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pela manutenção da área no tamanho da época da concessão da honraria.

O MMA pretendia fazer logo a mudança. No entanto, o governo de Goiás, que é a favor da reampliação de 65 mil hectares para 235 mil hectares, pediu um prazo para concluir uma regularização fundiária em curso no local.

Passado

O Parque foi criado em 1961 e está localizado na Região Nordeste de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Colinas do Sul. Na época de criação, o então Parque Nacional do Tocantins tinha área de 625 mil hectares. Em 1972 a área foi reduzida para pouco mais de 65 mil hectares e foi rebatizado para o nome atual.

PRAÇA SUSTENTÁVEL

Fossa sustentável trata esgoto de praça

Bananeiras são usadas em micro estação de tratamento. Dispositivo pode ser solução para regiões onde ainda não há rede de coleta

A fossa biosséptica é uma forma barata e sustentável para o tratamento de esgoto em localidades que não contam com uma rede de coleta desses resíduos. Em Goiânia, esse sistema, que pode ser construído com materiais recicláveis, é adotado na Praça Conceito Consciente no Setor Marista, com objetivo de difundir tal técnica para a população.

A alternativa pode ser uma solução para um grave problema de saúde pública. De acordo com dados do Instituto Trata Brasil, entre as 100 maiores cidades do país (todas com população acima de 250 mil habitantes), mais da metade (55 municípios) trata menos de 40% do esgoto produzido. Em Goiás, de acordo com a Saneago, de todo o esgoto gerado, apenas 48,5% é tratado. Entre as grandes cidades do Estado, Aparecida de Goiânia é uma das mais carentes nesse quesito, com uma rede que atende apenas a 22,9% da população.

A fossa biosséptica da praça ocupa um espaço de 10 m², uma profundidade de 3 m e recebe os resíduos gerados nos banheiros públicos do Espaço Cultural Atílio Corrêa Lima, instalado no local.

Ela funciona como uma micro estação de tratamento que usa plantas, como a bananeira, como principal ativo para eliminar o esgoto. Segundo o engenheiro Murilo Simon, responsável pela implantação do projeto, as bananeiras são plantas capazes de consumir rapidamente o esgoto gerado, uma vez que na fossa, esse tipo de resíduo assume um papel de adubo. “É um processo sustentável, construído com restos de obra, que é capaz de tratar até 100% do esgoto que recebe, evitando que os dejetos sejam dispensados e contaminem corpos d’água, além de evitar o mau cheiro. É uma ótima solução para ser adotada em regiões que ainda não foram alcançadas pela rede de esgoto, como bairros afastados e zonas rurais”, explica.

De acordo com Murilo Simon, as paredes e o chão da fossa são impermeabilizados para não contaminar a terra e os lençóis freáticos. A partir daí os componentes da fossa são adicionados em camadas. Primeiro, o poço recebe uma coluna de 28 pneus velhos, onde o esgoto será dispensado diretamente. Em seu redor, o poço é coberto por camadas de entulho e tijolos perfurados cobertos de cascalho e areia, elementos que irão absorver o esgoto que irá vazar por entre os pneus. Todo o fosso também é coberto de terra com substratos, prontas para receberem plantas como bananeiras.

 

Barato

O arquiteto criador do projeto, Renato Rocha, ressalta que é possível construir uma fossa biosséptica em cerca de 30 dias, com um investimento de cerca de R$ 1,8 mil reais. “Quanto mais materiais de reuso utilizar, mais barato o projeto vai custar. Esse valor é o preço médio também das fossas convencionais”. O arquiteto lembra que como não são impermeabilizadas, as convencionais precisam ser construídas a pelo menos 15 metros de distância de cisternas, por exemplo, além de precisarem ser esvaziadas com frequência”. A fossa biosséptica, ao contrário, não possui nenhuma dessas inconveniências, caso seja utilizada pelo número de pessoas considerado no projeto e, além disso, ainda produzem frutos. Plantas como goiabeira, mamoeiro e jabuticabeira também são indicadas para fazer parte desse processo”.

Conceito

A Praça Conceito Consciente foi revitalizada em 2012 pela Consciente Construtora e Incorporadora em parceria com o poder público.  No espaço, que outrora estava subutilizado, foi desenvolvido um projeto com premissas de sustentabilidade e acessibilidade. Lá tem, por exemplo: iluminação por energia solar, telhado verde, reuso de água, uso de espécies do bioma Cerrado, entre outros recursos ambientalmente corretos escolhidos para o local. A Praça fica na Rua 27 c/ Rua T-50, Setor Marista.

Da redação / Imagens: Divulgação

Foto: Paulo de Araújo/MMA

Rock in Rio vai plantar um milhão de árvores na Amazônia

Serão investidos R$ 28 milhões na iniciativa pela franquia

Nos próximos três anos, 1 milhão de árvores serão plantadas na floresta amazônica. A iniciativa é do Rock in Rio, que escolheu Manaus para a realização de um evento da marca, o Amazônia Live.

O projeto foi criado para chamar a atenção do mundo sobre o aquecimento global e colaborar com o reflorestamento das áreas mais degradadas da região e a arborização da capital amazonense.

O evento foi anunciado nessa segunda-feira (4) no Rio de Janeiro e será realizado em Manaus no final de agosto. O Amazônia Live vai marcar a contagem regressiva até o Rock in Rio 2017.

Um palco flutuante será montado no Rio Negro, próximo a um hotel de selva. Haverá a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira, acompanhada por um coro de 12 vozes e pelo tenor Saulo Laucas. O artista é cego e autista e vai cantar junto com o tenor Plácido Domingo.

Outro palco será instalado na praia da Ponta Negra, onde a cantora Ivete Sangalo fará um show gratuito.

O Amazônia Live não vai gerar custos para o município. O investimento, de cerca de R$ 28 milhões, ficará por conta da marca Rock in Rio. A ideia do evento partiu da própria prefeitura de Manaus e foi apresentada aos organizadores. Para o prefeito Artur Virgílio Neto, a iniciativa, além de ser socioambiental, dá mais visibilidade ao turismo da região.

“Um projeto grandioso, que junta sustentabilidade, com business forte, por causa do envolvimento de empresários. Ganharemos como marca turística, ganharemos como marca de futura meca do turismo internacional ecológico. Lutamos dois anos para que esse momento chegasse. Oferecemos Manaus como palco de um belíssimo espetáculo que só poderia ser feito mesmo aqui, com as características de floresta, o Rio Negro e o povo afável que temos”, declarou o prefeito.

Segundo o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, o número de árvores plantadas na Amazônia pode chegar a 3 milhões por meio do projeto. “Eu sinto que as pessoas não sabem como ajudar. E o Rock in Rio vai explicar como ajudar. A gente está assumindo o compromisso hoje de plantar 1 milhão de árvores, mas o Banco Mundial já anunciou outro milhão, nós temos alguns clientes e vamos chegar fácil aos 3 milhões de árvores plantadas em um investimento todo feito pela iniciativa privada”, afirmou Medina.

De acordo com o Instituto Sociambiental (ISA), parceiro do projeto, um mix de sementes chamado de muvuca será utilizado para o plantio das árvores e vai reproduzir o processo natural da floresta. “A técnica utiliza semeadura direta e a experiência de plantadores de árvores do Xingu-Araguaia e prova que plantar as sementes diretamente no chão, no seu local definitivo, é o melhor método para a maioria dos tipos de árvores”, informou o insituto.

Uma campanha publicitária também vai ser lançada com mensagem de alerta sobre a importância do consumo consciente dos recursos naturais do planeta. Haverá ainda mobilização nas redes sociais, convidando cada pessoa a plantar uma árvore na Amazônia.

O Rock in Rio foi criado em 1985 e é considerado o maior evento de música e entretenimento do mundo.

Da Agência Brasil/ Foto: Paulo de Araújo/MMA

Foto: Jorge Cardoso/MMA

Parque de Brasília abre trilha para ciclistas

Nesta quinta-feira espaço terá programação especial

Popularmente conhecido como Água Mineral, o Parque Nacional de Brasília vai muito além de suas piscinas de águas correntes, que há anos encantam os brasilienses e turistas. São mais de 42 mil hectares de área; 260 mil visitantes anuais; duas trilhas (a Cristal Água – com 5 km e a Capivara – com aproximadamente 1,3 km); um Núcleo de Educação Ambiental; um espaço para prática de meditação, conhecido como Ilha da Meditação; diversos tipos de vegetação; e fauna abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção.

Para comemorar o Dia Mundial da Vida Selvagem, celebrado em 3 de março, o Parque Nacional de Brasília vai inaugurar uma trilha de 15 km para ciclistas, com duchas estrategicamente colocadas ao final do caminho para refrescar quem se aventurar pelo percurso. Segundo Daniela Costa, analista ambiental e chefe substituta da Unidade de Conservação, foi preparado um caminho longo, amplo e sinalizado, que vai agradar aos ciclistas que aguardavam tanto por essa iniciativa.

Ela explica que esta é uma expansão da trilha Cristal Água e que as duchas funcionam com o aproveitamento da água da válvula de alívio de pressão que integra a rede hidráulica do parque, não havendo desperdício. Vale ressaltar que a trilha também é aberta para pedestres, só que, neste caso, com a opção de percorrer também um caminho reduzido, com 6,5 km.

“Com as novas atrações esperamos não apenas atrair um novo perfil de visitante, mas o pensamento, a postura de quem vem ao parque. Buscamos uma visita voltada à contemplação. Trabalhamos por uma melhoria na gestão. Precisamos de maior participação da sociedade na conservação do parque, pois sozinhos não conseguimos implementar as melhorias necessárias”, afirmou Daniela.

Início

A história da criação do parque tem relação direta com a da construção de Brasília, na década de 1960. A Unidade de Conservação surgiu da necessidade de se proteger os rios fornecedores de água potável à capital federal e de manter a vegetação em estado natural. O parque abriga as bacias dos córregos que formam a represa Santa Maria, responsável pelo fornecimento de 25% da água que abastece Brasília. A represa fica no coração do local, ocupando uma área de 6,1 km². “É a água de melhor qualidade do Brasil, pois as nascentes ficam dentro de um parque nacional”, enaltece Daniela.

As piscinas (Areal e Pedreira) se formaram a partir dos poços de água, que surgiram às margens do Córrego Acampamento, pela extração de areia feita antes da implantação de Brasília. O parque é também um local de preservação de animais selvagens próprios do Cerrado.

São encontrados na Unidade de Conservação, entre outras espécies, o lobo-guará, a jaguatirica, o tatu-canastra, a anta e o tamanduá-bandeira, ameaçadas de extinção. Várias outras espécies não ameaçadas compõem a biodiversidade do parque, a exemplo de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, e de grupos pouco estudados como moluscos, crustáceos, insetos e pequenos organismos.

Desafios  

Para uma melhor gestão do parque e proteção dos animais selvagens que vivem no local, Daniela destaca que um dos maiores desafios é como tratar o problema dos cães semidomesticados (ou errantes, como são chamados). São cães abandonados, ou que fugiram de casa, que entram na Unidade de Conservação e juntam-se a outros animais, formando matilhas. Tais cães perdem o contato humano e tornam-se ”asselvajados” (brutos, rudes), passando a competir com a fauna nativa por alimento e território, ou até mesmo a perseguir os animais do parque.

O lixão e a Estrutural são as maiores portas de entrada para os cães semidomesticados. A matilha transmite doenças graves aos animais selvagens. Algumas delas, como a parvovirose, são fatais. “O cão semidomesticado não tem imunidade e nós não temos como identificar e nem combater doenças. Algo mais grave pode disseminar uma espécie inteira”, ressalta Daniela.

“Em dezembro de 2015 encontramos um filhote de porco do mato morto em uma das piscinas, devido ao ataque dos cães. Há vários relatos de funcionários que avistam ou testemunham sinais de perseguições dos cães a animais selvagens. A Unidade de Conservação, sozinha, não consegue fazer o manejo. Precisamos do apoio da sociedade”, destaca Daniela.

 

 

Programação

Confira abaixo a programação especial que o Parque Nacional de Brasília realizará, no dia 3 de março (quinta-feira):

Observação de Aves
Das 6h às 8h. Local: Trilha Capivara e Mata da Trilha Cristal Água
Público: Livre. Vagas limitadas, interessados devem fazer pré-agendamento no e-mail:  visitação.pnb@icmbio.gov.br

Inauguração da expansão da Trilha Cristal Água (incluindo a trilha de 15 km para ciclistas).
Das 8h30 às 10h. Local: Trilha Cristal Água
Público: adultos

Atividades educativas para crianças
Com cinema, plantio de árvores, trilhas guiadas, pinturas e oficinas.
Das 9h às 12h. Local: Núcleo de Educação Ambiental (NEA)

 

Fonte: MMA