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17 ODS

Conheça os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A ONU divulgou vídeo sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

No dia 1º de janeiro de 2016, a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável entrou em vigor em todo o planeta. O documento contém 17 objetivos e 169 metas que deverão ser cumpridas pelos Estado-membros da ONU ao longo dos próximos 14 anos. Os compromissos assumidos pela comunidade internacional substituem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), cujo período de vigência se encerrou em 2015.

17 ODS

 

 

 

 

1 Erradicação da pobreza

2 Fome zero e agricultura sustentável

3 Saúde e bem-estar

4 Educação de qualidade

5 Igualdade de gênero

6 Água potável e saneamento

7 Energia limpa e acessível

8 Trabalho decente e crescimento econômico

9 Indústria, inovação e infraestrutura

10 Redução das desigualdades

11 Cidades e comunidades sustentáveis

12 Consumo e produção responsáveis

13 Ação contra a mudança climática global do clima

14 Vida na água

15 Vida terrestre

16 Paz, justiça e instituições eficazes

17 Parcerias e meios de implementação

Acesse lista completa de metas clicando aqui.

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Sustentabilidade abre oportunidade para novos modelos de negócio em 2017

Momento tem espaço para desenvolvimento de empresas consolidadas e também para criação de novos modelos de serviços que tratem da sustentabilidade

Deivid Souza / Foto: EBC

A sustentabilidade vem influenciando os negócios há um bom tempo. No Brasil, o ano de 2016, marcado pela forte recessão, fez os empreendedores buscarem mais fortemente maneiras de equilibrar as contas para sobreviver. Para 2017 e os próximos anos os especialistas defendem que essa tendência tende a se asseverar cada vez mais, ou seja, é um caminho sem volta.

Se por um lado há a necessidade de se reinventar, por outro, as transformações abrem oportunidades para empresas e profissionais. Para os negócios já em atividade, 2017 deve ser um ano de otimizar recursos, reestruturar processos e redesenhar a missão da empresa. Isso abre oportunidade para organizações, que eventualmente não estejam no mercado, mas que possam contribuir com o aprimoramento de negócios.

O Estudo de Tendências e Oportunidades de Negócios em Goiás, elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), listou 18 macrotendências em 2016. Consumo consciente e sustentabilidade é uma delas. Neste segmento, logística reversa, consultorias para certificação, soluções sustentáveis, comércio justo e produtos e serviços ligados à preservação do meio ambiente despontaram como campos de atuação promissores. O estudo apurou que existe demanda de mercado para brechó, carpintaria verde, coleta e reciclagem de resíduos, organização de eventos carbono neutro e produção de bijóias, por exemplo.

A gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-GO, Camilla Carvalho Costa, afirma que além desses modelos de negócios voltados à sustentabilidade há um movimento em busca da racionalização dos recursos empresariais que procura equilibrar preservação ambiental, economia e responsabilidade social. E isso, diz ela, se aplica a todos os ramos da economia. A gerente explica, no entanto, que é preciso se preparar para as mudanças.

“O primeiro movimento deve ser o de conhecer a demanda, fazer um diagnóstico para saber qual é a lacuna de mercado, quais são os pontos básicos e desenvolver soluções. Também é importante saber que este é um capital importante e que deve ser exposto à sociedade”, orienta Camilla.

A especialista conta que às vezes microempresários desconhecem como funcionam os processos de aprimoramento para a sustentabilidade. “Alguns pensam que é caro, que os resultados vão demorar, mas quando eles veem, por exemplo, a economia de água e a redução de outros custos, há uma assimilação melhor da proposta”, exemplifica Camila.

As iniciativas que visam à sustentabilidade corporativa devem se tornar mais fortes nos próximos anos. A entrada em vigência do Acordo de Paris e o aumento da consciência do consumidor sobre o assunto vão provocar cobranças constantes daqui em diante.

Sustentabilidade

A última pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) sobre consumo consciente revelou que os brasileiros dão nota média de 8,8 para a importância do tema, mas em contrapartida, apenas dois (21,8%) em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes, sinal de um processo de transformação à vista.

A mudança de perfil fica visível quando é observado outro levantamento. Em um intervalo de dois anos, a pesquisa Rumo à sociedade do bem-estar do Instituto Akatu apurou que saltou de 14% para 24% o interesse da população brasileira sobre consumo consciente.

O consultor Jhon Elkington, autor de Canibais com Garfo e Faca (Makron Books, 88,80 reais) defende que este é o momento de reformar a gestão das organizações e implantar o modelo de governança corporativa, marcado pelo equilíbrio das três forças da sustentabilidade – meio ambiente, economia e sociedade -, foco na finalidade do negócio e relacionamento com os stakeholders – públicos de interesse.

Mercado de trabalho

As transformações nas empresas vão exigir profissionais alinhados com os objetivos das organizações, principalmente no atendimento à necessidade de equilibrar os três botões da sustentabilidade: meio ambiente, economia e sociedade. A coach e psicóloga organizacional, Catarina Portugal, explica que isso faz com que o colaborador precise entender o negócio em um sentido amplo, buscando maior conexão social, flexibilidade e adaptação à dinâmica organizacional.

“É a questão do propósito. Tem muito a ver no modo como o profissional pretende transformar o contexto social em que ele atua”, explica.

A rapidez das mudanças no mundo tem feito com que profissionais estudem para atuar em profissões que ainda nem existem. O Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lista uma série de funções que ainda não existem, mas que terão demanda nos próximos três anos. Um exemplo é o profissional de tutor de curiosidade, que deve oferecer inspiração e conteúdo para despertar a curiosidade de quem o contrata.

O preparo técnico é importante, mas diante das mudanças tão rápidas, as empresas têm valorizado cada vez mais as competências comportamentais. “A competência técnica é mais facilmente aprendida do que a competência comportamental. Então, é mais conveniente eu treinar alguém que está alinhado com o perfil e os objetivos da empresa”, defende a especialista.

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Bagaço da cana pode fazer descontaminação ambiental

Bagaço da cana pode ter nova utilidade: descontaminação ambiental

Um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, o Brasil estuda um destino sustentável para o bagaço produzido pela indústria sucroalcooleira: a produção de carvão ativo que possa ser utilizado para a descontaminação ambiental (da água e do ar). Um estudo feito pelo Laboratório  Nacional de Nanotecnologia (LNNano), ligado ao Centro Nacional de Pesquisas em Energias e Materiais (CNPEM), o carvão ativo é uma alternativa economicamente viável, até 20% mais barata, e com a mesma eficiência, se comparada aos produtos importados já existentes no mercado.

O objetivo da pesquisa é utilizar resíduos agroindustriais abundantes no país para aplicações ambientais. De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção brasileira de cana na safra 2015/2016 ultrapassou as 665 milhões de toneladas, das quais 368 milhões foram produzidas no estado de São Paulo. Deste total, aproximadamente um terço consiste em bagaço, que é obtido após o processo de moagem da cana nas usinas.

“O resíduo da indústria sucroalcooleira abre caminho para o desenvolvimento de um material avançado com propriedades antibacterianas quando associado a nanopartículas de prata, sendo um excelente material na remediação ambiental”, explica o pesquisador do LNNano Diego Martinez.

A pesquisa teve início a partir de uma demanda feita por uma usina nacional, que utiliza o bagaço de cana para a geração de energia elétrica. O resíduo produzido na queima, bastante rico em carbono, passou a ser utilizado para a fabricação do carvão ativo.

Aplicações

No Brasil, carvões ativos são empregados em grandes volumes para a remoção das impurezas da água. Para um município com um milhão de habitantes, por exemplo, a estimativa é que seja utilizada uma tonelada de carvão ativo por dia para o tratamento de água. No exterior, o carvão ativo é proveniente de madeira, de ossos de animais ou de casca de coco.

“O grande problema é que existe uma dependência do Brasil do mercado exterior para a obtenção desse produto. Se pensarmos na questão cambial, nosso sistema comercial fica muito fragilizado. O carvão produzido aqui pode ser até 20% mais barato que o importado”, enfatiza o pesquisador Mathias Strauss.

Através de uma cooperação bilateral firmada por meio do Centro Brasil-China de Pesquisa e Inovação em Nanotecnologia (CBCIN), o carvão produzido a partir da biomassa da cana já está em teste em Xangai. “O material está sendo utilizado em testes de descontaminação de ar, para, por exemplo, a despoluição do ar nos túneis da cidade, que sofrem com grandes congestionamentos e o fato de os carros ficarem muito tempo parados, gerando gases tóxicos. Esse ar passa por um tratamento para minimizar os danos aos motoristas”, diz Strauss.

De acordo com os pesquisadores do CNPEM, o carvão ativo feito a partir de bagaço de cana já tem maturidade suficiente e deve estar disponível para o mercado em um prazo entre cinco e dez anos.

Inovação

A pesquisa sobre descontaminação ambiental desenvolvida pelo laboratório, além de dar um destino mais sustentável e rentável ao resíduo gerado a partir da cana-de-açúcar, tem caráter inovador por estudar a possibilidade de utilizar nanopartículas de prata associadas ao material. As nanopartículas são conhecidas na literatura por promover atividades antimicrobianas e que podem ser associadas à capacidade de absorção de contaminantes dos carvões ativos.

A inovação encontra-se em análise pelos pesquisadores, que buscam entender qual é a relação estabelecida entre as nanopartículas de prata no carvão ativo de bagaço e o meio ambiente. “A avaliação proativa dos riscos de nanomateriais é uma nova abordagem que a nanotecnologia está trazendo. Estes estudos estão sendo conduzidos no CBCIN, com a colaboração da Embrapa Ambiente. Preparamos o material ao mesmo tempo em que já pensamos nos seus potenciais efeitos toxicológicos e riscos ambientais”, ressalta Diego Martinez.

CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas (SP), compreende quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro de quarta geração, dedicado à análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o LNNano realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Os quatro laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.

Do MCTIC / Foto: Embrapa

XX

Semana Lixo Zero chega a Goiânia

Ação itinerante foi criada para conscientizar empresas sobre problema do lixo

 

Deivid Souza / Foto: Carol Garcia/GOVBA

Segue até domingo a programação da Semana Lixo Zero, ação realizada pela organização civil Instituto Lixo Zero Brasil. Na programação estão previstas: palestras, oficinas, exposições e feiras de troca.

Iniciado na terça-feira (25), o evento acontece na Central de Decorados CMO Construtora, na Rua T-53, 1.771, Setor Bueno, Goiânia-GO. O objetivo da ação é discutir a importância de minimizar a geração de resíduos por meio da implantação de programas. As empresas são desafiadas a implementar práticas sustentáveis para que obtenham certificação de respeito ao meio ambiente.

De acordo com o site do evento, o Instituto Lixo Zero Brasil é uma organização civil sem fins lucrativos que faz parte do Zero Waste International Alliance. Ele foi fundado em 2010 e possui sede em Florianópolis (SC).

Confira programação do evento:

28/10 – Espaço CMO

14:00 ás 15:00 – Ciclo de Palestras Direito Ambiental para Empresas
Dr. Juliano Barros de Araújo – Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás
15:00 ás 15:30 – Coffee break e visita ao decorado
Corretor CMO
15:30 ás 16:30 – Resíduo Zero e Rede de Multiplicadores
Giovane Toledo – Consultor Ambiental
29/10 – Feira Ambiental
Atividades simultâneas, com palestras, exposições e feira de trocas.
08:00 ás 12:00 – Sacolão Sustentável (Mostra)
Professora Nilva
14:00 ás 15:00 – Palestra – 7 passos para residência resíduo zero
Raquel Pires – Biologa
15:00 ás 15:30 – Palestra – Defesa Civil e os resíduos sólidos
Cidicley Santana
16:00 ás 17:30 – Caminhos da sustentabilidade para melhoria da qualidade de vida no ambiente urbano.
Dr. Dayan – Casa de João de Barro
Serviço:
Assunto: Semana Lixo Zero
Onde: Central de Decorados CMO Construtora (Rua T-53, nº 1.771, Setor Bueno, Goiânia)
Quando: De 25 a 30 de outubro
Mais informações: (62) 3941-5774
maanasa

Garota de 13 anos cria sistema portátil que gera energia limpa

Equipamento que capta energia do sol tem custo de US$ 5

Após uma viagem à Índia, Maanasa Mendu, uma estudante norte-americana de apenas 13 anos, decidiu criar um sistema (de energia limpa) que ajudasse a solucionar o problema da falta de energia em regiões isoladas e que tivesse baixo custo, justamente para ser acessível a essas comunidades. Depois de muitos testes, ela desenvolveu um projeto apelidado de Harvest.

O equipamento foi fabricado com materiais simples e custou apenas US$ 5. Inicialmente, a ideia era criar um dispositivo apenas para aproveitar a energia eólica. O primeiro protótipo criado por ela usava o vento como única fonte de energia e já era eficiente. Mas, ao se inscrever para um concurso de jovens cientistas, ela recebeu o apoio de uma tutora que sugeriu melhoras no projeto, para que o potencial solar também fosse aproveitado.

Foto: Divulgação

Continue lendo a reportagem no CicloVivo.

Foto: Agência Brasil

Opinião: Com dados disponíveis, é hora de se prepar para mudança climática

Pela primeira vez, pesquisadores brasileiros identificaram quantitativa e qualitativamente os efeitos das mudanças climáticas, apontando, regionalmente, as consequências para agricultura, biomas, recursos hídricos, energias renováveis, desastres naturais, saúde, entre outros.

A publicação Modelagem Climática e Vulnerabilidades Setoriais à Mudança no Clima no Brasil é fruto do trabalho de cientistas das mais diversas áreas do conhecimento de diversificadas instituições de ensino e pesquisa.

O trabalho descobriu, por exemplo, que a produção da soja, responsável por metade das exportações do estado de Goiás, poderá cair até 80% até o ano de 2085, caso as previsões se confirmem. Além disso, culturas como milho, feijão, arroz e trigo também devem enfrentar uma redução nas áreas de plantio consideradas de baixo risco de perdas. Para as cidades, o risco de enchentes e inundações apresenta variação entre os anos de 2008 e 2030 na faixa dos 46%.

Com este cenário amedrontador as políticas públicas e ações privadas precisam avançar mais rapidamente junto à sustentabilidade. No caso da agricultura, estão em curso várias pesquisas que podem facilitar a adaptação de culturas à redução das chuvas e aumento das temperaturas. Uma delas, vai entregar ao mercado uma variação genética do milho com raízes maiores para que a planta tenha condições de buscar hidratação mais profundamente.

Na contramão da realidade, municípios brasileiros ignoram o perigo. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que metade dos municípios brasileiros não tinha nenhum mecanismo para prevenir e enfrentar desastres naturais.

Com tantas informações disponíveis, o desafio agora é, sem perder de vista a busca pela sustentabilidade, planejar ações tanto no meio urbano quanto rural para minimizar as os danos que o aquecimento global trará.

Razões para isso não faltam, mas além do planejamento, as ações precisam ser implementadas rapidamente.
Deivid Souza é jornalista e aluno do MBA Gestão e Tecnologias Ambientais (USP)

*Artigo publicado no jornal O HOJE em