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Goiânia terá programa inovador de redução de resíduo

Famílias serão selecionadas para receber orientação sobre coleta seletiva e compostagem

Deivid Souza

 

Será lançado na noite desta terça-feira (1º) o projeto “Residência Resíduo Zero Goiânia”. A iniciativa consiste em selecionar 100 famílias para serem acompanhadas de março a junho deste ano por técnicos que vão orientar os participantes a reduzirem o volume de lixo. Os participantes receberão um kit de compostagem para transformar resíduos orgânicos em adubo.

Para participar, os interessados devem acessar o site da sociedade até o dia 10 de março para fazer a inscrição. Haverá uma seleção dos inscritos. “Nós queremos aqueles parceiros que sejam multiplicadores. Nós vamos selecionar pessoas de todas as classes econômicas, de várias regiões da cidade, diversos tipos de casa: sobrado, apartamento, condomínio fechado, casa térrea para ter uma representatividade”, disse o coordenador geral da Sociedade Resíduo Zero, Diógenes Aires de Melo, ao Canal Sustentável.

O projeto é o primeiro do tipo no País e foi viabilizado por meio de uma parceria com a Embaixada dos Estados Unidos e Total Educação, além do apoio da Comurg, Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) e Universidade Federal de Goiás (UFG).

Após o mês de junho, as famílias continuarão a separar os resíduos e o projeto será revisto para melhoria e inclusão de novos patrocinadores que possibilitem a ampliação da iniciativa.

Atualmente, apenas 3% do lixo coletado em Goiânia é reaproveitado. Outros 3% são captados pelo programa de coleta seletiva da Capital, mas não podem ser encaminhados à cooperativas de reciclagem porque são separados de maneira inadequada. Cerca de 2,5 mil toneladas são coletados pelo programa todos os meses.

Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

Desperdício de alimentos na mira de empresas

Além do fator social, preço do descarte também preocupa

Deivid Souza

No Brasil mais de 7 milhões de pessoas passam fome. Enquanto isso, milhares de toneladas de alimentos que poderiam ser aproveitadas vão para o lixo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a cada três quilos de comida produzida no mundo, um vai para o lixo. Para mudar esta realidade, empresas e instituições investem em ações.

Uma das iniciativas pioneiras neste campo é o Programa Mesa Brasil do Sesc. O programa encaminha alimentos que não têm valor comercial, mas tem valor nutricional para entidades cadastradas. Colaboram com o programa 258 empresas. Elas são responsáveis por fazer possível o atendimento a 583 mil pessoas de mais de 500 instituições cadastradas.

Além do desperdício, esse também é um grande problema para empresas porque o descarte deste material tem custo. Em Goiânia, por exemplo, a Prefeitura cobra R$ 98 por tonelada de lixo orgânico que é encaminhada para o já sobrecarregado aterro sanitário.

Por outro lado, instituições de filantrópicas que gozam dos benefícios da mudança de pensamento reconhecem a economia que fazem com os alimentos. “É um custo muito alto, nós dependemos dessa ajuda para funcionar”, afirma o diretor do Lar Espírita Francisca de Lima, Paulo Cesar Ferreira dos Santos. A instituição filantrópica mantém uma creche que cuida e alimenta aproximadamente 200 crianças todos os dias.

Economia

A Central de Abastecimento do Estado de Goiás (Ceasa-GO) ampliou a capacidade de redistribuição do Banco de Alimentos de menos de mil quilos para mais de 153 mil quilos entre setembro e dezembro de 2015. Além de encaminhar as doações de alimentos que não podem ser mais vendidos, no entanto ainda estão próprios para consumo para entidades filantrópicas, mais de mil famílias carentes recebem doações no local. A secretária do Banco, Naiara Batista dos Santos Andrade, explica que os vendedores doam os alimentos que estão mais maduros. “A gente não doa nada podre, mas é para uso imediato. Tudo bem maduro, não pode deixar para consumir bem depois”, detalha. Mesmo com as mudanças, o gasto com descarte ainda custa R$ 72 mil por mês.

 

Crime

Várias propostas tramitam na Câmara Federal para impulsionar a redução do desperdício de alimentos. A mais conhecida e polêmica é o PL 3070. O projeto de lei altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (LEI 12.305/10) para garantir tratamento diferenciado aos restos alimentares.

Um ponto bastante polêmico do projeto é a criminalização das pessoas que jogam alimento próprio para o consumo no lixo. A medida afetaria diretamente os agricultores que às vezes descartam a colheita quando os custos de distribuição não cobrem o investimento na cultura.

Distribuição do desperdício

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