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Bikes compartilhadas circulam em dezembro em Goiânia

Termo de autorização do serviço foi assinado nesta quarta-feira (26). Capital terá 15 estações com 10 bicicletas cada

Deivid Souza / Foto: Divulgação

A partir de dezembro o goianiense terá mais uma opção de deslocamento: a bicicleta compartilhada. A Prefeitura de Goiânia assinou nesta quarta-feira (26) o termo de autorização para o funcionamento do serviço.

A empresa Serttel Ltda venceu o edital de chamamento público lançado em agosto. Serão implantadas 15 estações de bicicletas públicas na Região Centro-Sul de Goiânia, com dez equipamentos cada.

O serviço terá quatro taxas de uso, R$ 4,00 para um dia, R$ 8,00 mensal, R$ 35,00 semestral e R$ 70 anual. O cadastro e o pagamento serão feito de forma digital, via internet. Cada locação tem duração de 60 minutos, ou seja, após este tempo haverá cobrança de multa. Após o uso, o veículo deve ser devolvido em uma das estações.

Dados da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) apontam que 4% dos moradores da capital utilizam a bicicleta para deslocamento. O índice é de 6% na Região Metropolitana de Goiânia.

O serviço a ser implantado até dezembro tem o patrocínio da  Cooperativa de Trabalho Médico (Unimed Goiânia). O modelo de bicicleta será apresentado em novembro à população.

Atraso

O primeiro edital do serviço, lançado em junho deste ano, foi anulado pela CMTC. A medida foi tomada após o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) emitir parecer contra o projeto por causa da falta do plano de mobilidade urbana, que ainda está em desenvolvimento.

 

Grupo de trabalho discute critérios para redução de metal

Chumbo em tintas será limitado

Presente na pintura de materiais infantis, como lápis de cor e parquinhos, metal pesado causa danos à saúde e ao meio ambiente

A presença de chumbo em tintas e os riscos que o metal representa para o meio ambiente e a saúde, especialmente das crianças, está mobilizando especialistas do governo, de empresas fabricantes de tintas e da sociedade civil organizada para a regulamentação da lei que está em vigor desde 2008. A legislação limitou a presença de chumbo nos materiais de uso infantil, como brinquedos, material escolar, tintas imobiliárias, vernizes e materiais similares de revestimento utilizadas em locais frequentados por crianças.

As pesquisas mostram que crianças são mais vulneráveis que os adultos à exposição ao chumbo, pois praticam mais atividades que levam a mão à boca, consomem mais alimentos e bebidas, absorvem de quatro a cinco vezes mais o chumbo no estômago e respiram mais ar por quilo de massa corpórea. A exposição pode ainda ocorrer na fase uterina, ocasionando danos irreversíveis durante o desenvolvimento dos órgãos e distúrbios neurológicos.

A lei nº 11.762/08 começou a ser analisada nesta semana pelo Grupo de Trabalho Chumbo em Tintas, da Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ), coordenado pela diretora de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Letícia Carvalho.

A diretora fez uma avaliação positiva da primeira reunião do grupo. “Enquanto se espera pela regulamentação, que iremos propor via decreto, os próprios fabricantes já estão adotando a auto-regulamentação para se adequar à lei”, afirmou Letícia. Durante a reunião, representantes da Associação Brasileira de Tintas (Abrafati) informaram que, hoje, 90% dos produtos comercializados pelas 56 empresas ligadas à associação já estão adequadas ao limite fixado em lei.

Caberá ao GT elaborar os regulamentos sugeridos pelo Inmetro para estabelecer a metodologia de avaliação dos agentes e dos produtos da cadeia de tintas imobiliárias, materiais similares e tintas infantis e escolares; as regras específicas da certificação compulsória desses produtos no Brasil e os protocolos de fiscalização, inclusive o controle das importações de formulações e de produtos acabados.

Adaptado do MMA

veneno

MPF pede multa para empresa que intoxicou alunos em Rio Verde

Incidente aconteceu em 2013. Crianças, professores e servidores foram atendidas pelo Samu e levadas para hospitais da Região

Deivid Souza / Foto: Reprodução MPF-GO

O Ministério Público Federal em Rio Verde (MPF/GO) ajuizou, no último dia 27 de março, Ação Civil Pública (ACP) contra as empresas Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., produtora do agrotóxico EngeoTM, e Aerotex Aviação Agrícola Ltda. Elas são apontadas pela instituição como responsáveis pela intoxicação, em maio de 2013, de mais de 92 pessoas, entre alunos professores e servidores de uma escola municipal.

Todos contaminados estavam na Escola Municipal Rural São José do Pontal, localizada no Projeto de Assentamento Pontal dos Buritis, no município de Rio Verde, que fica na Região Sudoeste de Goiás a 238 quilômetros de Goiânia. A área onde está instalada a escola é de propriedade da União.

O autor da ACP, o procurador da República, Lincoln Meneguim, pede que as empresas sejam condenadas a pagar uma indenização de, no mínimo, R$ 10 milhões a título de danos morais coletivos, que deverão ser aplicados em ações vinculadas à saúde da população. As investigações do MPF-GO apontaram que a aplicação só poderia ser feita por via terrestre, e não aérea como foi o caso.

A Syngenta disse lamentar o ocorrido e que “não tem qualquer relação com o fato”, além de contribuir com o treinamento de agricultores. Já a Aerotex foi procurada, mas não retornou nosso contato.

Relembre

Em maio de 2013, durante a aplicação de veneno em uma plantação de milho, vizinha à escola, o piloto da aeronave que fazia a pulverização despejou o agrotóxico a menos de 15 metros da unidade de ensino. Mais de 40 alunos foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhados para hospitais da região após sentirem tonturas, fortes dores de cabeça e vômitos.

PRAÇA SUSTENTÁVEL

Fossa sustentável trata esgoto de praça

Bananeiras são usadas em micro estação de tratamento. Dispositivo pode ser solução para regiões onde ainda não há rede de coleta

A fossa biosséptica é uma forma barata e sustentável para o tratamento de esgoto em localidades que não contam com uma rede de coleta desses resíduos. Em Goiânia, esse sistema, que pode ser construído com materiais recicláveis, é adotado na Praça Conceito Consciente no Setor Marista, com objetivo de difundir tal técnica para a população.

A alternativa pode ser uma solução para um grave problema de saúde pública. De acordo com dados do Instituto Trata Brasil, entre as 100 maiores cidades do país (todas com população acima de 250 mil habitantes), mais da metade (55 municípios) trata menos de 40% do esgoto produzido. Em Goiás, de acordo com a Saneago, de todo o esgoto gerado, apenas 48,5% é tratado. Entre as grandes cidades do Estado, Aparecida de Goiânia é uma das mais carentes nesse quesito, com uma rede que atende apenas a 22,9% da população.

A fossa biosséptica da praça ocupa um espaço de 10 m², uma profundidade de 3 m e recebe os resíduos gerados nos banheiros públicos do Espaço Cultural Atílio Corrêa Lima, instalado no local.

Ela funciona como uma micro estação de tratamento que usa plantas, como a bananeira, como principal ativo para eliminar o esgoto. Segundo o engenheiro Murilo Simon, responsável pela implantação do projeto, as bananeiras são plantas capazes de consumir rapidamente o esgoto gerado, uma vez que na fossa, esse tipo de resíduo assume um papel de adubo. “É um processo sustentável, construído com restos de obra, que é capaz de tratar até 100% do esgoto que recebe, evitando que os dejetos sejam dispensados e contaminem corpos d’água, além de evitar o mau cheiro. É uma ótima solução para ser adotada em regiões que ainda não foram alcançadas pela rede de esgoto, como bairros afastados e zonas rurais”, explica.

De acordo com Murilo Simon, as paredes e o chão da fossa são impermeabilizados para não contaminar a terra e os lençóis freáticos. A partir daí os componentes da fossa são adicionados em camadas. Primeiro, o poço recebe uma coluna de 28 pneus velhos, onde o esgoto será dispensado diretamente. Em seu redor, o poço é coberto por camadas de entulho e tijolos perfurados cobertos de cascalho e areia, elementos que irão absorver o esgoto que irá vazar por entre os pneus. Todo o fosso também é coberto de terra com substratos, prontas para receberem plantas como bananeiras.

 

Barato

O arquiteto criador do projeto, Renato Rocha, ressalta que é possível construir uma fossa biosséptica em cerca de 30 dias, com um investimento de cerca de R$ 1,8 mil reais. “Quanto mais materiais de reuso utilizar, mais barato o projeto vai custar. Esse valor é o preço médio também das fossas convencionais”. O arquiteto lembra que como não são impermeabilizadas, as convencionais precisam ser construídas a pelo menos 15 metros de distância de cisternas, por exemplo, além de precisarem ser esvaziadas com frequência”. A fossa biosséptica, ao contrário, não possui nenhuma dessas inconveniências, caso seja utilizada pelo número de pessoas considerado no projeto e, além disso, ainda produzem frutos. Plantas como goiabeira, mamoeiro e jabuticabeira também são indicadas para fazer parte desse processo”.

Conceito

A Praça Conceito Consciente foi revitalizada em 2012 pela Consciente Construtora e Incorporadora em parceria com o poder público.  No espaço, que outrora estava subutilizado, foi desenvolvido um projeto com premissas de sustentabilidade e acessibilidade. Lá tem, por exemplo: iluminação por energia solar, telhado verde, reuso de água, uso de espécies do bioma Cerrado, entre outros recursos ambientalmente corretos escolhidos para o local. A Praça fica na Rua 27 c/ Rua T-50, Setor Marista.

Da redação / Imagens: Divulgação

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Leguminosas combatem mudança climática, fome e obesidade, diz ONU

Planta é uma das poucas a conseguir fixar nitrogênio no solo

As Nações Unidas declararam 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas em reconhecimento ao papel fundamental que as leguminosas têm na segurança alimentar e nutricional, na adaptação as mudanças climáticas, na saúde humana e nos solos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as leguminosas têm uma relevância importante para a América Latina e Caribe.

“A região é o centro de origem de muitas leguminosas. Fazem parte da nossa cultura ancestral e é uma pedra angular da nossa alimentação atual”, disse Raúl Benítez, representante regional da FAO.

Grande parte da produção de leguminosas na região está nas mãos de agricultores familiares que desempenham um papel importante no desenvolvimento rural, além do cultivo ajudar na mitigação das mudanças climáticas ao fixar nitrogênio no solo.

Segundo a FAO, potenciar a produção e o consumo de leguminosas é chave para enfrentar a crescente obesidade na região, que atinge em média 22% dos adultos, e a fome, que afeta a 34 milhões de homens, mulheres e crianças.

Feijão, lentilha, feijão-da-china (ou feijão-mungo), grão-de-bico e feijão azuki são alguns dos exemplos de leguminosos. O famoso arroz com feijão brasileiro é um dos pratos descritos pela FAO como exemplos de alimentação nutritiva.

Sustentabilidade

As leguminosas não só contribuem para uma alimentação saudável, mas também são uma fonte de renda para milhões de agricultores familiares, responsáveis pelos cultivos em alternância com outros cultivos pela capacidade de responder ao nitrogênio da terra, melhorando a sustentabilidade da produção.

As leguminosas são uma das poucas plantas capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e convertê-lo em amônia, enriquecendo os solos, diferente da maioria das outras plantas que apenas absorvem o nitrogênio do solo e não o reincorporam.

Isso permite mitigar as mudanças climáticas já que é reduzido o uso de fertilizantes sintéticos, cuja fabricação envolve um consumo intensivo de energia, o que emite gases de efeito estufa na atmosfera.

As leguminosas também exercem um importante papel na geração de emprego na América Latina e Caribe, especialmente no setor da agricultura familiar, já que são um dos cultivos que se destacam nesse setor.

Da ONU / Foto: FAO

 

Acordo do clima

Mudanças climáticas ameaçam saúde pública

Informação foi divulgada nesta quarta-feira por um relatório dos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos publicou nesta quarta-feira (5) os resultados de um estudo que conclui que as alterações climáticas terão efeitos nocivos na saúde pública da população nas próximas décadas.

Desenvolvido durante três anos por órgãos federais, o estudo mostra que no verão de 2030 serão registradas cerca de 11 mil mortes, em comparação com os números atuais, por causa do “calor extremo”, e que em 2100 o número de mortes devido às altas temperaturas chegará a 27 mil, caso não seja feito um esforço “acelerado” para conter as alterações climáticas.

A Casa Branca citou o aumento das doenças transmitidas por insetos e a redução do valor nutricional dos alimentos como exemplos de perigos derivados das mudanças climáticas para os seres humanos.

“A necessidade de passar à ação contra as alterações climáticas é muito explícita quando se olha para a saúde pública. Não se trata apenas dos glaciares e dos ursos polares. É sobre a saúde dos nossos filhos”, disse, na apresentação do estudo, a administradora da Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos, Gina McCarthy.

O relatório mostra ainda a necessidade de ir além dos acordos alcançados em Paris, em dezembro do ano passado, por quase 200 países em relação à luta contra as alterações climáticos, ao considerar que eles são insuficientes para evitar grande parte das consequências.

Da Agência Brasil / Foto: PNUMA