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ÁGUA DOCE

Projeto do governo federal dessaliniza água no Nordeste

Deivid Souza / Foto: Paulo de Araújo – MMA

Por meio do Programa Água Doce (PAD), o governo federal já conseguiu beneficiar 100 mil pessoas com água própria para consumo humano. A iniciativa consiste em dessalinizar água em comunidades de baixa renda do semi-árido nordestino.

O PAD é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e realizado em parceria com instituições federais, estaduais, municípios e sociedade civil. O programa já chegou a dez estados e envolve 200 instituições.

Em breve, a comunidade Serrote do Meio, município cearense de Itapajé, a 140 km de Fortaleza, vai receber sistemas de dessalinização. Nessa região, serão 60 sistemas implantados em 17 municípios. Cerca de 110 mil pessoas devem ser atendidas.

INFOGRAFICO AGUA DOCE

 

Até o final do ano a meta do PAD é beneficiar 500 mil pessoas e até 2019 alcançar 1,5 milhão. Para tal estão sendo investidos R$ 240 milhões que vão contribuir para a implantação de 1.200 sistemas em 232 municípios. O estado com maior número de assistidos será a Bahia que deve ter 150 mil pessoas atendidas pelo PAD em três anos.

Foto: Agência Brasil

Pequi pode ajudar na cura do Câncer diz pesquisa da UNB

Fruto típico do Cerrado pode ser usado como coadjuvante no tratamento de câncer

A pesquisa foi realizada pelo Laboratório de Genética do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da Universidade de Brasília (UNB) e concluiu que o pequi, fruto típico do Cerrado, pode ser indicado como eficiente redutor da ação dos chamados radicais livres (moléculas que se formam no organismo humano e reagem de forma danosa às células sadias) e está qualificado como coadjuvante no tratamento do câncer. O estudo é coordenado pelo professor, Cêsar Koppe Grisólia, que pesquisa a fruta há 18 anos.

Rico em vitaminas A, C e E e betacarotenóides (componentes com propriedades antioxidantes, que têm a capacidade de proteger o organismo da ação danosa dos radicais livres), o extrato de polpa de pequi foi aplicado em células de ovário de hamster que estavam submetidas também a uma combinação de substâncias como ciclofosfamida e bleomicina (drogas usadas no tratamento de pacientes com câncer). Os testes estatísticos revelaram que o pequi exerceu efeito protetor contra os danos causados às células por essa combinação.

Além disso, o pequi também amenizou a ação degenerativa das drogas. A pesquisa do professor Grisólia não chega a mensurar essa ação protetora. “Mas já é considerável comprovarmos que o pequi tem essa propriedade. Medir o quanto ele protege as células, aí já é outra pesquisa”, esclarece.

Em pé

Para o professor Grisólia, o resultado da pesquisa chama a atenção para a necessidade de preservação do Cerrado. “A madeira do pequizeiro tem sido usada para fazer carvão e nossa pesquisa mostra que essa planta tem mais valor em pé do que dentro de um saco de carvão. O Cerrado tem sido destruído pela agricultura, mas assim como o pequizeiro deve haver muitas outras espécies que ainda não foram devidamente estudadas”, afirma.

Na verdade, a pesquisa sobre o pequi, que vem sendo desenvolvida desde 2001 por Grisólia, à parte de um projeto maior desenvolvido pelo professor. Ele pretende pesquisar o potencial das plantas do Cerrado em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (MG) e com o Laboratório de Biofísica da UNB. Para Grisólia, é preciso conscientizar o homem do campo sobre o valor da planta e chamar atenção para suas utilidades. “Não basta proibir ou dizer que não pode cortar”.

Deivid Souza com informações da UNB