Tag: SUSTENTABILIDADE

Fotógrafo
Marcos Santos
 / USP Imagens

 Palavras chave computador, computadores, informação, internet, navegar, Tecnologia

Conhecimento sobre sustentabilidade é acessível

Cursos de instituições renomadas estão disponíveis na internet

Deivid Souza/ Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

Para quem não entende os jargões da sustentabilidade ou quer aprimorar o entendimento sobre o assunto é possível ter acesso a um enorme número de informações de maneira fácil e sem gastar dinheiro.

Na internet há grande quantidade de cursos e minicursos sobre os mais diversos tópicos da sustentabilidade. É possível aprender sobre mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos e energias renováveis. No caso deste último, o Programa de Capacitação Técnica sobre Energias Renováveis ainda oferece diploma com chancela da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI). Até setembro de 2015, mais de 40.000 usuários de 133 países já haviam participado da formação.

No Brasil, órgãos federais como a Agência Nacional de Águas (Ana) também disponibiliza cursos gratuitos. Em 2015, foram disponibilizadas várias turmas para os cursos:  Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos; Cuidado das Águas; Reflexão para Transformações Democráticas na Gestão das Águas.

Outra boa fonte de boas formações sobre sustentabilidade é o Veduca, onde o usuário pode ter acesso a formações de faculdades renomadas de várias partes do mundo.

XX

Tratamento de resíduos industriais movimenta R$ 13 bilhões por ano

Setor deve crescer 26% nos próximos cinco anos

Deivid Souza

Foto: Carol Garcia/ GOVBA/Fotos Públicas

O setor de tratamento de resíduos industriais no Brasil deve crescer 26% nos próximos cinco anos e atingir a cifra de R$ 16,3 bilhões em negócios no País. A avaliação é da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) com base em um estudo da Consultoria Tendências.

O mercado brasileiro para a indústria de proteção ambiental em resíduos industriais é estimado atualmente em R$ 13 bilhões, segundo a Abetre. A projeção de crescimento no volume de negócios deste segmento está relacionada às cobranças ambientais às empresas, sobretudo, com os avanços da COP21.

Também se destaca neste cenário a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que obriga os geradores a responsabilizarem-se pelos dejetos que geram. “Embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos tenha sido um avanço na área de regulação, as autoridades ainda carecem de sistemas de controle e fiscalização junto ao setor produtivo brasileiro”, comenta.
Algumas empresas, como a Toctao engenharia, em Goiás, desenvolvem plataformas próprias de tratamento de resíduos. Uma das iniciativas da empresa, já em atuação, permite reaproveitar boa parte do entulho gerado nas obras. Em Goiânia, 60% do que é recolhido pela Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) refere-se a entulho.

 

 

 

ELIAS VAZ

Câmara discute código ambiental de Goiânia

Audiência pública debateu o assunto na CCJ da casa nesta sexta-feira

A Câmara Municipal de Goiânia promoveu, na manhã desta sexta-feira (11), uma audiência pública sobre o projeto de lei nº 01, de 04 de janeiro de 2016, que trata do Sistema Municipal do Meio Ambiente, a Política Municipal de Meio Ambiente, a proteção, controle, a fiscalização da qualidade ambiental e o procedimento de apuração das infrações ambientais em Goiânia.

O presidente da CCJ, vereador Elias Vaz (PSB-foto), adiantou que pretende apresentar emendas. “Uma das sugestões que tenho é que a gestão do aterro sanitário passe da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), que tem profissionais mais preparados para a tarefa, que estudaram para isso. O aterro interfere diretamente na questão ambiental, não pode ficar a cargo de um órgão apenas operacional”, esclarece.

Aterro

O diretor de Gestão Ambiental da Amma, Henrique Labaig, defendeu a gestão compartilhada, a criação de câmaras técnicas e opinou que o aterro sanitário pode gerar melhores resultados. “O ideal é que o aterro receba apenas os rejeitos. Mas, para tanto, é necessário gerar incentivos para o reaproveitamento de resíduos, sobretudo os da construção civil. A cidade precisa ser sustentável”, frisou. Nesse sentido, Labaig garantiu que o município está dialogando com o Estado.

De acordo com a Amma, apenas 10% dos resíduos da Capital não tem condição de reaproveitamento, todo restante pode ter uma destinação rentável com práticas sustentáveis. Outro dado interessante, revelado por Labaig, é que 60% do que é destinado ao aterro sanitário refere-se aos resíduos da construção civil. Atualmente, apenas 3% da coleta da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) é reaproveitada pelas cooperativas de reciclagem.

Projeto
De acordo com o projeto, a prefeitura se compromete a estabelecer os Planos Municipais de Educação, Proteção Ambiental e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e ainda o Plano Diretor de Drenagem Urbana. A matéria estipula a instalação do Sistema Municipal de Informações e Cadastros Ambientais (SICA), incluindo inventários da fauna, flora, do patrimônio ambiental, cultural, histórico, arqueológico e ecológico; o cadastro de atividades potencialmente poluidoras; estudos de bacias hidrográficas e o Relatório Anual de Qualidade Ambiental.

Por quê um site sobre sustentabilidade?

A sustentabilidade sempre foi um assunto que atraiu minha atenção. No entanto, este site e o conjunto de mídias digitais que o acompanha nasceram da vontade de abrir espaço para falarmos do assunto. Este é um ideal, mas não deixa de ser um negócio. Por este motivo, o investimento foi pensado para atender de cerca de 24% da população brasileira que tem interesse em buscar informações sobre o tema. O dado é da “Pesquisa Akatu 2012: Rumo à sociedade do bem-estar” e o que mais chamou a atenção não é o percentual, e sim o crescimento deste interesse. No levantamento anterior, feito dois anos antes, esta parcela era de 14%.

Se por um lado há interesse pelo assunto, por outro existe também um espaço considerável para ser preenchido pelos meios de comunicação.  De 2010 para 2012, aumentou fortemente (de 44% para 60%) o contingente de brasileiros que “ouviram falar” no termo sustentabilidade, segundo o levantamento em questão. Por outro lado, temos 40% que ser dizem ter ouvido falar no termo mencionado.

A pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) sobre consumo consciente revelou que os brasileiros dão nota média de 8,8 para a importância do tema consumo consciente, mas em contrapartida, apenas dois (21,8%) em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes. Falta de informação? Talvez. Seja a resposta sim ou não, o fato é que o assunto precisa ser discutido.

Os avanços da COP21 são significativos e começam a pavimentar o caminho para a estrada da sustentabilidade – falarei sobre o assunto em outra oportunidade –, mas este é um caminho muito extenso que não envolve apenas os aspectos superficiais do tripé: ambiental, social e econômico. Em momentos como o que o Brasil atravessa, a crise tende a abrir oportunidades, mas por outro lado haverá aqueles que decidem contingenciar investimento em práticas verdes.

Seja em qualquer momento, lugar ou situação que uma pessoa, empresa, país ou pessoa se encontre, a informação será fundamental para tomadas de decisão. Então este site foi criado para contribuir com o acompanhamento deste momento de transição.

 

Deivid Souza é jornalista, criador do Canal Sustentável