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Empresas cobram desoneração para ampliar reciclagem

Representantes de organizações que atuam no setor de gestão de resíduos sólidos defendem isenção de impostos para crescimento de cadeia

 

Deivid Souza / Foto: Reprodução TV Câmara

Os municípios brasileiros com alguma iniciativa de coleta seletiva passaram de 57,6% em 2010 para 91% em 2016. O crescimento demonstrado pelos números da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) demonstra o quanto a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entrou em vigor em agosto de 2010, contribuiu para avanços importantes na redução dos problemas ambientais e econômicos causados pelo tratamento inadequado do lixo no Brasil.

No entanto, ainda existem vários pontos de melhoria para serem trabalhados as 7 milhões de toneladas de resíduos que deixam de ser coletadas anualmente. Elas põem 18,5 milhões de brasileiros a problemas de saúde ocasionados pelo lixo.

Empresários do setor defendem que é necessário maior engajamento de todos os parceiros na questão e apoio do setor público na forma de desonerações para a cadeia se desenvolver. O assunto foi tema de uma audiência pública nesta terça-feira (9) na Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Federal.

Diretor presidente da Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação (Reciclus), Márcio Fernando Quintino, defende a cadeia de reciclagem seja desonerada. “Transportar resíduos não representa valor. No caso de uma lâmpada, ela custa para se descartar, não pode ter incidência tributária como se fosse uma lâmpada nova”, questiona.

O Brasil dispõe de um acordo setorial para redução mínima de 22% para a disposição de embalagens em aterros até 2018, questão que preocupa muitas empresas. O presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem, Vitor Bicca, lembrou que aproximadamente 98% das latas de alumínio são reaproveitadas porque há viabilidade econômica para o material, mas outros precisam de incentivo para se tornar sustentáveis. “A gente precisa atacar este ponto senão a reciclagem nunca vai ser competitiva no Brasil”, frisou Bicca.

Contribuinte

Nas contas da Abrelpe, os municípios dispõem de uma contribuição de R$ 9,92/mês por contribuinte para arcar com as despesas de coleta, transporte e destinação de resíduos. O valor é considerado insuficiente pelo presidente da instituição, Carlos Roberto Vieira da Silva Filho. “Não existe nenhum sistema de gestão de resíduos sólidos avançado que hoje esteja funcionando no mundo que não tenha como base a remuneração pelos usuários”, pontuou.

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Programa investe R$ 6,6 milhões para preservar Cerrado

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a organização não governamental Conservation International lançaram na segunda-feira (7), em Brasília, o projeto “Reduzindo o Desmatamento na Cadeia Produtiva de Soja”. Com investimentos de 6,6 milhões de dólares, iniciativa visa promover padrões sustentáveis na exploração da commodity, em regiões do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde predomina o bioma cerrado.

“Por meio desse projeto, pretendemos criar uma visão comum para a expansão e a produção no Cerrado brasileiro”, anunciou o diretor de país do PNUD, Didier Trebucq, no evento, que marcou não apenas o início da iniciativa, como também a abertura de um workshop de dois dias, encerrado na terça-feira (8), na Casa da ONU, na capital federal.

O Cerrado brasileiro é o segundo maior bioma da América do Sul. Berço das três maiores bacias hidrográficas da região e um polo mundial de biodiversidade, esse ecossistema abriga povos e comunidades tradicionais que sobrevivem do manejo dos recursos naturais. No entanto, o Cerrado é o bioma nacional com menor porcentagem de unidades de conservação, tanto de uso integral — apenas 2,8% de seu território —, quanto de uso sustentável — 5,3%.

Com duração prevista de três anos, a iniciativa do PNUD atuará diretamente em dez municípios no Tocantins e na Bahia. Nessas cidades, a produção agrícola incluirá critérios socioambientais que estimulem a promoção e a reprodução de boas práticas. A área visada pelo programa é conhecida pela sigla MATOPIBA, usada para indicar as zonas de produção ao longo da fronteira entre os dois estados e também entre Maranhão e Piauí.

O projeto também prevê o desenvolvimento de técnicas de restauração de áreas degradadas e desmatadas. Ferramentas deverão ter potencial de replicação em outras partes do País, além de estarem alinhadas ao cumprimento das metas firmadas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.

Combinadas ao planejamento de corredores ecológicos e zoneamento, o PNUD afirma que as estratégias do programa promoverão as parcerias necessárias para o desenvolvimento sustentável da região, numa coalizão entre sociedade civil organizada, setor produtivo local e governos em todas suas esferas. O workshop realizado em Brasília reuniu representantes desses três setores que estarão à frente da iniciativa.

A implementação do projeto ficará a cargo da Conservation International, que trabalhará em parceria com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), a Fundação de Apoio à Pesquisa para o Corredor de Exportação Norte (FAPCEN), a Associação de Agricultores e Irrigantes de Bahia (AIBA) e a Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado do Tocantins (FAET).

Da ONU / Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

Isopor

Universidade goiana produz material similar ao isopor, mas biodegradável

Enquanto isopor permanece mais de 150 anos no meio ambiente, similar degrada em menos de um mês

Com resina extraída do tronco do cajueiro, pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) criaram material similar ao isopor, mas que degrada na água em menos de um mês, ao contrário do outro que permanece mais de 150 anos no ambiente. O produto, que pode ser uma opção renovável de embalagens e recipientes, apresenta outras vantagens: matéria-prima de fácil acesso e processo de fabricação rápido, características que devem viabilizar a produção.

De acordo com os resultados do estudo, uma bandeja de quatro gramas do material hidrossolúvel leva aproximadamente 20 dias para se dissolver na água com temperatura a 25°C. Já em regiões de clima quente, com temperaturas de 40°C, o material pode ser reincorporado ao ambiente em torno de dez dias. Os pesquisadores chegaram ao resultado final do produto a partir da extração do polissacarídeo da resina do cajueiro e aprimoramento do plástico biodegradável. “Uma alternativa ecológica para conservação de alimentos e produtos”, afirmou a professora do Instituto de Ciências Biológicas da UFG e coordenadora da pesquisa, Kátia Fernandes.

Segundo a docente, o material, com características similares ao isopor nas propriedades mecânicas, ou seja, na resiliência e resistência à compressão, também tem viabilidade econômica. Com produção fácil e rápida e matéria-prima ampla, disponível e de simples extração, a professora defende a possibilidade da manufatura em ampla escala. “Base do produto, a resina da casca do cajueiro, também conhecida como goma, pode ter a sua produção induzida e tem um aproveitamento de 70%”, explicou.

Pesquisa

Os estudos que resultaram na criação do produto foram iniciados em 2008, quando a pesquisadora se direcionou a criar um filme plástico biodegradável, transparente e não tóxico, que foi apresentado ano passado para comunidade acadêmica e sociedade. “Com a continuidade dos estudos, o plástico combinado ao polímero biodegradável sintético e mais dois componentes deu origem ao isopor genérico”, afirma Kátia.

Parte do projeto de pesquisa Aplicações biotecnológicas e farmacêuticas da goma de cajueiro, os experimentos envolveram oito pesquisadores, entre eles dois alunos de Iniciação Científica, dois mestrandos, dois doutorandos e um pós-doutorando. A equipe comemora o resultado do produto, que tem potencial de ser uma alternativa para produção de embalagens ecológicas.

Da UFG

carro Ford

Ford lança viatura policial com motor híbrido

Nos EUA, 50% da população está interessada em comprar veículo com motor elétrico

Deivid Souza

A Ford lançou um modelo de veículo híbrido para utilização como viatura nos Estados Unidos. O lançamento é parte da estratégia da companhia que afirma ter intenção de assumir a liderança na produção de veículos elétricos.

A empresa afirma ter investido U$ 4,5 bilhões no desenvolvimento de 13 novos modelos de veículos de propulsão elétrica a serem colocados à venda em todo o mundo.

O veículo é equipado com um motor 2.0 litro que funciona à gasolina e também por meio da energia elétrica acumulada nas baterias de litium. A viatura híbrida já desfila pelas ruas de Los Angeles e Nova Iorque.

A fabricante estima que uma viatura que percorra 72 mil quilômetros por ano economize até U$ 3.900 por ano. “Por ser líder em veículos elétricos nós estamos empenhados no desenvolvimento de carros, caminhões e SUVs que são melhor não somente para nossos consumidores, mas também para o meio ambiente e a sociedade”, disse o presidente da Ford Américas, Joe Hinrichs.

 

Cine Pedal I

Pedaladas iluminam tela para exibição de filme em Goiânia

Deivid Souza

As pedaladas de voluntários vão iluminar a tela do Cine Pedal Brasil neste sábado (8) e domingo (9), no Parque Flamboyant, em Goiânia. O evento, que já passou por várias capitais brasileiras, consiste na exibição de filmes ao ar livre com um diferencial: a energia dos equipamentos é gerada por ciclistas voluntários.

O objetivo é promover uma reflexão sobre a relação das pessoas com o consumo energético e a presença de tecnologia em suas vidas.

As bicicletas, ao serem pedaladas pelo público, produzem a energia limpa que alimenta todo o equipamento necessário à projeção cinematográfica. A energia humana se converte em cinética e mecânica, expondo em um só ato, um conceito avançado de sustentabilidade.

A programação começa às 17h e segue até às 21h30. Neste intervalo tem música, diálogo com convidados e a exibição do filme Bike vs Carros. No sábado e domingo os horários são os mesmos.

O Cine Pedal é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Cielo. Lei de incentivo a cultura! Patrocinado pela Unimed Goiânia e Cinemas Lumière.Tem o apoio cultural da Jovem Pan Goiânia. Um evento Inffinito – Brazilian Film Festival.

desperdício água

Faculdade desenvolve robô que combate desperdício de água

Produto está no mercado e ajuda a identificar danos nas tubulações em locais de difícil acesso

Empresa incubada da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveu um robô que atua no monitoramento e na manutenção de tubulações inacessíveis. O projeto pode reduzir drasticamente o desperdício de água tratada para consumo, sem que haja o desgaste com a interrupção de trânsito ou com obras para localizar os problemas, visto que, atualmente, 37% do desperdício se dá antes do recurso chegar às torneiras.

Projetado pelos engenheiros Danilo Sulino Pinto, Rauhe Abdulhamid e Yi Lun Lu, o robô VX1-300 realiza vídeo inspeções em tubulações de água, esgoto, ar condicionado e exaustão, entre outros. O equipamento atende às necessidades de empresas de diferentes segmentos na manutenção de serviços de abastecimento, escoamento e tratamento hídrico.

Danilo Sulino Pinto conta que a inserção do projeto no Centro de Empreendedorismo e Incubação da UFG foi fundamental para que eles adquirissem a noção de gestão e mercado. “É um projeto novo e altamente tecnológico, que levou dois anos para ficar pronto. A estrutura da UFG foi fundamental”, afirmou.

desperdício água IIEmpresa

A RYD Engenharia, criada pelos profissionais, integra o programa de incubação desde 2015 e é especializada em desenvolver produtos utilizando o conceito de Internet das Coisas e atuando na área de Engenharia Elétrica e Computação. Os empreendedores goianos desenvolveram o software e o hardware e contaram com o auxílio de uma empresa paulista para a parte mecânica do experimento.

CEI UFG

O Centro de Empreendedorismo e Incubação da UFG, Regional Goiânia, tem como foco principal a formação empreendedora da comunidade universitária e da comunidade goiana de forma geral. Para tanto, desenvolve, entre outras ações, a promoção de cursos, oficinas, palestras e seminários para a comunidade e para a formação de professores de empreendedorismo. Por meio do programa de incubação de empresas, o CEI apoiou, até 2016, mais de 30 empreendimentos, entre projetos e empresas.

Da UFG / Fotos: Divulgação/UFG