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Descendentes de escravos fazem curso de Meio Ambiente em tablets

Curso técnico será oferecido na modalidade EAD para 200 alunos de comunidades kalungas. Estudantes residem na zona rural da Chapada dos Veadeiros em Goiás

Deivid Souza, com informações da Seduce

Estudantes de comunidades kalungas dos municípios Monte Alegre de Goiás, Iaciara e Cavalcante, situados na Região Norte de Goiás farão um curso técnico em Meio Ambiente na modalidade Ensino à Distância utilizando tablets.

Os equipamentos serão entregues nesta sexta-feira (17) pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) que promove a capacitação. Serão 200 alunos matriculados no curso que tem duração de 2 anos com carga horária de 1,2 mil horas. Os estudantes também cursam o Ensino Médio na rede pública estadual.

Como não há rede de internet nas comunidades kalunga, que ficam no meio rural, os tablets vão operar off-line. “A saída foi utilizarmos os recursos da plataforma Moodle, um ambiente de suporte ao ensino e aprendizagem que nos permitiu disponibilizar todo o material didático de forma off-line”, explica o chefe do Núcleo de Organização e Atendimento Educacional (Nuoaed), João Batista Peres Júnior.

A cada 15 dias, os alunos comparecerão aos 15 polos de apoio que foram montados. Nestes locais, os estudantes terão aulas presenciais e o conteúdo do próximo período será carregado para os tablets. Ao final do curso os equipamentos devem ser devolvidos à Seduce.

Origem

As comunidades kalunga são foramadas por descendentes de escravos fugidos e libertos das minas de ouro do Brasil Central. Esses escravos formaram comunidades autossuficientes situadas em locais de difícil acesso nas proximidades da Chapada dos Veadeiros. As comunidades viveram isoladas por mais de 200 anos.

Kalunga é o nome de uma árvore do cerrado brasileiro com poderes de cura e também de um córrego no Vão do Paranã. Na língua banto, Kalunga significa lugar sagrado.

A área ocupada pelos Kalungas foi reconhecida pelo Governo do Estado de Goiás, desde 1991, como sítio histórico que abriga o Patrimônio Cultural Kalunga, também reconhecido pela Unesco como maior área de quilombo do Brasil.

Campo

O curso técnico oferecido em parceria com o do Ministério da Educação (MEC) faz parte do programa Qualificampo, criado pela Seduce para promover a qualificação profissional aos estudantes da zona rural.

Peacekeeping - UNIFIL

Goiás terá programa de incentivo à geração de energia solar

Estado tem atualmente 130 unidades de geração distribuída

Deivid Souza / Foto: ONU

Isenção de impostos, linhas de crédito exclusivas e simplificação no licenciamento ambiental são algumas das ações que fazem parte do Programa Goiás Solar, que será lançado pelo governo do Estado nesta quinta-feira (16). O objetivo da iniciativa é incentivar o consumo e a geração de energia fotovoltaica em Goiás.

O programa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (SECIMA) vai trabalhar principalmente as questões tributárias, de financiamento, infraestrutura, desburocratização, conscientização e desenvolvimento da cadeia produtiva. As ações começaram a ser desenvolvidas a aproximadamente há um ano e contaram com o apoio da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar).

O presidente da ABSolar, Rodrigo Sauaia, defende a ação do Governo de Goiás. “O estado de Goiás tem sido uma liderança no incentivo ao desenvolvimento da energia solar fotovoltaica, tendo tomado uma série de medidas a favor desta fonte limpa, renovável e sustentável, como, por exemplo, a adesão ao Convênio ICMS 16/2015, que isenta de ICMS a energia da micro e minigeração distribuída, tornando-a mais competitiva”, lembra.

A Região Centro-Oeste tem um dos maiores índices de incidência solar do Planeta, e no Brasil este indicador também está acima da maioria dos demais países do mundo. No Brasil, a energia solar fotovoltaica representa menos de 1% da matriz energética.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), consultados pelo Canal Sustentável, nesta terça-feira (14), revelam que Goiás tem 130 unidades consumidoras com geração distribuída, ou seja, pontos que geram energia seja solar fotovoltaica, eólica ou de outra modalidade. A potência instalada é de 1.707 Kw. O estado de Minas Gerais lidera o indicador com 1.794 conexões, seguido por São Paulo (1.497) e Rio Grande do Sul (RS). No Brasil são 8.252 unidades consumidoras com o sistema de geração distribuída.

De acordo com a assessoria da ABSolar, a instituição trabalha junto com a SUDECO e os Governadores da região no desenvolvimento de uma linha de financiamento para o Centro-Oeste, similar à linha FNE SOL, sistema de crédito que permite acesso a taxas de juro reduzidas, prazo para quitação de até 12 anos e carência de seis meses a um ano.

sustentabilidade-negócio

Sustentabilidade abre oportunidade para novos modelos de negócio em 2017

Momento tem espaço para desenvolvimento de empresas consolidadas e também para criação de novos modelos de serviços que tratem da sustentabilidade

Deivid Souza / Foto: EBC

A sustentabilidade vem influenciando os negócios há um bom tempo. No Brasil, o ano de 2016, marcado pela forte recessão, fez os empreendedores buscarem mais fortemente maneiras de equilibrar as contas para sobreviver. Para 2017 e os próximos anos os especialistas defendem que essa tendência tende a se asseverar cada vez mais, ou seja, é um caminho sem volta.

Se por um lado há a necessidade de se reinventar, por outro, as transformações abrem oportunidades para empresas e profissionais. Para os negócios já em atividade, 2017 deve ser um ano de otimizar recursos, reestruturar processos e redesenhar a missão da empresa. Isso abre oportunidade para organizações, que eventualmente não estejam no mercado, mas que possam contribuir com o aprimoramento de negócios.

O Estudo de Tendências e Oportunidades de Negócios em Goiás, elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), listou 18 macrotendências em 2016. Consumo consciente e sustentabilidade é uma delas. Neste segmento, logística reversa, consultorias para certificação, soluções sustentáveis, comércio justo e produtos e serviços ligados à preservação do meio ambiente despontaram como campos de atuação promissores. O estudo apurou que existe demanda de mercado para brechó, carpintaria verde, coleta e reciclagem de resíduos, organização de eventos carbono neutro e produção de bijóias, por exemplo.

A gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-GO, Camilla Carvalho Costa, afirma que além desses modelos de negócios voltados à sustentabilidade há um movimento em busca da racionalização dos recursos empresariais que procura equilibrar preservação ambiental, economia e responsabilidade social. E isso, diz ela, se aplica a todos os ramos da economia. A gerente explica, no entanto, que é preciso se preparar para as mudanças.

“O primeiro movimento deve ser o de conhecer a demanda, fazer um diagnóstico para saber qual é a lacuna de mercado, quais são os pontos básicos e desenvolver soluções. Também é importante saber que este é um capital importante e que deve ser exposto à sociedade”, orienta Camilla.

A especialista conta que às vezes microempresários desconhecem como funcionam os processos de aprimoramento para a sustentabilidade. “Alguns pensam que é caro, que os resultados vão demorar, mas quando eles veem, por exemplo, a economia de água e a redução de outros custos, há uma assimilação melhor da proposta”, exemplifica Camila.

As iniciativas que visam à sustentabilidade corporativa devem se tornar mais fortes nos próximos anos. A entrada em vigência do Acordo de Paris e o aumento da consciência do consumidor sobre o assunto vão provocar cobranças constantes daqui em diante.

Sustentabilidade

A última pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) sobre consumo consciente revelou que os brasileiros dão nota média de 8,8 para a importância do tema, mas em contrapartida, apenas dois (21,8%) em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes, sinal de um processo de transformação à vista.

A mudança de perfil fica visível quando é observado outro levantamento. Em um intervalo de dois anos, a pesquisa Rumo à sociedade do bem-estar do Instituto Akatu apurou que saltou de 14% para 24% o interesse da população brasileira sobre consumo consciente.

O consultor Jhon Elkington, autor de Canibais com Garfo e Faca (Makron Books, 88,80 reais) defende que este é o momento de reformar a gestão das organizações e implantar o modelo de governança corporativa, marcado pelo equilíbrio das três forças da sustentabilidade – meio ambiente, economia e sociedade -, foco na finalidade do negócio e relacionamento com os stakeholders – públicos de interesse.

Mercado de trabalho

As transformações nas empresas vão exigir profissionais alinhados com os objetivos das organizações, principalmente no atendimento à necessidade de equilibrar os três botões da sustentabilidade: meio ambiente, economia e sociedade. A coach e psicóloga organizacional, Catarina Portugal, explica que isso faz com que o colaborador precise entender o negócio em um sentido amplo, buscando maior conexão social, flexibilidade e adaptação à dinâmica organizacional.

“É a questão do propósito. Tem muito a ver no modo como o profissional pretende transformar o contexto social em que ele atua”, explica.

A rapidez das mudanças no mundo tem feito com que profissionais estudem para atuar em profissões que ainda nem existem. O Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lista uma série de funções que ainda não existem, mas que terão demanda nos próximos três anos. Um exemplo é o profissional de tutor de curiosidade, que deve oferecer inspiração e conteúdo para despertar a curiosidade de quem o contrata.

O preparo técnico é importante, mas diante das mudanças tão rápidas, as empresas têm valorizado cada vez mais as competências comportamentais. “A competência técnica é mais facilmente aprendida do que a competência comportamental. Então, é mais conveniente eu treinar alguém que está alinhado com o perfil e os objetivos da empresa”, defende a especialista.

FOTO ANEEL

Goiás terá seis miniusinas de energia solar

Primeiro empreendimento de energia solar será construído em Morrinhos-GO com investimento de R$ 35 milhões

Deivid Souza / Foto: ANEEL

Uma subestação de Morrinhos, município da Região Sul de Goiás, distante 128 quilômetros de Goiânia, vai abrigar a primeira de seis miniusinas de energia elétrica produzida por placas fotovoltaicas. Serão investidos R$ 35 milhões.

A unidade de Morrinhos deve funcionar até o segundo semestre deste ano. Para o empreendimento, a Celg Geração e Transmissão (Celg G&T) se associou à Construtora Villela Carvalho.

A miniusina de Morrinhos será gerida pela Planalto Solar Park, detentora de 51% das ações. A empresa japonesa Kyocera Brasil será a fornecedora das placas para a produção da energia solar enquanto a Celg G & T – cuja participação acionária será de 49% – ficará responsável pelo financiamento do empreendimento.

A expectativa dos investidores é que as outras cinco miniusinas fiquem prontas em 12 meses.

Brasil

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar), o segmento de micro e minigeração – faixa na qual se enquadra o projeto – distribuída solarfotovoltaica, conta atualmente com mais de 6000 sistemas em todo o País, representando mais de 42 MW (megawatts) em potência instalada, o equivalente a mais de R$ 375 milhões em investimentos privados.

lâmpadas LED

Projeto distribui lâmpadas LED em Goiânia

Empresa disponibiliza 80 mil lâmpadas LED

Deivid Souza / Foto: Divulgação Celg D

Em Goiânia-GO, um projeto da concessionária local de energia elétrica está distribuindo lâmpadas LED.  Os consumidores podem fazer a troca dos equipamentos incandescentes pelos de LED, que consomem menos de 10% na compara com as de tecnologia mais antiga.

Para ter acesso ao benefício é preciso procurar as agências da Celg Distribuição (Celg D) do Setor Universitário e Jardim Europa. Ao comparecer aos postos de troca, os clientes recebem até quatro lâmpadas novas e um material educativo explicando a importância do descarte correto e as vantagens da tecnologia LED.

Podem participar clientes da concessionária na capital que não tenham débitos ativos com a companhia. O programa visa atender até 20 mil domicílios, retirando do funcionamento 80 mil lâmpadas incandescentes.

Iluminação LED

Antes da campanha ser aberta aos clientes, os funcionários da Celg D foram beneficiados pela substituição de lâmpadas a fim de conhecerem melhor os benefícios da tecnologia LED. Aproximadamente 19% da energia produzida no Planeta é destinada à iluminação.

A comercialização das lâmpadas incandescentes no Brasil passou a vigorar no dia 30 de julho de 2016.

Mais informações estão disponíveis no telefone 0800 62 0196 ou no site da concessionária.

Bicicletas Volkswagen

Bicicletas Volkswagen já estão à venda no Brasil

Vendidas sob encomenda, os dois modelos já podem ser pedidos nas concessionárias da marca

A Volkswagen do Brasil lançou dois modelos de bicicleta. Disponível em duas versões, de aro 27.5″ e aro 29″, as bicicletas Volkswagen têm freio a disco, conjunto de câmbio e um quadro em alumínio hidroformado, desenvolvido pelos designers da marca, as quais trazem as linhas Volkswagen.

A versão aro 27.5” possui o câmbio Shimano Deore de 27 velocidades e está disponível na cor preta. Já a aro 29”, tem câmbio Shimano XT de 30 velocidades e está disponível na cor preto/azul.

“Nosso objetivo é oferecer aos clientes bicicletas exclusivas, com os atributos da marca Volkswagen: alta qualidade, inovação, robustez e paixão pelo detalhe. As bicicletas Volkswagen são perfeitas para pessoas que buscam uma opção divertida e aventureira de mobilidade e lazer”, diz Daniel Morroni, gerente executivo de Operações Comerciais de Pós-Vendas da Volkswagen do Brasil.

Compra

As compras podem ser feitas na rede de concessionárias da marca, mas só por encomenda. A marca não informou o valor das bikes.

Da assessoria da VW / Foto: Divulgação VW

 

Goiânia e florianópolis já têm sistema de bicicletas compartilhadas. Saiba mais: Goiânia, Florianópolis