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Sustentabilidade é a regra na arquitetura contemporânea

Escritórios inovam em projetos para aliar beleza, respeito ao meio ambiente e economia

Deivid Souza / Foto: Superlimão Studio

Um ambiente bonito por dentro e por fora, que respeite o meio ambiente e ainda seja acessível economicamente. Esse é o desejo, cada vez mais frequente, de pessoas que querem comprar uma moradia ou um imóvel comercial. Para responder a esta demanda, profissionais de engenharia, arquitetura e design tem usado a criatividade para colocar de pé o desejo dos clientes.

Em Goiânia, por exemplo, um prédio da Loft Construtora, situado no Setor Marista, traz várias iniciativas que minimizam o gasto de recursos naturais como reaproveitamento das chamadas ‘águas cinzas’, oriundas de chuveiros e lavatórios. Elas serão utilizadas para irrigar jardins, lavar pisos e também na descarga de vasos sanitários.

Se na capital goiana os exemplos vão se multiplicando, em outros estados não é diferente. Nos últimos anos, as fachadas verdes dominaram os traços de vários projetos. Um deles foi desenvolvido pelo Superlimão Studio com concepção artística dos Irmãos Campana na Firma Casa, um showroom multimarcas na capital de São Paulo.

superlimao-iiA fachada do espaço foi composta por vários cones de alumínio, onde são cultivadas plantas espadas de São Jorge (foto). Na base da parede, a planta foi cultivada diretamente no solo. A fachada é cortada por uma janela de vidro no sentido horizontal e acima desta os cones foram dispostos em fileiras.

Um dos sócios do Superlimão Studio, Antônio Carlos Figueira de Melo, afirma que ideias como essa são construídas levando-se em conta as características do cliente. “O processo de desenvolvimento do nosso trabalho começa entendendo o cliente, seja ele pessoa física em um projeto residencial, seja em projetos comerciais em que buscamos entender as pessoas que representam as empresas. A partir do momento que a gente entende as necessidades, a gente começa o desenvolvimento do projeto. O nosso trabalho é uma ferramenta para transformar a necessidade das pessoas em projetos”, explica Melo.

O arquiteto veio a Goiânia para compartilhar experiências no 7º Encontro de Arquitetura e Design (EARQ), que acontece nos dias 22 e 23 de novembro no Oliveira’s Place. Este ano o discute assuntos como coletividade, inovação, reutilização, arquitetura estrutural e interiores, urbanismo e design.

A sustentabilidade aplicada aos projetos, diz Melo, é uma questão de “bom senso” que sempre existiu na arquitetura. Ele ressalta que é importante que os profissionais da área busquem soluções viáveis tanto tecnicamente quanto economicamente.

Simbologia

Além de contribuir para a sustentabilidade, as iniciativas dos projetos desenvolvidos pela empresa de Melo, em alguns casos, têm um caráter educativo também. “Nós colocamos em 2008, um reservatório de água da chuva em uma área de um condomínio onde as crianças brincavam e deixamos à mostra para que elas pudessem ver o nível da água. Essas ações não precisam ser escrachadas, mas podem ser elegantes, abordando naturalmente o tema tratado”, defende.

Um dos fatores que tem influenciado na aplicação de conceitos de sustentabilidade nos projetos da construção civil é a exigência de vários investidores por certificações ambientais e de eficiência em projetos.

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Semana Lixo Zero chega a Goiânia

Ação itinerante foi criada para conscientizar empresas sobre problema do lixo

 

Deivid Souza / Foto: Carol Garcia/GOVBA

Segue até domingo a programação da Semana Lixo Zero, ação realizada pela organização civil Instituto Lixo Zero Brasil. Na programação estão previstas: palestras, oficinas, exposições e feiras de troca.

Iniciado na terça-feira (25), o evento acontece na Central de Decorados CMO Construtora, na Rua T-53, 1.771, Setor Bueno, Goiânia-GO. O objetivo da ação é discutir a importância de minimizar a geração de resíduos por meio da implantação de programas. As empresas são desafiadas a implementar práticas sustentáveis para que obtenham certificação de respeito ao meio ambiente.

De acordo com o site do evento, o Instituto Lixo Zero Brasil é uma organização civil sem fins lucrativos que faz parte do Zero Waste International Alliance. Ele foi fundado em 2010 e possui sede em Florianópolis (SC).

Confira programação do evento:

28/10 – Espaço CMO

14:00 ás 15:00 – Ciclo de Palestras Direito Ambiental para Empresas
Dr. Juliano Barros de Araújo – Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás
15:00 ás 15:30 – Coffee break e visita ao decorado
Corretor CMO
15:30 ás 16:30 – Resíduo Zero e Rede de Multiplicadores
Giovane Toledo – Consultor Ambiental
29/10 – Feira Ambiental
Atividades simultâneas, com palestras, exposições e feira de trocas.
08:00 ás 12:00 – Sacolão Sustentável (Mostra)
Professora Nilva
14:00 ás 15:00 – Palestra – 7 passos para residência resíduo zero
Raquel Pires – Biologa
15:00 ás 15:30 – Palestra – Defesa Civil e os resíduos sólidos
Cidicley Santana
16:00 ás 17:30 – Caminhos da sustentabilidade para melhoria da qualidade de vida no ambiente urbano.
Dr. Dayan – Casa de João de Barro
Serviço:
Assunto: Semana Lixo Zero
Onde: Central de Decorados CMO Construtora (Rua T-53, nº 1.771, Setor Bueno, Goiânia)
Quando: De 25 a 30 de outubro
Mais informações: (62) 3941-5774
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Museu do Amanhã recebe congresso sobre sustentabilidade

Na oitava edição, pauta do evento traz temas que afetam o funcionamento das empresas e o dia a dia dos cidadãos

Alguns dos maiores nomes da sustentabilidade nacional e internacional estarão reunidos no Sustentável 2016 – 8º Congresso de Desenvolvimento Sustentável, que o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) realizará, em 25 de outubro, no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro (RJ). Gratuito e com formato de talk show, será dividido em quatro painéis: A sustentabilidade em um cenário de crise; Uma nova relação dos negócios com os recursos naturais; O futuro das cidades e a mobilidade sustentável; De onde viemos, onde estamos e para onde vamos.

Algumas presenças de destaque já confirmadas são Maria Silvia bastos, presidente do BNDES, Justine Leigh Bell, diretora de Desenvolvimento de Mercados da Climate Bonds Initiative; Daniela Lerda, coordenadora do programa CLUA Brazil Initiative, da Fundação Ford; Kevin Moss, diretor global do World Resources Institute (WRI); Rasmus Valanko, diretor de Clima e Energia do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês); Israel Klabin, presidente da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável; e os fundadores do CEBDS Eliezer Batista e Erling Sven Lorentzen, dentre outros.

“O Acordo de Paris representa um marco, assinado por 191 países – número recorde em uma convenção internacional relativa à redução de emissões dos gases de efeito estufa. Caminhar rumo à economia de baixo carbono é inevitável, irreversível e irresistível. Cabe agora às empresas desenvolver soluções de negócio nesta direção e aos governos criar um ambiente que possibilite dar escala a essas ações. O Sustentável 2016 irá mostrar um pouco do que já vem sendo feito e apontar o que ainda devemos fazer”, afirma a economista Marina Grossi, presidente executiva do CEBDS.

Levando a sustentabilidade ao pé da letra, todos os gases de efeito estufa (CO2e) emitidos por conta do evento serão compensados, com certificação da Neutralize Carbono. Outras iniciativas incluem coleta seletiva; equipamentos de acessibilidade; homologação de fornecedores regularizados com suas obrigações trabalhistas e tributárias; e estímulo ao uso de transporte compartilhado, ou não-poluente, para o deslocamento do público.

O Sustentável 2016 conta com patrocínio de Bradesco, Itaú e Santander.

 

Serviço – Sustentável 2016

Onde: Museu do Amanhã

Quando: 25 de outubro

Horário: das 9 às 17 horas

Endereço: Praça Mauá, nº 1, Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Inscrições pelo site: http://biblioteca.cebds.org/sustentavel2016

29/09/2015 - Recife - PE - O governador Paulo Camara, durante  Inauguração do Complexo Santa Brígida, empreendimento de R$ 864 milhões, mais do que duplicará a participação energética oriunda dos ventos no EstadoFotos: Aluísio Moreira/SEI

BNDES prioriza financiamento de energia renovável

Prioridade às fontes alternativas aumenta participação em solar e extingue apoio a térmicas a carvão e óleo. Energia renovável pode se popularizar com mais rapidez

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou novas condições de financiamento para o setor de energia elétrica. As alterações, que refletem a estratégia do BNDES para o setor, em cooperação com o Ministério de Minas e Energia e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), visam contribuir para a ampliação de fontes de energias alternativas na matriz elétrica brasileira e direcionar investimentos em TJLP para projetos com alto retorno social e ambiental. Energia renovável deve ter impulso.

Nesse sentido, o Banco aumentou sua participação no financiamento a energia solar (de até 70% para até 80% em TJLP), manteve em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética e definiu o mesmo nível de participação para projetos de iluminação pública eficiente. Não haverá apoio a investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível, usinas com maior emissão de poluentes. O Banco também manteve elevada sua participação (em até 70% em TJLP) nas demais energias alternativas: eólica, PCHs, biomassa e cogeração.

Em linha com o objetivo de estimular alternativas de financiamento privado na composição dos novos financiamentos, o Banco reduziu sua participação para até 50%, em TJLP, em investimentos em grandes hidrelétricas (era até 70%).

As condições gerais, que servirão para todos os segmentos do setor de energia, incluem a possibilidade de o BNDES subscrever até 50% do valor das debêntures a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito; Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo de 1,3 para geração de energia e 1,5 para transmissão; e a exigência de participação mínima de 20% de recursos próprios do investidor. O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos-ponte.

A prioridade concedida à energia solar, refletida em melhores condições financeiras, decorre do fato de se tratar de tecnologia em fase inicial de desenvolvimento no País. Por essa razão, demanda estímulos para  alcançar economias de escala e ganhos associados à difusão tecnológica, com preços mais competitivos.

Em relação à linha de eficiência energética, que abrange investimentos em modernização de equipamentos, instalações e processos industriais, a prioridade dada pelo Banco decorre da necessidade de aumentar a economia de energia no país, aliada à melhora dos serviços oferecidos e a maior proteção ao meio ambiente.

A inclusão do financiamento a projetos de iluminação pública eficientes busca propiciar economia de energia associada a impacto sensível na qualidade de vida da população, em aspectos como segurança pública, segurança no trânsito e lazer noturno. Além disso, desempenha relevante papel no desenvolvimento econômico urbano e na preservação e geração de empregos, na medida em que influencia o desempenho do comércio e dos serviços locais. Até então, as condições de financiamento do Banco a esses investimentos eram definidas caso a caso nos editais de concessão.

Consumidor

As mudanças nas condições de apoio à transmissão e distribuição têm, como pano de fundo, a premissa de que é papel do regulador garantir retorno que remunere os investidores pelo risco dos projetos e, ao mesmo tempo, garantir preços adequados ao consumidor. Por essa razão, as novas condições ampliam a participação do mercado privado no financiamento aos dois segmentos.

Na distribuição o financiamento manteve-se em até 50%, com redução da parcela em TJLP de 70% para 50%. Para projetos de leilões de transmissão de energia elétrica, o BNDES inova ao estruturar financiamento a custo de mercado (em vez de TJLP), com prazo mais longo (20 anos de amortização, no sistema PRICE, ao invés de 14 anos, no sistema SAC) e participação até 80% no financiamento total.

Essa proposta abre espaço para a emissão de debêntures de infraestrutura, cujos prazos de financiamento são de cerca de 10 anos. Nesse sentido, para estimular a emissão de debêntures, o valor do crédito do BNDES será calculado pelo índice de cobertura do serviço da dívida (ICSD) mínimo de 2,0, sendo que o limite de endividamento global (BNDES + outros credores) será dado pelo ICSD mínimo de 1,5.

As novas condições do BNDES são as seguintes:

1. Eficiência energética e iluminação pública
Participação
: até 80% dos itens financiáveis
Custo: 100% TJLP

2. Solar:
Participação
: até 80% (anterior 70%) dos itens financiáveis
Custo: 100% TJLP

3. Eólica, biomassa, cogeração e PCH
Participação
: até 70% dos itens financiáveis
Custo: 100% TJLP

4. Hidrelétrica
Participação
: até 50% (anterior 70%) dos itens financiáveis
Custo: 100% TJLP

5. Termelétrica a gás natural em ciclo combinado
Participação
: até 50% (anterior 70%) dos itens financiáveis
Custo: 100% TJLP

6. Transmissão
Participação
: até 80% dos itens financiáveis
Para projetos de leilões públicos, estruturados na modalidade Project Finance, o valor do crédito do BNDES será determinado pelo ICSD mínimo de 2,0, e a alavancagem geral pelo ICSD mínimo de 1,5.
Custo: Moeda de mercado (anterior 100% TJLP)
Prazo de amortização: 20 anos (anterior 14 anos), no sistema PRICE

7. Distribuição:
Participação
: até 50% dos itens financiáveis
Custo: 50% TJLP / 50% mercado (anterior 70% TJLP / 30% mercado).

Em todas as linhas, foi mantido spread básico de 1,5%.

As novas condições passam a valer para os próximos leilões de outubro e dezembro de 2016.

DO BNDES

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Goiano aposta em cosméticos sustentáveis

Empresa afirma que aboliu silicone, derivados de petróleo, sulfatos e testes em animais

Deivid Souza

Após dois anos de pesquisas, o empresário goiano, Igor Sebba, lançou a marca Piatan Natural. A empresa de cosméticos investiu em produtos com ingredientes naturais. A empresa que vai atuar nacionalmente por meio de e-commerce, franquias e vendas diretas.

A Piatan Nacional destaca que os produtos são feitos com ingredientes naturais, que não agridem o meio ambiente, inclusive tendo abolido o sulfato da formulação, substância que gera espuma em shampoos. O presidente da empresa, Igor Sebba, afirma que o catálogo é formado por itens que não contém silicone, parafina, parabenos e ainda dispensa os testes em animais.

“A Piatan é um reflexo das minhas vivências pessoais e profissionais, nas quais percebi que precisava contribuir para o mundo de uma maneira mais relevante”, diz Sebba.

Essa proposta está explícita já no nome da empresa, “que significa ‘pedra dura’ em Tupi, representando a atitude de valorizar e cuidar do que é verdadeiro”, explica o empresário.

A Piatan tem em seu catálogo 53 itens, entre cuidados com a pele e cabelos, perfumes, colônias e difusores para ambientes.

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Relatório do Greenpeace propõe que Brasil abandone combustíveis fósseis

Intitulado Revolução Energética, documento prevê que é possível País trabalhar apenas com fontes limpas e renováveis até 2050

 

Deivid Souza

O Greenpeace elaborou mais uma versão do documento [R]evolução Energética, no qual é defendida a possibilidade de o Brasil abandonar, até 2050, todas as fontes de energia com combustíveis fósseis.

Pela projeção, em 2050 a energia seria proveniente de biomassa (49%), eletricidade (45%-de origem eólica, solar fotovoltaica e outras), solar térmica (5%) e outras (1%).

Além de trabalhar com fontes limpas e renováveis, o relatório defende que o País tenha veículos elétricos ou que utilizem combustíveis não poluentes, transporte ferroviário massificado para cargas, melhoria na qualidade do transporte público.

O maior desafio para a transição é o setor de transportes, responsável por 1/3 da energia produzida no Brasil, e para piorar, 80% é proveniente de combustíveis fósseis.

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Projeção das fontes de energia para 2050

Além das medidas mencionadas acima, a busca por eficiência energética em equipamentos domésticos e processos industriais é um dos focos de trabalho apontados pela instituição para a mudança.

Ganho

O Brasil já tem uma boa experiência com aprimoramento da conservação energética. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), criado em 1993. Dados do Ministério das Minas e Energias de 1997 revelam que o programa proporciona a economia de 1.200 GWh/ano, ou seja, US$ 400 milhões deixaram de ser investidos na geração graças ao Procel.