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Rio de Janeiro é 1ª paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial da UNESCO

Título foi conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)

Da ONU / Foto: WikiCommons / KarlaFPaiva

Reconhecida como uma das cidades mais belas do mundo, o Rio de Janeiro encontra na relação entre homem e natureza a âncora para o seu título de primeira paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial, conferido de forma inédita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Anteriormente, os sítios reconhecidos nessa tipologia eram relacionados a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico. A cidade do Rio de Janeiro passou, em 1º de julho de 2012, a ser a primeira área urbana no mundo a ter reconhecido o valor universal da sua paisagem urbana.

Até o reconhecimento internacional, foram quatro anos de trabalho conjunto entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Ministério do Meio Ambiente e a Associação de Empreendedores Amigos da UNESCO, além dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro e parceiros privados e públicos, que criaram os Comitês Institucional e Técnico para a elaboração do dossiê de candidatura.

A entrega oficial do documento de inscrição do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO aconteceu na terça-feira (13), em cerimônia realizada aos pés do Cristo Redentor, no Corcovado, com a presença da presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, da coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, além de representante do governo do estado.

De acordo com a presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, o título trouxe ao cenário nacional e internacional o desafio de construir novos parâmetros para as políticas de patrimônio com vistas à proteção e à gestão de um bem tão peculiar e com característica singular em todo o mundo.

O representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, ressalta que, assim como foi o reconhecimento de Brasília há 30 anos, o título do Rio de Janeiro também foi inovador. Para ele, a convivência da cidade maravilhosa com sua rica paisagem natural indica desafios permanentes para assegurar a perenidade dos atributos únicos que levaram a cidade a ser inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Entre os principais elementos que tornaram excepcional e maravilhosa a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha, estão o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o Forte e o Morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo, entre outros elementos.

Plano gestor do patrimônio mundial

A cidade terá o Plano de Gestão do Sítio “Rio de Janeiro, Paisagens Cariocas, entre a Montanha e o Mar”, que foi aprovado no ano passado na Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Bonn, na Alemanha. O documento tem como princípio a gestão integrada entre os órgãos e agentes de preservação da cultura e da natureza.

Chapada

Governo de Goiás propõe ampliação reduzida da Chapada

Ministério do Meio Ambiente quer área da Chapada acrescida em 170 mil hectares, mas estado sugere 90 mil hectares

Deivid Souza / Foto: Divulgação Secima

O Governo de Goiás vai encaminhar ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) uma proposta de ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros em 90 mil hectares, aquém da intenção do Ministério, que quer restituir a área do local para 235 mil hectares. Atualmente, o tamanho do Parque é de 65 mil hectares. Com o adicional sugerido pelo Governo de Goiás, não alcançaria a meta do MMA.

A ampliação reduzida da Chapada é justificada pelo titular da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Vilmar Rocha, por conta de 90 propriedades rurais que possuem pendências na regularização fundiária.

“A nossa preocupação é somente de respeitar as condições legais e não cometer injustiças com essas pessoas que estão lá na região há décadas. Por isso, deixamos de fora, nesse primeiro momento, as áreas não regularizadas”, explica Rocha.

A dimensão da proposta para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi acertada com o governador Marconi Perillo em reunião nesta terça-feira (29), em Goiânia. Um estudo elaborado pela Secima em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED) e a secretaria-executiva do Conselho Estadual de Meio Ambiente apurou que a proposta do MMA – uma ampliação de 170 mil hectares – atingirá cerca de 500 propriedades rurais, desde assentamentos até grandes fazendas, com terras devolutas.

Futuro

O secretário afirma que o Estado tem interesse em regularizar as terras e diz ser possível uma nova ampliação do Parque futuramente. “Essa regularização é um problema legal que só o Estado pode resolver e é isso que queremos”, esclarece Rocha.

Em julho deste ano o MMA anunciou a ampliação do Parque para 235 mil hectares e o Governo de Goiás disse concordar com a proposta. À época, este pediu 60 dias para efetuar as regularizações fundiárias, no entanto, passado esse período, o governo solicitou novo prazo de 180 dias.

A decisão do MMA em restabelecer a área do Parque se dá porque a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), ameaçava retirar o título de Patrimônio Natural da Humanidade ao Parque, concedido ao espaço em 2001, quando este tinha os 235 mil hectares.

Histórico

O Parque foi criado em 1961 e está localizado na Região Nordeste de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Colinas do Sul. Na época de criação, o então Parque Nacional do Tocantins tinha área de 625 mil hectares. Em 1972 a área foi reduzida para pouco mais de 65 mil hectares e foi rebatizado para o nome atual. Em 2001, tinha os 235 mil hectares, mas posteriormente a área foi suprimida para 65 mil hectares mais uma vez.

Fernando-de-noronha

Fernando de Noronha pode ser modelo de gestão sustentável

Governo de Pernambuco e Califórnia firmam parceria para promover sustentabilidade 

Transformar a Ilha de Fernando de Noronha em modelo de gestão sustentável com baixa emissão de carbono. Esse é o objetivo da parceria entre o Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, e o Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife. O acordo visa ainda desenvolver ações de cooperação técnica e prospecção de negócios disruptivos que estejam alinhados aos objetivos globais de combate às mudanças climáticas.

“Estamos formulando arranjos inovadores que possam servir de modelo de desenvolvimento sustentável para Noronha, um território que requer rigorosa proteção ambiental, mas que possam ser replicados em outros lugares e em grande escala”, destaca Sérgio Xavier, secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

A parceria busca promover ações de cooperação internacional para atrair as melhores práticas, negócios e tecnologias sustentáveis para Pernambuco e, em especial, para a Ilha de Fernando de Noronha, transformando o local no primeiro território de carbono neutro do Brasil. A ideia é prospectar empresas para desenvolverem produtos e serviços inovadores alinhados com a economia de baixo carbono para os eixos de mobilidade, energia, resíduos, água, gestão sistêmica, educação, solo e urbanismo.

Na primeira etapa da parceria, o consulado coordenou uma visita para a Califórnia, em março deste ano, para que o secretário Sérgio Xavier e outros representantes de Pernambuco visitassem empresas e órgãos públicos americanos com o objetivo de conhecer as experiências sustentáveis desenvolvidas na Califórnia.

“Na viagem, foi possível estabelecer a integração entre empreendedores americanos e pernambucanos. Esses tipos de intercâmbio são essenciais para encontrar soluções criativas para o problema global que é a Mudança Climática”, afirma a cônsul dos EUA de Política e Economia no Recife, Paloma Gonzalez.

Do Governo de Pernambuco / Foto: Governo de Pernambuco

Foto: Jorge Cardoso/MMA

Parque de Brasília abre trilha para ciclistas

Nesta quinta-feira espaço terá programação especial

Popularmente conhecido como Água Mineral, o Parque Nacional de Brasília vai muito além de suas piscinas de águas correntes, que há anos encantam os brasilienses e turistas. São mais de 42 mil hectares de área; 260 mil visitantes anuais; duas trilhas (a Cristal Água – com 5 km e a Capivara – com aproximadamente 1,3 km); um Núcleo de Educação Ambiental; um espaço para prática de meditação, conhecido como Ilha da Meditação; diversos tipos de vegetação; e fauna abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção.

Para comemorar o Dia Mundial da Vida Selvagem, celebrado em 3 de março, o Parque Nacional de Brasília vai inaugurar uma trilha de 15 km para ciclistas, com duchas estrategicamente colocadas ao final do caminho para refrescar quem se aventurar pelo percurso. Segundo Daniela Costa, analista ambiental e chefe substituta da Unidade de Conservação, foi preparado um caminho longo, amplo e sinalizado, que vai agradar aos ciclistas que aguardavam tanto por essa iniciativa.

Ela explica que esta é uma expansão da trilha Cristal Água e que as duchas funcionam com o aproveitamento da água da válvula de alívio de pressão que integra a rede hidráulica do parque, não havendo desperdício. Vale ressaltar que a trilha também é aberta para pedestres, só que, neste caso, com a opção de percorrer também um caminho reduzido, com 6,5 km.

“Com as novas atrações esperamos não apenas atrair um novo perfil de visitante, mas o pensamento, a postura de quem vem ao parque. Buscamos uma visita voltada à contemplação. Trabalhamos por uma melhoria na gestão. Precisamos de maior participação da sociedade na conservação do parque, pois sozinhos não conseguimos implementar as melhorias necessárias”, afirmou Daniela.

Início

A história da criação do parque tem relação direta com a da construção de Brasília, na década de 1960. A Unidade de Conservação surgiu da necessidade de se proteger os rios fornecedores de água potável à capital federal e de manter a vegetação em estado natural. O parque abriga as bacias dos córregos que formam a represa Santa Maria, responsável pelo fornecimento de 25% da água que abastece Brasília. A represa fica no coração do local, ocupando uma área de 6,1 km². “É a água de melhor qualidade do Brasil, pois as nascentes ficam dentro de um parque nacional”, enaltece Daniela.

As piscinas (Areal e Pedreira) se formaram a partir dos poços de água, que surgiram às margens do Córrego Acampamento, pela extração de areia feita antes da implantação de Brasília. O parque é também um local de preservação de animais selvagens próprios do Cerrado.

São encontrados na Unidade de Conservação, entre outras espécies, o lobo-guará, a jaguatirica, o tatu-canastra, a anta e o tamanduá-bandeira, ameaçadas de extinção. Várias outras espécies não ameaçadas compõem a biodiversidade do parque, a exemplo de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, e de grupos pouco estudados como moluscos, crustáceos, insetos e pequenos organismos.

Desafios  

Para uma melhor gestão do parque e proteção dos animais selvagens que vivem no local, Daniela destaca que um dos maiores desafios é como tratar o problema dos cães semidomesticados (ou errantes, como são chamados). São cães abandonados, ou que fugiram de casa, que entram na Unidade de Conservação e juntam-se a outros animais, formando matilhas. Tais cães perdem o contato humano e tornam-se ”asselvajados” (brutos, rudes), passando a competir com a fauna nativa por alimento e território, ou até mesmo a perseguir os animais do parque.

O lixão e a Estrutural são as maiores portas de entrada para os cães semidomesticados. A matilha transmite doenças graves aos animais selvagens. Algumas delas, como a parvovirose, são fatais. “O cão semidomesticado não tem imunidade e nós não temos como identificar e nem combater doenças. Algo mais grave pode disseminar uma espécie inteira”, ressalta Daniela.

“Em dezembro de 2015 encontramos um filhote de porco do mato morto em uma das piscinas, devido ao ataque dos cães. Há vários relatos de funcionários que avistam ou testemunham sinais de perseguições dos cães a animais selvagens. A Unidade de Conservação, sozinha, não consegue fazer o manejo. Precisamos do apoio da sociedade”, destaca Daniela.

 

 

Programação

Confira abaixo a programação especial que o Parque Nacional de Brasília realizará, no dia 3 de março (quinta-feira):

Observação de Aves
Das 6h às 8h. Local: Trilha Capivara e Mata da Trilha Cristal Água
Público: Livre. Vagas limitadas, interessados devem fazer pré-agendamento no e-mail:  visitação.pnb@icmbio.gov.br

Inauguração da expansão da Trilha Cristal Água (incluindo a trilha de 15 km para ciclistas).
Das 8h30 às 10h. Local: Trilha Cristal Água
Público: adultos

Atividades educativas para crianças
Com cinema, plantio de árvores, trilhas guiadas, pinturas e oficinas.
Das 9h às 12h. Local: Núcleo de Educação Ambiental (NEA)

 

Fonte: MMA