Tag: VEGETAÇÃO

Cerrado2

Fotografias são utilizadas para conscientizar sobre importância do Cerrado

Registros fotográficos são expostos como forma de valorizar bioma

Deivid Souza / Fotos: Tatiana Fiuza

Cerrado1

O trabalho da professora consiste em expor em espaços públicos as fotografias da flora e fauna do Cerrado. Assim, acredita a professora, será possível contribuir para conscientizar a população sobre a importância de preservar o segundo maior bioma do Brasil. Os registros fotográficos foram feitos entre 2013 e 2014 no Parque Estadual da Serra dos Pirineus e na Chapada dos Veadeiros, em região de Cerrado nativo. “Priorizou-se registrar a riqueza das espécies. Foi dada ênfase principalmente na beleza das flores, mas também foram retratados caules, frutos, insetos visitantes e aracnídeos. Foram fotografadas nascentes com intuito de despertar o público para a importância da sua preservação e proteção”, explica.

Cerrado4

O olhar de Tatiana visa desmistificar a ideia de floresta sem valor. “Representa um olhar que vai além dos olhos cerrados pelo preconceito quanto à sua forma e composição, resultando em belas imagens que servirão para despertar para a real necessidade de preservação, reconhecidamente um berço das águas e de vital importância para o equilíbrio ecológico do planeta”, ressalta.

Identificação das espécies
O projeto de extensão “O Cerrado e suas faces: conscientização da comunidade sobre a importância da preservação ambiental por meio da arte” é coordenado pelo professor da UFG Pierre Alexandre dos Santos. Uma das ações realizadas é a identificação das espécies fotografadas, em diferentes estágios de desenvolvimento. Nas fotografias que integram a exposição constam os nomes científicos e populares das plantas retratadas. A identificação botânica foi feita pelo também professor da UFG e taxonomista Heleno Dias Ferreira, o que contribui para o conhecimento dessas espécies, muitas delas medicinais.

Com informações da UFG

 

lobeira fruto

Planta do Cerrado é alternativa para produção de etanol

A lobeira, considerada praga por produtores, é rica amido e tem aplicações na produção de alimentos e medicamentos

Deivid Souza / Fotos: Carlos Siqueira-UFG

A lobeira, uma planta natural do Cerrado, que é considera praga por produtores, tem propriedades que possibilitam a produção de etanol. A descoberta aconteceu por meio de pesquisas do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Goiás. Os estudos começaram em 2010.

Culturalmente, a lobeira sempre foi utilizada para fazer chás e xaropes caseiros para o tratamento de asma e resfriado, mas os estudos que estão em andamento podem mudar o rumo da história da planta negligenciada por ser um problema na visão dos produtores rurais.

O fruto da lobeira, que costuma pesar entre 400 g e 900 g, é rico em amido, geralmente na proporção de 50% do peso. O amido é uma fonte importante de produção de etanol. “O amido depois de devidamente tratado, ele pode ser convertido em etanol, que é como a matriz energética dos Estados Unidos na produção de etanol funciona. Nosso etanol brasileiro é de cana-de-açúcar, o etanol dos Estados Unidos é de plantas de conversão de amido de milho. Então, no caso, nós temos na lobeira um potencial para a produção de etanol igual ao que seria obtido do milho”, explicou ao Canal Sustentável a professora do ICB, Kátia Fernandes.

Planta atinge até cinco metros de altura
Planta atinge até cinco metros de altura

Como a cana-de-açúcar produz combustível e alimento (açúcar), ela compete com a produção de alimentos no solo, diferentemente da lobeira. A planta floresce quando completa dois anos de idade e frutifica o ano todo. As raízes profundas fazem com que ela sobreviva à seca e às queimadas, rotineiras no Cerrado, o que faz com que suas características possibilitem economia no cultivo. “A lobeira é uma planta natural do Cerrado. Ela não demanda correção de solo, ela não precisa de fertilizante, ela não precisa de defensivos agrícolas”, completa Fernandes.

 Medicamento

Um polissacarídeo encontrado, normalmente, no bagaço de maçã e de laranja, a pectina também aparece em grande quantidade na lobeira. A pectina é um açúcar utilizado na produção de geleias e doces. Outra aplicação da substância é a formulação de medicamentos, que está sendo verificada na Faculdade de Farmácia pelo professor Ricardo Marreto. Os testes têm demonstrado, que quando um paciente ingere um comprimido com a pectina, a substância e dá aderência e aumenta o tempo de ação do medicamento.

Outro teste com o extrato da polpa da lobeira em ratos diabéticos identificou que o composto possui ação anti-inflamatória. O nome da lobeira está relacionado ao lobo-guará, espécie que se alimenta do fruto.

Foto: Paulo de Araújo/MMA

Bolsa verde tem resultados positivos, diz MMA

Programa do Ministério do Meio Ambiente contém degradação de vegetação natural

O financiamento tem demonstrado ser um eficiente modo de garantir a preservação de áreas de vegetação nativa. A aprovação do acordo que trata de fontes de recursos financeiros para este fim na COP21 é a esperança de que mecanismos como esse ganhem impulso e possam contribuir para a sustentabilidade.

Esta semana o Ministério do Meio Ambiente divulgou o resultado de um monitoramento ambiental do programa Bolsa Verde, realizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA/MG). Os dados revelaram que entre 2012 e 2015, apenas 0,77% da área total inserida no programa sofreu supressão de vegetação nativa. O estudo monitorou 35 milhões de hectares, o que corresponde a 4% do território nacional, nas cinco regiões do Brasil e em 22 estados.

O Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde, lançado em setembro de 2011, concede, a cada trimestre, um benefício de R$ 300 a famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas consideradas prioritárias para conservação ambiental. Atualmente, o programa alcança 76.795 beneficiários.

O ministro em exercício do Meio Ambiente, Carlos Klink, reconheceu a importância do Bolsa Verde. “Devemos estar atentos para realizar o enraizamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU),  nas ações do governo. O monitoramento do programa mostra quais serão os nossos desafios no futuro e os avanços que tivemos até agora”, afirmou ele.

O Bolsa Verde faz parte do Programa Brasil Sem Miséria e destina-se a famílias que desenvolvem atividades de uso sustentável dos recursos naturais em Reservas Extrativistas, Florestas Nacionais, Reservas de Desenvolvimento Sustentável federais e Assentamentos Ambientalmente Diferenciados da Reforma Agrária.

Deivid Souza com informações do MMA